Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.

[OPINIÃO]
FOTOGRAFIA POTIGUAR MOSTRA SUAS CORES EM SÃO PAULO
por paulo celestino

Posted: abril 30th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , , , | 1 Comment »

foto: Jean Lopes

Um apanhado da atual fotografia artística norte-riograndense. Essa é a proposta da mostra “Fotografia Contemporânea Potiguar – Imagens da Esquina do Brasil”  que levará nove fotógrafos e 77 imagens da produção de potiguares ou de profissionais radicados no estado em exposição pelas cidades de São Paulo, Brasília e Rio.

Os paulistas serão os primeiros a conferir as imagens da esquina do continente. A mostra estréia na Caixa Cultural neste dia 30 de abril em São Paulo. Segundo o fotógrafo e curador da mostra, Ricardo Junqueira, o Coletivo Potiguar se formou a partir da troca de “informações e figurinhas” entre os fotógrafos e ele viu que os interesses em relação à fotografia eram muito parecidos. A coisa evoluiu para um projeto que tem como objetivo funcionar  como  ferramenta estratégica de registro e inserção do Rio Grande do Norte no cenário nacional e internacional da fotografia.

Ainda segundo Junqueira, não houve a preocupação de buscar uma linguagem comum entre os trabalhos. “A não ser pelo fato de todos serem pessoas que trabalham e vivem de fotografia e terem um olhar “diferente”, com uma preocupação que vai além do mero registro”, explica sobre a reunião dos fotógrafos e escolha das imagens.

A diversidade de visões, técnicas e formatos marcam a exposição, que vão do preto e branco à saturação de cores, das temáticas sociais de registro e de denúncia até o despretensioso “click” em família ou em jornadas de viagem, somadas com outras técnicas artísticas intervindo no resultado final das fotografias.

foto: Ricardo JunqueiraIdealizado por Ricardo Junqueira, o Coletivo Potiguar se destaca ainda pela diversidade “geográfica” dos fotógrafos. O próprio Junqueira é brasiliense, morando em Natal desde 1996, tendo trabalhado passagens por  São Paulo e Itália. Jean Lopes é potiguar da cidade de Assu. Nuno Rama é da Paraíba. De São Paulo, José Frota e Pablo Pinheiro. Erik van der Weidje, da Holanda. Max Pereira e Hugo Macedo são natalenses e Karen Montenegro, de Alagoas.

A exposição já pode ser vista também na Internet em www.coletivopotiguar.blogspot.com.  Em São Paulo, a exposição fica até o dia 14 de junho. Depois, segue para Brasília entre 30 de julho a 31 de agosto. A exposição termina no Rio de Janeiro, de 20 de outubro a 29 de novembro.

O fotográfo Ricardo Junqueira conversou, por email,com o Internetcidade e falou também sobre a expectativa da exposição e qual é a contribuição dos olhares da esquina do continente.

Celestino: Como podemos avaliar o atual momento da fotografia potiguar?

Junqueira: Acho que estamos nos descobrindo e percebendo que a qualidade independe da geografia.

Celestino: Ao seu ver, qual a grande contribuição dos olhares da esquina do continente?

Junqueira: Minha maior preocupação é mostrar que existe uma produção de qualidade e fazer o Rio Grande do Norte aparecer um pouco mais no cenário nacional. Afinal, nós temos paisagens maravilhosas, mas não é só isso. No paraíso turístico também tem profissionalismo.

Celestino: Na sua opinião, o que vem impulsionando a fotografia no Estado?

Junqueira: Os fotógrafos – e isso não se aplica somente aos Potiguares e aos que vivem no RN -, são quase sempre apaixonados pelo que fazem e certamente é o que impulsiona essa produção.

Celestino: A exposição passa ainda por Brasília e Rio. Qual a sua expectativa?

Junqueira: Esperamos o máximo de visitação, que [a exposição] possa crescer e contribuir para que mais pessoas conheçam o trabalho que nós fazemos. E outros possam se interessar por fotografia.

Paulo Celestino é jornalista dissonante e cognitivamente perdido entre São Paulo e Natal. Gosta de ver aviões passando, seja no poluído ar de São Paulo ou nas calçadas da praia de Ipanema. Ainda em Sampa, descobriu o samba e a feijuca (não era para ser no Rio?). Hoje, nas horas quase vagas, toca o blog Internetcidade entre as escritas para sobreviver.

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