Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Era uma manhã de sábado chuvosa e preguiçosa, mas eu e Carlos Fialho (@cfialho) não desanimamos. Fomos ao Nalva Café Salão para dar a entrevista que havia sido marcada naquela semana com o pessoal do Programa 360, da SimTV. Era 16 de abril de 2011. Lembro como se fosse ontem.
Ao chegar lá, a primeira surpresa: Nalva Melo, proprietária do local, amiga do peito de alma elevada com poucas, havia deixado um cenário prontinho pra gente, com o carinhoso gesto de colocar uma máquina de escrever sobre uma de suas mesas. Carinho assim só dá pra retribuir com um abraço muito apertado. Como ela não estava por lá, resolvi agradecer tuitando:
Outra grata surpresa foi a simpatia da equipe: repórter e câmera foram extremamente pacientes com nossas caras de sono, estavam muito bem informados sobre nosso trabalho e acabaram extraindo de nós uma das melhores entrevistas que já demos. Além de momentos divertidíssimos que acabaram, claro!, de fora da edição final da matéria.
O resultado do encontro está no vídeo abaixo. Com vocês: Jovens Escribas na SimTV.
Margot Ferreira (@coresenomes) é dessas raras pessoas que captam e canalizam coisas boas. Uma usina de boas vibrações. Apresentadora do RNTV, profissional dedicada, culturalmente engajada, tem um projeto chamado Cores & Nomes, que entrevista personalidades da cultura de uma forma bem diferente: informal, no estilo bate-papo, sempre em cenários bem inusitados.
Em dezembro, o projeto – que também é um quadro do RNTV – entrevistou os Jovens Escribas. Eu, Carlos Fialho e Daniel Minchoni nos encontramos com Margot num café de Petrópolis, bairro de Natal. E entre muita cafeína, risadas e trechos impublicáveis, surgiu o Cores & Nomes que foi ao ar no dia 25 de dezembro de 2010 (num clima de especial de Natal).
A entrevista finalmente caiu na rede. Para vosso deleite, vos apresento: “Cores & Nomes – Jovens Escribas”. É só dar play.
EM TEMPO: não dá pra postar esse vídeo sem agradecer imensamente a Margot Ferreira pela disponibilidade e atenção que sempre nos dispensa. Muito obrigado mesmo.
Pra começar, um feliz ano novo pra todo mundo. E antes que você argumente que o ano já não é tão novo assim, afirmamos que não faz a menor diferença. Afinal, nós também já não somos tão jovens assim e nos autodenominamos Jovens Escribas. Não é verdade? Então, feliz 2011 pra todos vocês.
# JOVENS ESCRIBAS
Para começar, vamos voltar a publicar ficção. E em altíssimo estilo. Logo depois do carnaval o escritor Pablo Capistrano estreia pela editora com o livro “É preciso ter sorte quando se está em guerra.” Uma honra para nós e um belíssimo cartão de visitas para começar bem os trabalhos.
Por falar no livro de Pablo, estamos vendendo camisas dos Jovens Escribas para cobrir as despesas gráficas. O primeiro modelo (o branco) foi um sucesso de vendas. Restam apenas 3 unidades nos tamanhos P (Feminino) M (Feminino) e M (masculino).
E já está a venda também o novo modelo (verde) nos modelos feminino e masculino e em todos os tamanhos pela pechincha de R$ 35.
Comprando nossas camisetas vocês estarão ajudando este escritor a lançar seu novo livro.
Pablo Capistrano
# BONS COSTUMES
Junto ao livro de Pablo Capistrano também publicaremos “Pés no caminho, campo de estrelas – O caminho de Santiago pela Galícia”. Esta obra da professora Ana Célia Cavalcanti resultou num relato leve, divertido e muito útil a todos aqueles que pretendem percorrer o tradicional Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Será o segundo lançamento do nosso selo de não-ficção, o “Bons Costumes” e devido à abrangência do assunto ganhará distribuição inclusive em outros Estados.
# DISTRIBUIDORA DAGOTA
Este ano também estamos resolvendo um problema histórico que aflige as editoras independentes há vários anos: a (falta) de distribuição. Para isso nasce a Distribuidora Dagota que levará os livros dos Jovens Escribas, Bons Costumes, Flor do Sal, Sebo Vermelho e Não Editora (RS) para os Estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará. Também iniciamos as vendas dos livros em bancas de revistas e no decorrer do ano, diversificaremos mais ainda os pontos de venda para chegarmos a um público mais amplo.
# ESCRIBAS DE BOLSO
Também serão lançados até maio as primeiras edições de bolso dos Jovens Escribas. É a coleção Escribas de Bolso que vai oferecer ótimos livros a preços mais acessíveis.
# EM BREVE MAIS NOVIDADES.
Estas são as notícias que temos para começar o ano. Mês que vem voltaremos com mais. Um feliz ano não tão novo assim. São os votos dos já não tão Jovens Escribas.
A partir hoje, 2 de julho, quem comentar no PLOG (em qualquer texto) vai concorrer a um exemplar de “A Cega Natureza do Amor”, livro de contos de Patrício Jr. (esse que vos escreve) que será lançado na Siciliano do Midway dia 16 de julho às 19h.
As regras são simples: basta comentar e você já está concorrendo. Os comentários serão arquivados por ordem numérica, conforme forem sendo postados. Assim, cada comentário terá um número. No dia 15 de julho, postarei no meu Twitter a seguinte mensagem: “Diga um número de 1 a 100”. As três primeiras respostas indicarão os números dos sorteados. Caso as respostas não sejam suficientes para indicar um ganhador, sortearei da maneira analógica: número num saquinho.
Assim, o PLOG presenteará três leitores com o mais recente livro do selo Jovens Escribas. Mas atenção: os prêmios serão entregues apenas na noite de lançamento. Assim, quem ganhar tem que estar lá para receber.
De hoje até dia 6, todos os posts do PLOG serão sinalizados com a seguinte mensagem:
Dessa forma, todo mundo fica sabendo o que está rolando.
Pra completar o momento autojabá, fiquem com os dois teasers da campanha do livro, que começa na TV dia 8. Aqui no PLOG, você vê trechinhos do VT antes de todo mundo.
Vídeo 01:
Vídeo 02:
“A Cega Natureza do Amor”, de Patrício Jr, é o 11º livro do Jovens Escribas e tem o apoio cultural das empresas Faz Propaganda, Motoeste Honda, Versailles Recepções, Larissa Borges Projetos Editoriais, Drika Silveira Fotografias, Diginet, Camaleão Photo Art Vídeo, Grito Anime e Sucesso Produções.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.