[NO TORRENT]
FRINGE: O NOVO SUCESSO DO CRIADOR DE “LOST”

26 novembro 2008 § Nenhum comentário ainda

J.J. Abrams já era milionário quando criou “Lost”. Seu primeiro grande sucesso foi a série de espionagem “Alias”, que já tinha lhe rendido fama e dinheiro. Com “Lost”, ele conseguiu reconhecimento artístico. Com “Fringe”, sua mais recente criação, J.J. Abrams quer dizer que é uma fonte inesgotável de histórias surpreendentes. Até onde assisti, ele está conseguindo.

“Fringe” começa de maneira propositadamente semelhante a “Lost”: dentro de um avião. Um homem, manipulando uma ampola, libera alguma misteriosa toxina no ar. O resultado é que as pessoas do vôo simplesmente desintegram! Ao longo do primeiro episódio, porém, dá pra perceber que este acidente foi apenas a ponta do iceberg.

Entra em cena a Agente Olivia Dunham, que requisita a ajuda de um gênio da ciência experimental para solucionar o caso. Esse gênio é o Dr. Walter Bishop, que está num manicômio e só pode sair de lá com a autorização do filho e tutor, o também gênio Peter Bishop. Os três (numa dinâmica que inclui tensão afetiva entre pai e filho, tensão sexual entre agente e tutor e tensão profissional entre agente e cientista) vão se reunir para investigar casos aparentemente inexplicáveis pela ciência tradicional, mas totalmente plausíveis na ciência de borda – ou fringe science, que nada mais é que as coisas teoricamente possíveis, mas nunca comprovadas na prática.

A grande trama da série é exatamente essa: um misterioso grupo, chamado de “O Padrão”, está colocando em prática algumas teorias nunca utilizadas da ciência. E o laboratório que eles estão usando é justamente o mundo. Nessa realidade em que todos são ratos brancos, a agente Dunham, o Dr. Bishop e seu filho Peter estão a voltas com coisas aparentemente inexplicáveis como uma bomba que transforma o oxigênio em resina (!), um recém nascido que morre de velhice sete minutos após nascer (!!) e um homem careca que está sempre presente a grandes eventos da história, do assassinato de JFK ao de Malcolm X (!!!).

A comparação com Arquivo X é inevitável. E realmente é muito parecido. A diferença de outras imitações da série clássica, como a fraquinha “Eleventh hour” da Warner (criada por Jerry Bruckheimer, o mesmo da franquia CSI), é que “Fringe” é muito bem feita. Tudo apresentado na série é teoricamente possível – até agora – e isso valoriza o roteiro. Os mistérios vão crescendo gradativamente e aos poucos já se cria a mitologia Fringe.
(A série também é responsável por um novo modelo publicidade: a Fox americana, responsável pela série, cortou metade dos comerciais e adicionou merchandisings inteligentes agregados à trama. Dessa forma, mesmo que você baixe os episódios, estará exposto à propaganda. Segundo os produtores, esses merchandisings já pagam o filhote.)

“Fringe” tem estréia prevista no Brasil para fevereiro de 2009. O canal que transmitirá o novo hype de J.J. Abrams é o Warner Channel.

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