Eu tenho medo, muito medo, medíssimo de me tornar obsoleto. Não tenho vergonha de admitir. Quando começaram a falar de blog, eu não sosseguei enquanto não descobri que porra era isso. Era um tal de “li no blog de Fulano” pra cá, “li no blog de Sicrano” pra lá. E eu pensava: existem pessoas normais gerando conteúdo pra web? (claro, eu não pensava exatamente assim, porque a expressão “gerar conteúdo pra web” ainda não era popular naquela época).
Com a popularização da internet, mais e mais novidades passaram a surgir todos os dias. Veio Fotolog, Orkut, Facebook, e-Mule, torrent. E eu segui a maré: criei perfis, interagi, postei, compartilhei, baixei. Até que surgiu o Twitter.
Ponto. Parágrafo.
Amigos, o Twitter me intriga há meses. Pelo que pude entender, trata-se de um serviço de postagens que mistura Orkut e blog: você gera conteúdo como um blog, mas cria uma rede de relacionamentos como o Orkut. A diferença é que esse conteúdo gerado não ultrapassa o limite de 140 caracteres por postagem. Como limite de caracteres não é bem a minha praia (quem acessava a primeira versão do PLOG lembra muito bem que esse terrível sistema do TheBlog me fazia sofrer ao ter que editar textos para caberem no número máximo de 400 toques), eu relutei em aderir ao Twitter.
Não só por isso, claro. Sempre pensei que os serviços da internet só fazem sentido quando têm uma utilidade. Alimentei o Fotolog, portanto, até quando me foi útil. Depois, perdeu a graça. O Orkut e o Facebook têm me servido a contento para manter-me próximo de amigos distantes e fazer eventuais divulgações. Então, mantenho. O blog, nem se fala, é meu xodó. Através dele, conheço pessoas interessantes, descubro novidades, difundo idéias mil. Torrent e e-Mule, tadinhos, são meus vícios atualmente (um amigo até brinca dizendo que a qualquer hora homens de preto invadirão meu apartamento para apagar minhas memórias). Mas o Twitter… bem, eu não via utilidade alguma naquilo.
As pessoas postam coisas como “O 4º episódio é o melhor da 5ª temporada de Lost. Até agora” e pronto, acabou o post. Sem nenhum dado a mais, nenhuma possibilidade de comentários, nenhuma fotinha pra quebrar o gelo. Eu realmente achava uma perda de tempo total.
Mas quando estreei o novo PLOG, em 1º de janeiro, o amigo Sandro Fortunato me alertou por MSN do importante que seria ter um Twitter. Quando perguntei o porquê do alerta, ele não me deu argumentos plausíveis, sequer provas cabais. Apenas disse: just do it. Não acreditei no Fortunato e segui com minha relutância. Hoje, porém, acordei com vontade de twittar. Não sei o que me deu. De repente, criei meu perfil no Twitter, iniciei as postagens de até 140 toques, linkei no PLOG (criando a seção NANOSCÓPIO) e estou bem. Sim, juro que estou. E vale salientar: foi tudo tão rápido e fácil que nem parecia internet.
Marlos Ápyus, atendendo ao meu apelo, postou hoje o texto PRA QUE DIABOS SERVE O TWITTER?, no qual responde à questão que a maioria dos usuários não consegue responder. No meio do texto, Ápyus resume: o Twitter é um blog para pessoas sem tempo de escrever longos parágrafos. Isso é verdade. Muitas vezes, quero compartilhar apenas um link e dizer: olha, que ducaralho. No formato do meu blog, isso não é possível. Temos que criar títulos, adicionar tags, escolher a coluna, colocar fotos. Tudo isso, amigo, leva tempo. Com o Twitter, esse tipo de postagem se torna mais ágil. Além disso, o Twitter dá a possibilidade de postagens através de SMS. De onde quer estejamos. Em tempo real. Tem outras funcionalidades também, mas ainda não descobri completamente.
O fato é que não vou ficar obsoleto se depender do meu desejo. Mas espero, sinceramente, que outra novidade do tipo demore a surgir. Venho gerando conteúdo demais pra essa tal de web.
Ps.: A postagem do Twitter citada acima, com todo o respeito, foi de Marlos Ápyus.

Esse comentário sobre Lost é o tipo de coisa que funciona bem no Twitter. Porque apenas atesta que teremos um resultado positivo, mas não estraga surpresas. Não digo quem morreu, quem nasceu, quem pegou quem. Apenas que foi uma experiência que valeu a pena. E já recebi respostas de alguns amigos que graças ao meu comentário irão correr para ver ver este novo episódio assim que chegar em casa. O mesmo não serviria para, por exemplo, eu comentar tudo o que achei sobre um filme como “Tropa de Elite”. Já é algo que pede um blog para ser escrito.
Caro Patrício, sólhe digo uma coisa: terás muitas felicidades com o Twitter. E vislumbro em um futuro não muito distante que essa será a tendência comunicativa. Os microblogs estão deminando.
Abraços rapaz!
Gostchô?
(agora também só faço comentários com até 140 caracteres)
Éramos dois relutantes.
Éramos.
Agora entendeu? Então posta lá “Twitter: agora eu sei para que serve mas não sei explicar o que é – link”
O twitter é meio perigoso, viciante!Quando perceber, já terá tomando conta de você.
No começo também relutei um pouco, criei minha conta e fiquei aguardando, mas hoje faço uso diário, é meu caderninho de anotações rapidas…aqueles insights ou coisas que surgem na cabeça …
engraçado, isso muda o jeito das pessoas se relacionarem até com elas mesmas né..
curti o Plog, o conteúdo e o visual bacana =)
hasta.
Patrício, uma das utilidades do twitter é divulgar as atualizações do seu blog, que tá com o visual e textos bem interessantes.
Olá Patrício,
Eu também fiz meu perfil no Twitter, uso diariamente, acho interessante por me motivar a publicar mensagens curtas, pensamentos rápidos e que, muitas vezes, seriam desprezados para a publicação no meu blog.
Por outro lado, minha namorada acha o Twitter a coisa mais inútil do mundo. Porém ela mantém contatos esporádicos com o computador e internet, se mantém distante “desse mundo digital e virtual”.
O problemática do Twitter está na forma como as pessoas olham a ferramenta e pensam em como utilizá-la. Eu, sinceramente, utilizo com certa frequência, porém ainda acho que, para mim, acaba sendo um pouco vago e poderia ter mais recursos para ser mais atrativo.
Como comentou ai o José Luiz, eu sei para que serve mas não sei explicar o que é.
Acho que é isso.
[...] os textos que eu encontrei, chamaram a atenção – e recomendo a leitura – o de Patrício Júnior, citado no post anterior, e o de Luli [...]
[...] dos fatores que me motivaram a tomar essa atitude foi um artigo que li no blog do Patrício Júnior. Além de sua explanação muito inteligente, os comentários [...]
[...] dos fatores que me motivaram a tomar essa atitude foi um artigo que li no blog do Patrício Júnior. Além de sua explanação muito inteligente, os comentários [...]
Nunca fiz perfil e nem pretendo fazer. Coisa inútil, infantil e pra quem não tem o que fazer. Agora, se você é do tipo que adora criticar sem ofereçer alternativas se torna uma boa opção. Ótima pedida para pessoas encalhadas e com problemas de comunicação ao vivo e em cores. Faça o teste, marque encontros e verás, de dez pessoas, dez lhe decepcionarão. Estou errada?
naiane, tem certeza q vc leu o txt que acabou de comentar?