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	<title>Comentários sobre: [CRÔNICA] E DEUS DISSE: ME ADD AE</title>
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	<description>O blog do Patrício Jr.</description>
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		<title>Por: Sandro Fortunato</title>
		<link>http://www.patriciojr.com.br/cronica-e-deus-disse-me-add-ae/comment-page-1/#comment-533</link>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 00:33:05 +0000</pubDate>
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		<description>CTRL+C/CTRL+V lá da Digi ;)
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Tentarei me abster de alimentar qualquer polêmica. Gostaria apenas de fazer alguns esclarecimentos históricos e terminológicos. Primeiramente, é fato que a Igreja Católica, como qualquer instituição, sempre muda. Para melhor, para pior, mas muda. E essa nova forma de aproximação é necessária não para coagir, mas por necessidade de modernizar a comunicação entre ela e seus seguidores. Isso aconteceu, por exemplo, quando as missas deixaram de ser rezadas em Latim para serem rezadas no idioma local e quando o padre passou a rezá-las de frente para os fiéis. É mera atualização de linguagem. 

Ao dizer que “Há milênios o Vaticano faz...”, creio que você esteja usando como força de expressão, pois o Vaticano, apesar de ter sido criado no século VIII, só existe como cidade-estado há 80 anos. Mesmo que, por extensão a palavra “Vaticano” seja utilizada como sinônimo da Cúria Romana, também não chega a ter milênios. Nem a própria Igreja Católica, que só ganhou tal denominação lá pelo ano 100 d.C.. Nem mesmo o que se chama de Cristianismo, dando seu nascimento quando do surgimento dos apóstolos, os seguidores do Cristo (histórico). Como o Cristo só surge depois do batismo de Jesus, por volta dos 30 anos, apenas depois de 2030 poderemos falar em “dois milênios de Cristianismo”. A única coisa que já podemos contar em milênios – apenas dois – é a chamada Era Cristã, já que ela estabelece como ponto de partida o nascimento de Jesus.

Falando em Batismo, nos primórdios da Igreja Cristã – e mesmo antes dela – ele era feito em adultos. O próprio Jesus só é batizado já adulto. A cada Concílio, mudanças são implementadas. Hoje seguimos o modelo Batismo-Comunhão-Crisma (ou Confirmação). De certa forma é um “batismo em três tempos” e você só o confirma, pela Crisma, já chegando ou chegado à idade adulta. Qualquer pessoa batizada quando criança é, mais tarde, livre para escolher se quer ou não seguir aquela crença.

Toda religião tem seus dogmas, mas não obriga ninguém a segui-las (a não ser que esteja vinculada a um poder estatal). No caso da Igreja Católica, vemos que o próprio clero não segue as recomendações e nem mesmo os votos que fazem à fé que diz defender. Se houvesse assim tanto rigor, tanta ordem, tanto poder, qualquer membro do clero (de padre à cardeal), deveria ser imediatamente expulso quando flagrado rompendo seus votos de celibato e de castidade (coisas distintas, diga-se, e obrigatórias para todo o clero católico há menos de 500 anos). Mas é uma agremiação feita por homens. Tão imperfeita e tão louca por perfeição quanto qualquer outra.

Concluindo (isso já está mais para post-resposta que comentário), gostaria de dizer que qualquer educação religiosa, católica ou não, começa da mesma forma: sendo ensinada pelos pais e outros responsáveis pela sociedade onde se nasceu e é criado. Aliás, TODA educação é assim. Depois, quando crescemos, percebemos que temos escolha de segui-la ou não. No caso da educação religiosa, de seguirmos aquela que nos foi ensinada, outra ou mesmo nenhuma. Particularmente, isso funcionou muito bem comigo. Fui criado com PRINCÍPIOS católicos, fui batizado, fiz primeira comunhão e não me crismei, não confirmei tais votos. Adoraria seguir uma carreira clerical, mas os PRINCÍPIOS CATÓLICOS (lembrando que “católico” significa “universal”) que me foram passados não me permitem mentir e, como nunca fui celibatário e menos ainda casto (muito pelo contrário), não faria tais votos. Não batizei meus filhos e pouco me importa que um seja ateu, outra freira e outra se converta ao Islamismo. Se forem fiéis a si mesmos, já terão conseguido aprender ao menos um desses princípios universais tão úteis para uma vida interior (espiritual e emocional) equilibrada.</description>
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<p>Tentarei me abster de alimentar qualquer polêmica. Gostaria apenas de fazer alguns esclarecimentos históricos e terminológicos. Primeiramente, é fato que a Igreja Católica, como qualquer instituição, sempre muda. Para melhor, para pior, mas muda. E essa nova forma de aproximação é necessária não para coagir, mas por necessidade de modernizar a comunicação entre ela e seus seguidores. Isso aconteceu, por exemplo, quando as missas deixaram de ser rezadas em Latim para serem rezadas no idioma local e quando o padre passou a rezá-las de frente para os fiéis. É mera atualização de linguagem. </p>
<p>Ao dizer que “Há milênios o Vaticano faz&#8230;”, creio que você esteja usando como força de expressão, pois o Vaticano, apesar de ter sido criado no século VIII, só existe como cidade-estado há 80 anos. Mesmo que, por extensão a palavra “Vaticano” seja utilizada como sinônimo da Cúria Romana, também não chega a ter milênios. Nem a própria Igreja Católica, que só ganhou tal denominação lá pelo ano 100 d.C.. Nem mesmo o que se chama de Cristianismo, dando seu nascimento quando do surgimento dos apóstolos, os seguidores do Cristo (histórico). Como o Cristo só surge depois do batismo de Jesus, por volta dos 30 anos, apenas depois de 2030 poderemos falar em “dois milênios de Cristianismo”. A única coisa que já podemos contar em milênios – apenas dois – é a chamada Era Cristã, já que ela estabelece como ponto de partida o nascimento de Jesus.</p>
<p>Falando em Batismo, nos primórdios da Igreja Cristã – e mesmo antes dela – ele era feito em adultos. O próprio Jesus só é batizado já adulto. A cada Concílio, mudanças são implementadas. Hoje seguimos o modelo Batismo-Comunhão-Crisma (ou Confirmação). De certa forma é um “batismo em três tempos” e você só o confirma, pela Crisma, já chegando ou chegado à idade adulta. Qualquer pessoa batizada quando criança é, mais tarde, livre para escolher se quer ou não seguir aquela crença.</p>
<p>Toda religião tem seus dogmas, mas não obriga ninguém a segui-las (a não ser que esteja vinculada a um poder estatal). No caso da Igreja Católica, vemos que o próprio clero não segue as recomendações e nem mesmo os votos que fazem à fé que diz defender. Se houvesse assim tanto rigor, tanta ordem, tanto poder, qualquer membro do clero (de padre à cardeal), deveria ser imediatamente expulso quando flagrado rompendo seus votos de celibato e de castidade (coisas distintas, diga-se, e obrigatórias para todo o clero católico há menos de 500 anos). Mas é uma agremiação feita por homens. Tão imperfeita e tão louca por perfeição quanto qualquer outra.</p>
<p>Concluindo (isso já está mais para post-resposta que comentário), gostaria de dizer que qualquer educação religiosa, católica ou não, começa da mesma forma: sendo ensinada pelos pais e outros responsáveis pela sociedade onde se nasceu e é criado. Aliás, TODA educação é assim. Depois, quando crescemos, percebemos que temos escolha de segui-la ou não. No caso da educação religiosa, de seguirmos aquela que nos foi ensinada, outra ou mesmo nenhuma. Particularmente, isso funcionou muito bem comigo. Fui criado com PRINCÍPIOS católicos, fui batizado, fiz primeira comunhão e não me crismei, não confirmei tais votos. Adoraria seguir uma carreira clerical, mas os PRINCÍPIOS CATÓLICOS (lembrando que “católico” significa “universal”) que me foram passados não me permitem mentir e, como nunca fui celibatário e menos ainda casto (muito pelo contrário), não faria tais votos. Não batizei meus filhos e pouco me importa que um seja ateu, outra freira e outra se converta ao Islamismo. Se forem fiéis a si mesmos, já terão conseguido aprender ao menos um desses princípios universais tão úteis para uma vida interior (espiritual e emocional) equilibrada.</p>
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		<title>Por: Thiago Leite</title>
		<link>http://www.patriciojr.com.br/cronica-e-deus-disse-me-add-ae/comment-page-1/#comment-532</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 19:06:43 +0000</pubDate>
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		<description>Como diria Jules Michelet, &quot;as colunas do céu têm os pés no abismo&quot;.</description>
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