Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Esta nota tem o único propósito de dar transparência ao trabalho sério que estamos realizando, antes mesmo de sermos indicados para compor a CEI (27 de junho) e presidi-la (3 de agosto). Decidimos fazer um relato histórico dos fatos noticiados, e que comprovam nosso comprometimento com esta apuração antes mesmo dela ser instalada, quando já apoiávamos o desejo de todo natalense de ver estes contratos investigados, fato notório com a mobilização de jovens que ocuparam a Câmara de Natal por 11 dias, em junho, instalando o #ColetivoForaMicarla.
Queremos ressaltar que, mesmo não tendo provocado a abertura desta apuração, Requerimento que foi apresentado pela vereadora Sargento Regina (integrante de oposição na CEI), que fez uma espécie de dossiê ao longo de um ano, reunindo cópias de documentos, o nosso mandato já vinha questionando contratos suspeitos da Prefeitura de Natal.
Tanto que no dia 17 de junho passado, quando foi realizada audiência pública, atendendo a reivindicação do coletivo #ForaMicarla, apresentamos cópias de mais de 50 requerimentos de nossa autoria, que pediam explicações sobre contratos publicados pelo Executivo Municipal. Enfatizamos que a maioria não foi respondida, ou não contemplou nossas dúvidas.
Por isso, agora, sugerimos e foi acatado pelos demais membros (no dia 9 de agosto passado) o reencaminhamento, pela CEI, destes requerimentos, assim como de outros vereadores, o que foi feito através de Ofícios, que também solicitavam pareceres jurídicos, para que possamos analisar que argumentos o Município utilizou para celebrar tais contratos, muitos com dispensa de licitação ou por inexigibilidade. Ainda não foram atendidas por completo: uns órgãos encaminharam e outros solicitam mais prazos.
Voltando um pouco mais: nosso primeiro passo, ao sermos indicados para a CEI, dentro da proporcionalidade da oposição, no final de junho (dia 27), foi colocar a equipe do gabinete para avaliar minuciosamente os Diários Oficiais, separando os contratos suspeitos. Isso aconteceu no recesso, em julho, quando sequer vislumbrávamos a possibilidade de sermos indicados para a presidência da CEI, o que ocorreu em 3 de agosto.
Queremos, aliás, enfatizar que não buscamos tal posto. Mas sendo inviabilizado o nome de Regina pela maioria dos membros, no caso da situação, restou o nosso nome para ocupar a vaga destinada à oposição – já que à situação caberia o cargo de relatoria. Aceitamos por uma questão de respeito com a sociedade e porque quando assinamos o requerimento para criação da CEI, estávamos disponibilizando nosso nome para acompanhar a apuração, independente do espaço a ocupar.
Creditamos alguns ataques à falta de argumentos para desqualificar o trabalho sério que está sendo realizado pela bancada de oposição nesta CEI, mesmo diante de todas as adversidades. Ao invés de criticar o que vem sendo feito por nós, os vereadores governistas deveriam, sim, manter seu compromisso com Natal orientando que seus membros não abandonem a comissão – e tentando neste momento fazer a substituição dos que saíram: Franklin Capistrano e Heráclito Noé (relator).
Se não há mesmo irregularidades na gestão da prefeita que a situação defende, então que ajudem, e não atrapalhem a continuidade dos trabalhos. E possam tentar convencer a sociedade de que não há irregularidades. Mas que façam isso com base em argumentos, provas e depoimentos, que, aliás, são transparentemente divulgados na mídia – com transmissão ao vivo pela TV Câmara – e matérias apuradas por repórteres que vêm acompanhando as reuniões da CEI na Câmara.
ANDAMENTO
Pois bem, os trabalhos vêm evoluindo e temos a prova disso. Passado quase um mês do início oficial dos trabalhos, enviamos Ofícios com solicitações de mais documentos e informações, respostas que estamos recebendo e que serão importantes para nortear os próximos passos, buscamos apoios junto a instituições respaldadas, e começamos a coletar primeiros depoimentos: dos titulares do Gabinete Civil, Kalazans Bezerra, da Secretaria de Planejamento, Antonio Luna, da Controladoria Geral, Regina Motta, e Procuradoria Geral do Município, Bruno Macedo.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Paulo Teixeira, informou que estão convocando dois especialistas da área de contratos e licitações para acompanhar os trabalhos, assim como o procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre, destacará junto à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, seu representante nesta parceria. E o Tribunal de Contas do Estado informou que apesar da impossibilidade de disponibilizar servidor para auxiliar, poderá realizar as suas atribuições institucionais quando instado para tanto, notadamente quando do envio dos trabalhos conclusivos da CEI, ou ainda através de consulta.
Por fim, reiteramos nosso compromisso com todos que esperam desta CEI uma apuração séria. O que estiver ao nosso alcance para a investigação responsável iremos fazer. É fundamental que todo natalense acompanhe este trabalho, porque não temos nada a esconder. Pelo contrário, é com a transparência das medidas e esta contribuição/fiscalização que levaremos esta CEI para onde ela deve chegar: a encaminhamentos práticos e objetivos. Isso é necessário para que não estejamos, em breve, lamentando a extinção e apontando culpados. É hora de vigiar e se mobilizar para que manobras não aconteçam e saibamos quem realmente está comprometido com esta investigação!
Hoje passei mais uma vez no acampamento do #ForaMicarla na Câmara Municipal de Natal. Não vi violência, nem agressividade, nem baderna. Vi apenas tensão.
A ordem judicial para que a PM invada o local e expulse os manifestantes havia acabado de ser expedida. O prazo para iniciar a desocupação começa às 18h de hoje.
Nesta segunda visita, notei mais algumas coisas:
- Todos os banheiros do térreo estavam trancados. Nenhum funcionário da CMN sabia onde estavam as chaves e ficava aquele clima de “Não vejo, não ouço, não falo” quando alguém tentava descobrir.
- Não havia água nas torneiras.
- Não havia internet wi-fi.
- Mesmo com as apresentações culturais, o silêncio imperava nos corredores da Câmara. A explicação: os manifestantes estão no pátio central, no térreo, e os gabinetes ficam no primeiro e segundo andar. Dessa forma, o protesto em nada impede o trabalho dos vereadores e de seus assessores.
- Havia mais jornalistas, incluindo um repórter da InterTV (afiliada Rede Globo).
- Fecharam a porta principal. Para entrar, era necessário ir pela lateral da Câmara. Não há uma explicação lógica para isso, apesar do fato gerar uma imagem impactante: a casa do povo fechada para ele.
Apesar do clima tenso, recebi um presente. Um dos manifestantes me entregou um DVD que continha o vídeo “A prefeita mais picareta da cidade”. Nem sabia se poderia compartilhar, mas não resisti: tão logo deixei a Câmara, postei o vídeo no Youtube.
Vídeo “A prefeita mais picareta da cidade”
Conforme prometi na outra visita, tirei algumas fotos do local. Como vocês poderão ver na galeria abaixo, aqueles que afirmaram haver um clima de insegurança e violência estão completamente enganados. O protesto seguia pacífico até o meio dia de hoje. Não sei como as coisas ficarão após a chegada da PM.
#ForaMicarla: 16/06/2011
De toda forma, independente do desfecho de hoje à noite, todos do movimento #ForaMicarla devem se considerar vitoriosos. Entraram para a história com esse protesto. Deixaram claro para os vereadores que o povo ainda tem voz. Ganharam a mídia nacional. E ainda despertaram a oposição para a necessidade de se articular melhor.
Parabéns a todos que foram à Câmara lutar por uma cidade melhor.
O SINDJORN – Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte divulgou no último dia 1º de abril nota de repúdio à agressão sorfida pelo repórter do Novo Jornal Fábio Farias, noticiada aqui no PLOG no texto Jornalista do Novo Jornal é agredido por militantes da Governadora Wilma de Faria. A agressão foi feita por militantes do PSB, quando Fábio cobria a inauguração do Complexo Cultural na zona norte de Natal. O repórter levou um soco e um tapa no rosto quando anotava a placa da van que recolhia militantes após a inauguração feita pela Governadora Wilma de Faria, também do PSB. Segue a nota.
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte – SINDJORN, no uso do pleno direito que lhe confere a Constituição Brasileira, vem a público repudiar as agressões praticadas contra o repórter do Novo Jornal, Fábio Farias, quando fazia a cobertura da inauguração do Complexo Cultural de Natal, no conjunto Santarém, na zona Norte da capital, na última terça-feira à noite.
Ao mesmo tempo, o SINDJORN se solidariza com o profissional agredido, em pleno exercício de sua atividade jornalística e, disponibiliza, caso considere necessário, o setor jurídico da entidade. É inadmissível que em pleno estado democrático de direito, os jornalistas ainda se deparem com cenas de agressão que são cometidas por pessoas contratadas para fazer a segurança dos convidados e do evento.
Resgatar a truculência como instrumento de intimidação do trabalho jornalístico é uma prática que merece a condenação não apenas da categoria e do SINDJORN, mas também de toda a sociedade. Entendemos que, num momento desses, em que o exercício profissional tenta ser cerceado por meio da agressão física, calar-se pode significar não somente omissão, mas conluio com a violência, o que seria totalmente injustificável em se tratando de uma entidade que defende os jornalistas do Rio Grande do Norte. Aproveitamos para reforçar que não pode haver sociedade justa e livre com a imprensa sob ameaça.
Nelly Carlos Maia
Presidente Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte – SINDJORN
O primeiro programa quinzenal que só vai ao ar a cada trinta dias está de volta. E dessa vez, com assuntos de arrepiar os cabelos de qualquer incrédulo: estará Lina Vieira dizendo a verdade?, estará Dilma Roussef armando pra beneficiar Sarney?, estará Belchior num vilarejo do Uruguai?, estará Sasha realmente fora do Twitter? E o mais importante: onde estará essa cidade chamada Cu???
NOTA: O programa foi gravado no sábado, dia 29 de agosto de 2009. Até o fechamento desta edição, Belchior ainda não tinha sido encontrado. Apesar de terem feito isto no dia seguinte, mantivemos o bloco em que falamos dele. Afinal, desde a morte de MJ não tínhamos um assunto que gerava piadas cretinas tão boas.
No elenco, Patrício Jr, Marlos Ápyus, Luanda Holanda e Kayonara Souza. Rosilene Pereira não pôde ir à gravação, mas esteve presente de uma forma toda especial.
ENTÃO, DEIXEMOS DE LERO-LERO: DÊ PLAY AÍ EMBAIXO E AFIE-SE NOS COMENTÁRIOS.
Para fazer o downlçoad do Epsódio 7 do PLOGCAST clique aqui.
PAUTA:
- Apresentação em homenagem a Capitão Planeta: 00’51”
- Comentando comentários: 03’13”
- Resultado da promoção “Onde está Luanda”: 06’23”
- Homenagem à internautouvinte Margallyne: 08’04”
- Lina Vieira X Dilma Roussef: 10’36”
- Onde está Belchior: 20’09”
- Notícias bizarras: 27’16”
- Uma cidade chamada Cu: 32’16”
- Despedidas: 44’24”
- Beijo pra um porrilhão de gente: 45’34”
BONUSTRACK:
- “Volta por cima”, de Experiência Ápyus (versão da música de Noite Ilustrada): 47’12”
MÚSICAS:
- “Billie Jeans”, remix de Billie Jean de Michael Jackson, em versão forró
- “Romance à francesa”, da banda potiguar Retrovisor
- “Como nossos pais”, por Elis Regina
- “Volta por cima”, de Experiência Ápyus (versão da música de Noite Ilustrada)
TRILHA DESTA EDIÇÃO:
Álbum “Carnaval no Inferno” da banda pernambucana Eddie, que tocará no Festival DoSol em novembro.
RESULTADO DA PROMOÇÃO “ONDE ESTÁ LUANDA”
O ganhador da promoção foi Xico Paulo, que teve sua resposta “Onde está Luanda” eleita como a melhor. Ouça a resposta escolhida no PLOGCAST: 06’23”
A preocupação com a imagem está passando dos limites na administração da pop-star Micarla de Sousa (PV-RN). Agora, nas coletivas de imprensa, os fotógrafos devem seguir a direção do secretário de assuntos parlamentares (!), Eugênio Bezerra, nas fotos que tiram da prefeita. Ao menos é isso que podemos concluir com o episódio registrado na coluna de João Ricardo Correia, no JH Primeira Edição desta quarta, 3 de junho.
João Ricardo conta que o repórter-fotógrafo Magnus Nascimento foi expulso da sala onde a prefeita Micarla de Sousa dava uma entrevista coletiva. Quem o expulsou foi Eugênio Bezerra, secretário municipal que na prática é assessor da prefeita – e que já está famoso no meio jornalístico por seu deslumbramento com o cargo. O motivo da expulsão foi a foto acima: segundo a coluna de João Ricardo, “Eugênio alegou que ‘não queria’ que a prefeita fosse fotografada comendo um bolo”. O repórter, entretanto, tirou a foto antes de se retirar.
O episódio se junta a uma série de outros desagravos cometidos por Eugênio Bezerra desde que chegou ao cargo de secretário de assuntos parlamentares. A despeito de não estar clara a sua função (pesquisei no site da Prefeitura sobre a Secretaria de Assuntos Parlamentares e não há informação alguma que explique a utilidade desse órgão, muito menos link para as atividades da secretaria, tampouco um endereço físico do local), Eugênio vem colecionando antipatia de jornalistas por sua truculência em afastar todo e qualquer ser vivo de Micarla de Sousa. Há quem o chame de Kevin Costner, em alusão ao filme “O Guarda-costas” de 1992.
Mais que chafurdar na lama do disse-me-disse, deixo um alerta: o cuidado com a imagem pessoal de um político não pode nunca interferir no trabalho livre da imprensa. O direito de reportar fatos, quer seja um escândalo em Brasília, quer seja a prefeita pop-star comendo um bolo, é inexpugnável. E vale perguntar: se agiram assim com algo tão sem importância, como será quando os jornalistas precisarem cobrir algo realmente desabonador à prefeita?
Micarla é dona da TV Ponta Negra, jornalista formada (assim como Eugênio Bezerra) e filha de um dos mais famosos comunicadores de Natal, o finado Carlos Alberto. Até agora, com falácias e mais falácias, vinha agindo de acordo com sua cartilha populista. Mas esse fato é uma aberração que não tem explicação. E um alerta: imagem não é tudo.
Fim de semana de chuva. Correria. Câmera quebrada. Baixas no elenco. Com 24 horas de atraso e muita quizumba vencida, chegamos ao terceiro Plogcast.
Neste programa, Kayonara Souza substitui Luanda Holanda, que não pôde participar da gravação. Além de Kayonara, Rosilene Pereira, Marlos Ápyus e Patrício Jr completam o elenco.
Tem crimes brutais, tem Maísa e seu chiliquinho, tem uma força estranha, tem Lula, Dilma, serial killer e claro: notícias bizarras. Muito bizarras.
Então, afie-se nos comentários e pode dar play aí embaixo.
De: Patrício Júnior
Para: dep.sergiomoraes@camara.gov.br
Data: 12 de maio de 2009, 09:16
Assunto: Não me lixo
Eu não me lixo para vossa excelência. Nem me lixarei. Não, jamais. Sua declaração, ao invés de despertar em mim a ira da vingança, a vontade de dizer “a recíproca é verdadeira”, fez com que eu acordasse para sua tentativa de colocar a responsabilidade pela crise moral política que vivemos nas costas da imprensa. Não me lixo para vossa excelência. Pelo contrário. Agora, estou atento aos seus passos, vigilantes aos seus deslizes, mais interessado em vossa excelência que qualquer um.
Acusar a imprensa de publicar somente inverdades é uma clara tentativa de desviar o foco e confundir a opinião pública – essa mesma para qual o vossa excelência se lixa. A imprensa, assim como o Judiciário, está fazendo esse país andar. Ambos assumiram o papel que deveria ser do Legislativo – fiscalizar e legislar, respectivamente. Há jornais tendenciosos, sim. Há revistas irresponsáveis, sim. Mas são o mal necessário de uma democracia e vossa excelência, como representante do povo eleito através de um sistema democrático, deveria saber que não há povo livre sem imprensa soberana.
Vossa excelência, com sua empáfia na tribuna, vociferando que foi ameaçando por uma jornalista, não percebeu que não tem o direito de responsabilizar a imprensa pela falta de moral de seu bando. Bando sim. E mais: depois, amansado pelas lentes da Globo, falou baixinho, deu explicações, tentou consertar o que não tinha conserto – será mesmo que vossa excelência se lixa para a opinião pública?
Eu espero que nas próximas eleições a opinião pública se lixe para vossa excelência. Mas até lá, que a opinião pública esteja colada em seus atos, presente em cada um de seus deslizes, disposta a pegar vossa excelência com a boca na botija. Que vossa excelência não tenha mais um dia sequer de sossego, acossado, amedrontado, sufocado pela força dos que não têm importância para vossa excelência. Depois disso, aí sim, poderemos nos lixar. Ostracismo, é o que vossa excelência merece.
Discurso de Sérgio Moraes
Sérgio Moraes tenta se explicar
Envie você também um e-mail para Sérgio Moraes:
dep.sergiomoraes@camara.gov.br
E depois, claro, publique aqui nos comentários.
Muito bem, muito bem, internautouvintes, voltamos com o segundo PLOGCAST.
Neste programa, nossas línguas afiadas voltam seus venenos para assuntos como os 100 mil reais que Edir Macedo está pedindo pra manter o site da Igreja Universal, a sugestão de Lula de criar o “Dia da Hipocrisia” e a proibição da justiça para a Marcha da Maconha.
Além disso, tem notícias bizarras como a Veja copiando na cara dura uma matéria do Wall Street Journal, Courtney Love vendo 700 mil reais se transformarem em pó e a mudança de nome da gripe suína para H1N1.
Por trás dos microfones, Luanda Holanda, Patrício Jr., Marlos Ápyus, Rosilene Pereira e algumas cervejinhas e petiscos (que ninguém é de ferro).
O programa foi gravado sábado, 9 de maio de 2009. E a gente esqueceu de mandar beijo pras nossas mães! Então, lá vai: beijos, mamães!!!
Agora, é dar play aí embaixo e se preparar para detonar nos comentários. Boa audição.
Pauta:
- Comentários sobre primeiro programa e texto A arte da inverdade: 00’48”
- Universal pede 100 mil reais para manter seu site: 12”18
- Justiça proíbe a Marcha da Maconha: 21’00”
- Notícias bizarras: 28’01”
- Bonustrack: exclusiva entrevista com um porco: 41’59”
O uso de passagens na Câmara agora se restringe aos parlamentares e só para viagens nacionais. Mas quem usou indevidamente não precisa se preocupar: o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sinalizou que os envolvidos devem ser anistiados. Ê Brasil…
No primeiro PlogCast, tem polêmica com a farra das passagens e a incrível notícia de que as medidas moralizadoras da Câmara serão votadas pela própria Câmara. Tem baixarias com o Supremo Tribunal Federal – e seus juízes trocando ofensas precedidas de Vossa Excelência – e com Ciro Gomes dizendo que “Ministério Público é o caralho!”. Tem notícias bizarras, tem Twitter, tem Gabeira e sua tanguinha roxa.
No elenco, quatro jovens jornalistas (pero no mucho): Patrício Jr, Marlos Ápyus, Luanda Holanda e Rosilene Pereira.
Gravado no sábado, 25 de abril, o primeiro PlogCast segue a seguinte pauta:
- 1º bloco: Farra das passagens
- 2º bloco: Barracos em Brasília
- 3º bloco: Notícias bizarras
- 4º bloco: Comentando os comentários
Então é dar play aí embaixo e se preparar para comentar.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.