Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.

[NA MODA]
DE PUTA MADRE 69: MARCA POLÊMICA CHEGA AO BRASIL

Posted: junho 15th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , | 5 Comments »

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Os piradinhos modernetes estão prestes a receber no Brasil umas das marcas de roupas mais controversas do mundo. Trata-se da italiana De Puta Madre 69. Criada em 1992 por dois traficantes colombianos que estavam presos na Espanha, a DPM69 conquistou mercado através de roupas com estampas loucas e frases politicamente incorretas como “Eu fodo no primeiro encontro” ou “Colômbia narcotráfico”.

O nome da marca, apesar de soar agressivo para os brasileiros, é uma expressão bastante corriqueira na Espanha. “De puta madre” significa algo muito bom. É como dizer “Do caralho!”. Ok, não é necessariamente um nome singelo. Mas ao menos não está xingando a sua mãe. Já o 69… bem, o 69 é isso mesmo que você está pensando.

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Presente em mais de 50 países, a DPM69 tem uma história muito incomum. Em 1991, Ilan Fernandez foi preso em Barcelona por venda de drogas e tráfico de armas. Condenado a 18 anos de prisão, começou a criar camisetas com frases inusitadas relacionadas aos seus crimes. Distribuía suas criações dentro e fora da prisão clandestinamente. Era uma tentativa de desabafar e mostrar que a vida do tráfico não valia a pena.

Ao ser solto em 1996, Fernandez passou a vender as camisetas de porta em porta. Em três meses, conseguiu comercializar 200.000 unidades. Pouco depois, conheceu investidores italianos que transformaram o desabafo em negócio. A marca tomou conta das baladas descoladas da Europa. E depois que um participante de um reality show italiano semelhante à Casa dos Artistas passou a ter essas camisetas como marca registrada, a popularização no velho continente foi total.

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Apesar de manter o caráter ousado, a DPM69 jura que suas roupas não fazem apologia às drogas nem ao crime. São, sim, a tradução de um homem que errou, pagou e se arrependeu. Ou seja, trazem uma mensagem positiva. Se sim ou se não, nem importa. As roupas são realmente do caralho! E é isso que vale na moda.


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