[NO PLAY]
THE KOOKS: PUNK ROCK E COLDPLAY NUMA SÓ BANDA
Posted: abril 24th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: música, rock | No Comments »
Ouvi falar na banda The Kooks em algum lugar. Não lembro exatamente onde, não lembro exatamente quando, não lembro exatamente como. O fato é que desde então (quando terá sido, meu Deus?) ando com ela no mp3. Ouvindo de vez em quando, sem muitas pretensões, geralmente quando não estou a fim de ouvir nada em especial. E então, de repente (ontem, pra ser mais exato) me vi dirigindo pela cidade, cantarolando o hit “Naive” e pensando: caralho, como estou feliz! Foi então que vi que nunca tinha escrito sobre os caras.
The Kooks é uma banda de indie rock formada por quatro jovens ingleses que se conheceram no colégio. Já lançaram dois discos: “Inside in/inside out”, de 2006, com o qual tenho mais intimidade; e “Konk”, de 2008, que estou conhecendo. Fazendo um rock’n’roll dos mais dançantes, muito embora também invistam em baladas, a banda surpreende pela emoção que consegue transmitir em cada música. Desde os rocks mais ferozes às baladas mais rasgadas. O vocalista Luke Pritchard alterna momentos punk rock e derretimentos a la Coldplay com uma versatilidade das mais raras.
“Inside in/inside out” começa com a balada Seaside . Simples, cortante, imediata. É o suficiente pra você dizer: essa banda merece estar no meu mp3. Com uma letra terna, falando de se apaixonar à beira-mar, a música já pega a gente de jeito. Pra logo em seguida, sem avisos prévios, nos jogar no rock dançante See the world. Menos comportado, o vocalista rasga sua voz para cantar sobre a necessidade de ir embora e as memórias que esses momentos trazem à tona. O CD segue assim, alternando rock dançante e balada, sem perder o pique. Refrões radiofônicos fazem parte da mistura, principalmente no hit do CD, a excelente Naive. Um certo suingue ska entra na receita, para deixar tudo ainda melhor. Numa espécie de DR, a música fala de uma relação marcada pela imaturidade. E tem um dos refrões mais pegajosos dos últimos anos.

Em “Konk”, o segundo álbum da banda, graças a Deus o formato se repete. Rocks fáceis, daqueles mais simples, que faz a gente se perguntar por que cargas d’água não gravam mais músicas assim. Vou destacar apenas duas músicas desse álbum, pelo fato de não estar ouvindo ele há tanto tempo: 1) Shine on : Uma dessas músicas que deixam a gente feliz de ouvir, quase bobas, mas que conquistam pela simplicidade e despretensão; 2) Down to the market: um rock com fúria, pra dançar cantando até a garganta sangrar.
Pra quem se interessou, The Kooks faz show no Brasil em junho. Vai ser no dia 19, em São Paulo.





