Eu não acredito em quem defende o planeta. Sim, isso mesmo que você leu. Não acredito.
Defender os mares? A Floresta Amazônica? Os dragões-de-komodo? Balela. Todos estão se lixando p’ra isso.
Quem defende causas proambientais não está lutando para manter a longevidade do planeta. Está, sim, tentando garantir a sobrevivência dos seres humanos aqui. E nem são todos os seres humanos, vale salientar. O que o homem quer mesmo é preservar a si mesmo e sua linhagem (e não vou me ater a esse narcisismo, porque eu teria que incluir Freud na conversa e o texto seria no mínimo umas oito vezes maior).
Não estou dizendo que o esforço em preservar o planeta, por causa disso, perca sua legitimidade. O que eu não suporto, contudo é o discurso travestido de “salvem a Mãe Natureza”, quando na verdade quer dizer “salvem o meu rabo”. Se hipoteticamente não houvesse mais nenhum humano por aqui (e nenhuma supernova imprevista destruir todo o nosso sistema solar), a Terra possuiria plenas capacidades de recuperação. Pergunte isso a qualquer cientista da área.
Somos nós que obstamos o processo.
Sabe-se lá o motivo de termos “evoluído” a ponto de não contarmos com defesas naturais para sobrevivência. Não dispomos de garras, presas, asas, pelugem ou habitat natural. De fato, a alternativa foi lançar mão de nossa sapiência para modificar os recursos ao nosso redor e construir artefatos que facilitariam nossas vidas. O barro se transformava em cuia. O cipó se transformava em corda. A pedra se transformava em ponta de lança. E passamos a complexificar os problemas, o que demandou em soluções também mais complexas. Transformamos teares em indústrias, cavalos em automóveis e tambores em iPods. E em meio a esse processo passamos a nos considerar a coisa mais importante desse Universo. Porque só nós temos reveillón, supermercado e Jesus Cristo.
E tudo degringolou. A ponto da Terra chamar nossa atenção p’ra nos avisar que era nossa mãe, mas nós não éramos filhos de puta. Que se a gente não soubesse brincar com os outros irmãozinhos não ia mais ter banho, almoço nem quarto arrumado p’ra ninguém. Fizemos ouvidos de mercador e a situação só veio a piorar. Hoje estamos com uma situação de aquecimento global irreversível, catástrofes naturais avassaladoras e governantes que não param de poluir seus países em nome de um “progresso” que nos levará à extinção.
É fato que muitos estão aí p’ra minimizar os danos… Mas nós nunca defenderíamos o meio ambiente se não fosse por duas palavrinhas: impacto ambiental. E não é simplesmente o impacto que tal ação cause à natureza. E, sim, no que isso vai repecurtir nas vidas dos seres humanos. Mais especificamente, na minha vida.
Não me considerem um pessimista. Não estou convocando todos a um laissez-faire até que tudo exploda e não tenhamos mais chance. Apenas estou criticando o foco que os tais ambientalistas assumem como problema. Se realmente estivéssemos comprometidos em preservar toda a vida no planeta, não permitiríamos que nenhuma árvore fosse derrubada. Nem aquela que compõe o belo telhado da casa do ambientalista. Se o discurso de reposição de recursos fosse igualitário, todo mundo teria um filho novo para substituir o que foi atropelado por um ônibus.
Os únicos “ou” envolvidos nessa função são: ou a gente cuida do planeta onde vive ou viramos carta fora do baralho. Se conseguirmos salvar baleias, araras e a Mata Atlântica no processo, tanto melhor.
Um feliz Dia Mundial do Meio Ambiente para todos.
Breno Machado é psicólogo por formação, escritor por deleite e redator publicitário por teimosia. Webmaster do blog Pense no Haiti. Reze pelo Haiti, onde publica seus surtos literários.

Bom texto Breno.
Vivemos todos em mundos individuias propagando interesses ilusoriamente coletivos.
Microabraço.
Pois é esses salvacionistas ecológicos tão bonzinhos, ergueram a Igreja Verde do Marketing, com um sotaque charlatão, reciclaram Nostradamus com profecias ambientais, la vem o apocalipse verde! A palavra de ordem, ou melhor, A MODA, é SUSTENTABILIDADE…daqui a pouco vão te convencer a almoçar dia sim, dia não, para reduzir os gases na atmosfera.
O verde é o novo vermelho…
Ahahahahahah, que lindo
ihihihih
como bióloga da conservação que sou concordo plenamente, somos uma praguinha sem graça cujo prazo de validade está expirando, a Terra vai ficar ótima sem gente em cima dela…a vida resistiu a coisas mais terríveis, vai resistir a macaquinhos…
bom dia pra vc
mas posso matar as baratas ou não? diz aí…