Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
O jovem artista (músico, videomaker, etc) israelense que responde pelo codinome (ou nick, ou nome artístico, vai saber!) de Kutiman criou algo que deixará qualquer músico experiente de bobeira.
Misturando vídeos do Youtube, e seus respectivos áudios, ele compôs oito faixas musicais. As composições são impressionantes pelo que têm de perfeitas. Ninguém, sem saber do método de composição, desconfiaria que ele precisou usar mais de 300 vídeos postados no Youtube para compor seus sucessos.
Para esses trabalhos, Kutiman (ó a cara dele aí em cima) misturou clipes de músicas, performances históricas, vídeos caseiros, bandas de garagem, solitários tocando em seus quartos, enfim, toca a gama de vídeos musicais que podemos encontrar no Youtube. O resultado é impressionante.
Abaixo, uma das canções. A faixa 1 do trabalho “Thru you”: a canção “Mother of All Funk Chords”.
Kutiman compilou todas as suas composições em um site, no qual você pode ouvir as canções, ver os vídeos, entender um pouco o sistema de composição e babar em cima do talento – e da paciência – desse virtuose israelense. Pra ir esquentando, o making of que ele mesmo produziu sobre as composições.
“Mother of All Funk Chords” já tem quase 300.000 exibições no Youtube. Músicos, tremei.
O Youtube já domina geral os computadores do mundo todo. A combinação de vídeos e internet banda larga, que apesar de todo o sucesso de público não dava lucro, iniciou sua ascensão à potência econômica da era digital quando foi comprada pelo Google.
Uma vez nas mãos de uma das empresas mais criativas do mundo, era só esperar. O desafio do Google passou a ser criar um modelo que fizesse do Youtube um gerador de riquezas e não só de audiências. Aos poucos, eles estão conseguindo.
Dentro as diversas ações, como inclusão de links patrocinados, transmissão de shows exclusivos ao vivo e parcerias com diversas multinacionais, que transformaram o Youtube numa das ferramentas de busca mais usadas do mundo – batendo até mesmo a tradicional vice-campeã Yahoo –, a ousadia sempre esteve presente. E foi com essa ousadia que o Google anunciou ontem o lançamento de uma versão do Youtube adaptada para o PS3 e o Wii Nintendo, que permite aos usuários navegar no site através da tela da TV.
A nova versão do Youtube, lançada em caráter experimental como todos os empreendimentos do Google (ou seja: se der certo, fica; se não der, tchau) utiliza a conexão de internet desses dois videogames para conectar-se ao site. Através de uma interface simplificada, os usuários podem buscar vídeos, assisti-los, criar listas de reprodução, guardar os favoritos: exatamente como já fazem pelo computador, mas dessa vez usando a televisão.
O serviço se encontra disponível em 22 países e 12 idiomas diferentes. E é um alerta às tradicionais redes de televisão: o tempo está acabando, dinossauras.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.