Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.

[CRÔNICA]
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Posted: fevereiro 5th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , | 14 Comments »

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Eu tenho medo, muito medo, medíssimo de me tornar obsoleto. Não tenho vergonha de admitir. Quando começaram a falar de blog, eu não sosseguei enquanto não descobri que porra era isso. Era um tal de “li no blog de Fulano” pra cá, “li no blog de Sicrano” pra lá. E eu pensava: existem pessoas normais gerando conteúdo pra web? (claro, eu não pensava exatamente assim, porque a expressão “gerar conteúdo pra web” ainda não era popular naquela época).

Com a popularização da internet, mais e mais novidades passaram a surgir todos os dias. Veio Fotolog, Orkut, Facebook, e-Mule, torrent. E eu segui a maré: criei perfis, interagi, postei, compartilhei, baixei. Até que surgiu o Twitter.

Ponto. Parágrafo.

Amigos, o Twitter me intriga há meses. Pelo que pude entender, trata-se de um serviço de postagens que mistura Orkut e blog: você gera conteúdo como um blog, mas cria uma rede de relacionamentos como o Orkut. A diferença é que esse conteúdo gerado não ultrapassa o limite de 140 caracteres por postagem. Como limite de caracteres não é bem a minha praia (quem acessava a primeira versão do PLOG lembra muito bem que esse terrível sistema do TheBlog me fazia sofrer ao ter que editar textos para caberem no número máximo de 400 toques), eu relutei em aderir ao Twitter.

Não só por isso, claro. Sempre pensei que os serviços da internet só fazem sentido quando têm uma utilidade. Alimentei o Fotolog, portanto, até quando me foi útil. Depois, perdeu a graça. O Orkut e o Facebook têm me servido a contento para manter-me próximo de amigos distantes e fazer eventuais divulgações. Então, mantenho. O blog, nem se fala, é meu xodó. Através dele, conheço pessoas interessantes, descubro novidades, difundo idéias mil. Torrent e e-Mule, tadinhos, são meus vícios atualmente (um amigo até brinca dizendo que a qualquer hora homens de preto invadirão meu apartamento para apagar minhas memórias). Mas o Twitter… bem, eu não via utilidade alguma naquilo.

As pessoas postam coisas como “O 4º episódio é o melhor da 5ª temporada de Lost. Até agora” e pronto, acabou o post. Sem nenhum dado a mais, nenhuma possibilidade de comentários, nenhuma fotinha pra quebrar o gelo. Eu realmente achava uma perda de tempo total.

Mas quando estreei o novo PLOG, em 1º de janeiro, o amigo Sandro Fortunato me alertou por MSN do importante que seria ter um Twitter. Quando perguntei o porquê do alerta, ele não me deu argumentos plausíveis, sequer provas cabais. Apenas disse: just do it. Não acreditei no Fortunato e segui com minha relutância. Hoje, porém, acordei com vontade de twittar. Não sei o que me deu. De repente, criei meu perfil no Twitter, iniciei as postagens de até 140 toques, linkei no PLOG (criando a seção NANOSCÓPIO) e estou bem. Sim, juro que estou. E vale salientar: foi tudo tão rápido e fácil que nem parecia internet.

Marlos Ápyus, atendendo ao meu apelo, postou hoje o texto PRA QUE DIABOS SERVE O TWITTER?, no qual responde à questão que a maioria dos usuários não consegue responder. No meio do texto, Ápyus resume: o Twitter é um blog para pessoas sem tempo de escrever longos parágrafos. Isso é verdade. Muitas vezes, quero compartilhar apenas um link e dizer: olha, que ducaralho. No formato do meu blog, isso não é possível. Temos que criar títulos, adicionar tags, escolher a coluna, colocar fotos. Tudo isso, amigo, leva tempo. Com o Twitter, esse tipo de postagem se torna mais ágil. Além disso, o Twitter dá a possibilidade de postagens através de SMS. De onde quer estejamos. Em tempo real. Tem outras funcionalidades também, mas ainda não descobri completamente.

O fato é que não vou ficar obsoleto se depender do meu desejo. Mas espero, sinceramente, que outra novidade do tipo demore a surgir. Venho gerando conteúdo demais pra essa tal de web.

Ps.: A postagem do Twitter citada acima, com todo o respeito, foi de Marlos Ápyus.


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