5 abril 2010 §
O SINDJORN – Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte divulgou no último dia 1º de abril nota de repúdio à agressão sorfida pelo repórter do Novo Jornal Fábio Farias, noticiada aqui no PLOG no texto Jornalista do Novo Jornal é agredido por militantes da Governadora Wilma de Faria. A agressão foi feita por militantes do PSB, quando Fábio cobria a inauguração do Complexo Cultural na zona norte de Natal. O repórter levou um soco e um tapa no rosto quando anotava a placa da van que recolhia militantes após a inauguração feita pela Governadora Wilma de Faria, também do PSB. Segue a nota.
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte – SINDJORN, no uso do pleno direito que lhe confere a Constituição Brasileira, vem a público repudiar as agressões praticadas contra o repórter do Novo Jornal, Fábio Farias, quando fazia a cobertura da inauguração do Complexo Cultural de Natal, no conjunto Santarém, na zona Norte da capital, na última terça-feira à noite.
Ao mesmo tempo, o SINDJORN se solidariza com o profissional agredido, em pleno exercício de sua atividade jornalística e, disponibiliza, caso considere necessário, o setor jurídico da entidade. É inadmissível que em pleno estado democrático de direito, os jornalistas ainda se deparem com cenas de agressão que são cometidas por pessoas contratadas para fazer a segurança dos convidados e do evento.
Resgatar a truculência como instrumento de intimidação do trabalho jornalístico é uma prática que merece a condenação não apenas da categoria e do SINDJORN, mas também de toda a sociedade. Entendemos que, num momento desses, em que o exercício profissional tenta ser cerceado por meio da agressão física, calar-se pode significar não somente omissão, mas conluio com a violência, o que seria totalmente injustificável em se tratando de uma entidade que defende os jornalistas do Rio Grande do Norte. Aproveitamos para reforçar que não pode haver sociedade justa e livre com a imprensa sob ameaça.
Nelly Carlos Maia
Presidente Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte – SINDJORN

31 março 2010 §
Violência contra a imprensa é uma coisa que deve ser repercutida ao máximo, à exaustão, sem pena contra os agressores. E é por acreditar nisso que me solidarizo com o repórter Fábio Farias e o fotógrafo Magnus Nascimento, do Novo Jornal. Ambos foram agredidos – física e verbalmente – na noite de ontem, 30 de março, por militantes do PSB, partido da Governadora Wilma de Faria, quando cobriam a inauguração do Complexo Cultural da Zona Norte, em Natal.
Segundo reportagem do Novo Jornal, os jornalistas foram cercados por três jovens e sofreram ameaças verbais. Segundo Fábio, pelo Twitter, no momento ele tomava nota do número da placa da van que recolhia militantes após a inauguração. O agressor, o rapaz de vermelho na foto abaixo, ainda tentou intimidar os profissionais dizendo eles não sabiam com quem estavam mexendo.

Militante do PSB (de vermelho) agride repórteres do Novo Jornal
Fábio Farias acabou levando um tapa e um soco enquanto fazia seu trabalho de jornalista. Conta Fábio, nas páginas do Novo Jornal desta quarta-feira: “Nos identificamos, mas o cara que me bateu falou que eu não sabia com quem estava mexendo e mandou a gente apagar a foto da máquina e as anotações do número da placa da van que eu fiz”. Depois, não satisfeitos, os agressores ainda disseram aos jornalistas que eles iam se arrepender. Em seguida, foram retirados do local por outros militantes do PSB.
Ainda segundo o Novo Jornal, o grupo de agressores faz parte do que ficou conhecido como “pittboys do PSB”: grupo de jovens, identificados por broches do partido, que marca presença na maratona de inaugurações que o ocaso do Governo Wilma registrou, entoando aplausos, palavras de ordem e, pelo visto, ameaças.
Magnus Nascimento, o fotógrafo agredido, tem inclusive experiência em ter seu trabalho perturbado por truculências. Foi ele o fotógrafo expulso da coletiva de Micarla de Souza, em junho de 2009, quando tentou fotografar a Prefeita de Natal comendo um bolo (absurdo denunciado aqui no PLOG, no texto Jornalista é expulso de coletiva por fotografar Prefeita de Natal).

Jornalistas agredidos por “pittboys do PSB”: repúdio
A violência contra a imprensa é repudiada no mundo inteiro. Não porque jornalistas são espécies raras acima dos outros, mas sim porque necessitam de liberdade para cumprir o nobre papel de registrar a verdade.
A coisa fica ainda mais feia quando se trata do embate Novo Jornal x PSB: o jornal vem fazendo uma oposição declarada ao Governo Wilma, denunciando obras que são inauguradas sem estar terminadas, por exemplo. A própria Wilma de Faria, em seus discursos, tem dirigido críticas diretas ao Novo Jornal, falando que aos veículos de comunicação controlados por políticos não interessa divulgar o trabalho do seu governo. A Governadora se desimcompatibiliza do cargo hoje para tentar uma vaga no Senado ainda este ano.
A agressão, aqui, não pode ser entendida como um simples arroubo de juventude. Foi uma tentativa de intimidar os profissionais do Novo Jornal e fazer calar uma voz de oposição. Contra isso, devemos nos insurgir. Perigoso. Muito perigoso.
Acabei de falar com Nelly Carlos, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte – SINDJORN. Segundo ela, o que aconteceu é inadmissível e deve ser punido. “Acredito que nos dias de hoje esse tipo de agressão é ridícula. O SINDJORN repudia totalmente esse tipo de atitude”, disse-me por telefone. Segundo ela, o SINDJORN vai emitir uma nota de repúdio ainda hoje.
Fábio Farias já prestou queixa e agora o assunto será tratado na Justiça. Como deve ser numa verdadeira democracia.
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Em seu blog, o jornalista Fábio Farias contou em detalçhes o que lhe ocorreu. Para ler, clique aqui.

15 junho 2009 §
Sandro Fortunato e Canindé Soares estão catalogando os bustos de Natal. Mais de 60 estátuas já foram catalogadas e você pode ajudar a encontrar mais. Se conhece algum busto, envie e-mail para bustos@memoriaviva.com.br. O resultado dessa pesquisa vai virar um livro.

3 junho 2009 §

A preocupação com a imagem está passando dos limites na administração da pop-star Micarla de Sousa (PV-RN). Agora, nas coletivas de imprensa, os fotógrafos devem seguir a direção do secretário de assuntos parlamentares (!), Eugênio Bezerra, nas fotos que tiram da prefeita. Ao menos é isso que podemos concluir com o episódio registrado na coluna de João Ricardo Correia, no JH Primeira Edição desta quarta, 3 de junho.
João Ricardo conta que o repórter-fotógrafo Magnus Nascimento foi expulso da sala onde a prefeita Micarla de Sousa dava uma entrevista coletiva. Quem o expulsou foi Eugênio Bezerra, secretário municipal que na prática é assessor da prefeita – e que já está famoso no meio jornalístico por seu deslumbramento com o cargo. O motivo da expulsão foi a foto acima: segundo a coluna de João Ricardo, “Eugênio alegou que ‘não queria’ que a prefeita fosse fotografada comendo um bolo”. O repórter, entretanto, tirou a foto antes de se retirar.
O episódio se junta a uma série de outros desagravos cometidos por Eugênio Bezerra desde que chegou ao cargo de secretário de assuntos parlamentares. A despeito de não estar clara a sua função (pesquisei no site da Prefeitura sobre a Secretaria de Assuntos Parlamentares e não há informação alguma que explique a utilidade desse órgão, muito menos link para as atividades da secretaria, tampouco um endereço físico do local), Eugênio vem colecionando antipatia de jornalistas por sua truculência em afastar todo e qualquer ser vivo de Micarla de Sousa. Há quem o chame de Kevin Costner, em alusão ao filme “O Guarda-costas” de 1992.
Mais que chafurdar na lama do disse-me-disse, deixo um alerta: o cuidado com a imagem pessoal de um político não pode nunca interferir no trabalho livre da imprensa. O direito de reportar fatos, quer seja um escândalo em Brasília, quer seja a prefeita pop-star comendo um bolo, é inexpugnável. E vale perguntar: se agiram assim com algo tão sem importância, como será quando os jornalistas precisarem cobrir algo realmente desabonador à prefeita?
Micarla é dona da TV Ponta Negra, jornalista formada (assim como Eugênio Bezerra) e filha de um dos mais famosos comunicadores de Natal, o finado Carlos Alberto. Até agora, com falácias e mais falácias, vinha agindo de acordo com sua cartilha populista. Mas esse fato é uma aberração que não tem explicação. E um alerta: imagem não é tudo.

3 junho 2009 §

Arthur Xexéo, juntamente com Carlos Heitor Cony, tem uma das colunas de comentários mais legais da rádio CBN. Às vezes falam besteira, mas muitas vezes são esclarecedores. Não chego a ser fã dos caras, mas me agrada ouvir suas opiniões (e até discordar delas) sempre que estou indo ao trabalho.
Mas ontem, fui além de discordar de Xexéo: eu simplesmente duvidei da capacidade dele de estar ali. Talvez tenha sido pela ausência de Cony, seu contraponto e escada; talvez tenha sido só mau humor matinal. Enfim, Xexéo meteu o pau no Twitter (e em todas as outras redes sociais) ignorando todos os argumentos a favor dessa tecnologia. E sem usar um só argumento plausível contra.
Clique aqui para ouvir a coluna de Xexéo:
O que me espantou no comentário não foi “o Twitter é inútil”. Afinal, ele tem o direito de dizer isso e, vamos e convenhamos, para muitas pessoas o Twitter realmente é inútil. Meu espanto veio do fato de ter percebido que Xexéo simplesmente não sabe o que é o Twitter.
A opinião dele, por rasa e sem embasamento, me lembrou certos blogueiros que não têm do que falar e acabam trocando alhos por bugalhos. Mas Xexéo é um jornalista experiente, um comentarista de renome. Não entendo como teve coragem de falar de um assunto que não domina, resumindo o Twitter a algo que já não existe mais há tempos: um microblog onde você diz o que está fazendo.
Xexéo ignorou o poder do Twitter para o jornalismo. Ignorou que diversas tragédias foram cobertas primeiro lá para poder chegar à imprensa tradicional. Ignorou que um comentarista não deve falar do que não entende. E provou que está velho. No pior sentido da palavra.

7 maio 2009 §

A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) está abrindo inscrições para uma turma de “Oficina Fotográfica”, destinada para aquelas pessoas que são apaixonadas por fotografia, mas não sabem as técnicas e regras corretas para captar uma boa imagem.
A Oficina de Fotografia da APHOTO vai ensinar passo a passo tudo que se deve saber para o domínio da técnica fotográfica, com inúmeros exemplos e ilustrações de alta qualidade. E o melhor: com qualquer câmera fotográfica você pode acompanhar as aulas, pois o curso é destinado justamente aos amantes amadores.

As aulas começam no próximo sábado, dia 9 de maio, no horário das 8 às 10 h da manhã. A Oficina de Fotografia tem duração de dois meses e vai abordar as técnicas de composição, enquadramento, resolução, armazenamento, flash, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas. As aulas serão monistradas por Alex Gurgel, conhecido fotógrafo potiguar.
Segundo ele, “Qualquer máquina fotográfica digital servirá para o aluno aprender a fotografar. Com a oficina, ele ficará apto a fotografar com qualquer câmera que chegue às suas mãos”.

Oficina de Fotografia
Duração: 02 meses
Dia: aula somente aos sábados
Horário: das 08h às 10h
Investimento: R$ 300,00 (ou 2x R$ 150,00)
Info e reservas: 3211-5436 / 8817-3359

28 abril 2009 §
O uso de passagens na Câmara agora se restringe aos parlamentares e só para viagens nacionais. Mas quem usou indevidamente não precisa se preocupar: o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sinalizou que os envolvidos devem ser anistiados. Ê Brasil…

20 abril 2009 §

Já virou moda que o Ministério Público do Trabalho condene empresas a pagar campanhas publicitárias de conscientização. Geralmente, as campanhas versam sobre o item a que foram condenadas. Assim, por exemplo, tivemos a campanha do Ministério Público sobre o assédio moral.
Agora, está nas ruas uma sobre o descanso remunerado. Provavelmente, essa empresa foi condenada a pagar a campanha porque não dava descanso a seus colaboradores, o que se configura trabalho escravo.
Pois bem. Com a melhor das intenções a campanha está no ar. Até agora, vi busdoor e outdoor. E o que me chamou a atenção foi justamente um erro crasso na formulação da frase principal da campanha. “O descanso é um direito do empregador”. Ou seja, o patrão dá descanso a quem ele quer. É um direito, oras… Erraram feio.
A campanha saiu à rua com uma frase errada. Que corrobora exatamente aquilo que deveria combater: o descanso remunerado é DEVER do empregador e um DIREITO do empregado.
Sugestão ao MP: condenem a empresa a republicar toda a campanha, mas dessa vez com a mensagem correta. E pelo amor de Deus: contratem um corretor.

13 abril 2009 §
A cota estabelece que apenas 40% dos ingressos de shows e cinemas são passíveis de meia entrada. Depois dos 40% vendidos, todo mundo pagaria inteira. Se aprovada, a lei atenderá reinvindicação antiga do setor de entretenimento. Alguém duvida que os 40% sempre estarão vendidos?

12 março 2009 §
Nos próximos dias, o PLOG publicará duas resenhas do filme “Watchmen”: uma escrita por mim, que li o gibi, acompanhei as notícias e torci ansiosamente pela estréia; e outra escrita pela amiga jornalista Rosilene Pereira, que nunca ouviu falar em “Watchmen” e vai pro cinema completamente leiga na incrível trama de Alan Moore.
