Que Lady Gaga que nada!!! Essa semana caiu no meu Twitter, por indicação de @chicoazambuja, um clipe de Calvin Harris. Lá fui eu todo inocente ouvir o som do cara e de repente me deparo com minha música do verão. Falo de “Accepted in the 80’s”, do álbum “I created disco”, debut do DJ escocês de 2007. Eletroclash com disco com new wave com música pop com um monte de referências legais: pronto, virei fã do cara.
Calvin Harris fez fama na Europa como produtor. Depois, resolveu lançar seus trabalhos autorais e se deu melhor ainda. Já produziu quatro discos de Kylie Minogue e tem remixes para canções de Jamiroquai, Groove Armada, Cansei de Ser Sexy, dentre outros. Ou seja, o cara entender dessa coisa de colocar os outros pra dançar.
Depois de “I created disco”, ele lançou outro excelente álbum em 2009, chamado “Ready for the weekend”. Não podia ter nome mais adequado. O álbum é perfeito pra ouvir no famoso esquente, preparando-se pra balada, com suas batidas dançantes que ora lembram o melhor de Cake, ora remetem diretamente aos sucessos da Motown. Mistura explosiva essa!
Destaquei no post vídeos de algumas músicas que curti bastante. E agora, depois desse formidável achado, vou tentar resenhar um álbum de Lady Gaga. Kkkkkkkkkkk.
Ps.: Os clipes oficiais de Calvin Harris no Youtube são todos desabilitados para incorporação. Mas vale a pela ir lá para vê-los. O visual é sensacional!
Os caras fazem um som retrô. Muito embora isso não seja, exatamente, um elogio – visto que virou moda ser retro – no caso do Projeto Trinca é. Um som que lembra Los Hermanos, Mombojó, Mundo Livre SA. E, ainda assim, tem personalidade. Os potiguares se apresentam amanhã, na Fiart, a partir das 20h. Boa pedida pra começar a noite bem.
Pra dar um gostinho, fiquem com o clipe de “Aproveite”, com sua letra de amor doído e rasgado, bem no estilo “meia garrafa de uísque e um disco de Maria Betânia”.
A cantora potiguar Valéria Oliveira não acredita na morte do vinil. E para os outros que também não acreditam, ela acaba de lançar um álbum no formato oitentista que parecia ter sido assassinado pela chegada do CD.
Fruto do Projeto Pixinguinha promovido pela Funarte/MinC, “No ar” é o sétimo disco da carreira de Oliveira e foi lançado nos dois formatos: CD para os modernos, LP pros saudosistas. Dentre as novidades, o disco de vinil traz a faixa “Romance à francesa” em versão remix (Luiz Gadelha/Valéria Oliveira – por Gabriel Souto).
Abaixo, deixo vocês com uma amostra do talento da diva. “Romance à francesa”, música de arrepiar que já foi até trilha do PLOGCAST.
A indústria fonográfica não está falindo. Pelo contrário. Nunca se gravou e divulgou tanta coisa de qualidade como nos tempos atuais. O modelo, este sim, está falindo. Para dar vida a um novo jeito de produzir, divulgar e consumir música. Nesse ponto, Anderson Foca – cabeça do Centro Cultural DoSol em Natal e vocalista do trio de rock Rejects – acerta em cheio.
Com os companheiros de banda Júlio Cortez e Marcelo Costa, Anderson fez o dia de hoje ser o Dia do Rejects. Numa ação conjunta com diversos blogs, o trio lança o EP “Green”. As músicas estão disponíveis para download em vários blogs (veja lista abaixo) e tudo de graça. Não é necessariamente inovador, mas a capacidade de mobilização de Anderson Foca assusta. Afinal, é fácil conseguir adesão de blogueiros quando você é o Radiohead lançando um novo CD. Vai tentar fazer isso sendo uma banda independente do Nordeste do Brasil, vai.
O EP “Green” agrada quem curte rock sujo. E o conselho que Anderson Foca me deu pelo Twitter serve pra qualquer um: ouça bem alto se não perde metade da graça. É rock raivoso, pulsante, desses que dão vontade de encher a cara de cerveja, fumar todos os Marlboros do mundo e ficar rouco de tanto gritar os refrões. Ok, autodestrutivo, eu quis dizer. E isso é ótimo!
A influência do grunge é inegável. E das bandas que derivaram do grunge também. Principalmente o Foo Fighters. O vocal, aliás, por vezes lembra muito o de Dave Growl, vocalista da supramencionada. Tem algo de hard rock também, se não me engano. Tudo isso num molho estranhamente radiofônico. É bom de ouvir. Ponto pro Rejects, que soube equilibrar o sujo e o limpo sem perder identidade. Afinal, música ininteligível só vende se for feita por Björk.
Sem mais delongas, vamos aos downloads. Baixe de graça, legalmente, sem medo de levar um processo da indústria fonográfica, o excelente “Green” do Rejects:
De volta com nosso editorial com um assunto que nos orgulha: o Centro Cultural Casa da Ribeira. Me lembro bem, ainda na fase de construção da casa, das sensacionais domingueiras regadas a cultura que o projeto “Na rua da Casa” proporcionava. Naquela época eu também era um amigo dos Clowns de Shakespeare e um simpatizante da idéia do teatro. Toquei algumas vezes com meus grupos roquísticos por lá.
Quando a Casa da Ribeira abriu, totalmente privada, e com uma estrutura de dar inveja a qualquer lugar daquele tamanho no mundo foi um festa. Passados praticamente dez anos do início daquela “brincadeira” eis que aquele espaço mágico ressurge de um período nebuloso com um projeto novamente de primeiro mundo: o Cena Aberta.
Com o patrocínio da Cosern, uma vontade muito grande de ficar de pé e insistindo na idéia de que cultural é PRIMORDIAL PARA O CRESCIMENTO DOS INDIVÍDUOS a Casa da Ribeira abriu ontem um edital que vai dar espaço subsidiado para artistas potiguares nas áreas da música, teatro e dança, além de abrir espaço também no âmbito das idéias, deixando os proponentes a vontade na hora de solicitar sua pauta. Serão 54 ocupações da casa de outubro de 2009 a março de 2010 com pauta livre para os contemplados, ajuda de custo, mídia bancada pelo projeto e ainda toda a bilheteria do dia. Perto desse edital repito, totalmente particular, os editais públicos municipais e estaduais são “fichinha”. E não porque são ruins, esse é que é ótimo!
Isso nos dá muito orgulho porque nos identificamos totalmente com o projeto e com a estética da Casa da Ribeira. Por três anos consecutivos fizemos ações do Festival Dosol por lá como o Warmup, evento de música contemporânea, entre outros. Para esse ano tentaremos estar entre os contemplados para realizarmos mais uma edição do Festival Dosol – Música Contemporânea por lá. Mais uma porta importante se abre para os artistas locais. Que aproveitemos bem mais essa oportunidade.
Para conhecer o projeto e baixar ficha de inscrição clique aqui.
Em 8 de novembro de 2008, um trágico acidente de carro mudou os rumos da promissora banda de rock potiguar Rodubeck. Isaac Enos, vocalista, guitarrista e letrista da banda morreu numa batida no centro das cidade, quando um ônibus em alta velocidade atingiu o carro que ia com os amigos André e Elias. Apenas Elis sobreviveu. E a banda Rodubeck perdeu seu líder.
Dia 1º de agosto, porém, a aura de tristeza da notícia que abre esse texto promete dar lugar a muita alegria. Isto porque após meses de indefinição sobre o futuro da banda, que já tinha material gravado para lançar seu primeiro CD oficial, agora chegam ao fim. O material que Isaac gravou com seus amigos virou o CD “Música pra pular brasileira” e seu lançamento é hoje à noite, no Castelo Pub, na Rota do Sol, em Natal.
Kruell, baterista da formação oficial da banda, juntou uma turma de músicos – todos amigos– para fazer um trabalho próximo ao que foi gravado no CD e, assim, com a ajuda de amigos e familiares, organizar o que será o lançamento do CD do Rodubeck.
Trabalho com o irmão de Isaac, Esaú. E não poderia deixar de divulgar este evento sabendo do comovente que foi toda a história do acidente. E do quanto a obra que ficou gravada nas faixas de “Música pra pular brasileira” representam para todos os envolvidos na produção do show.
As entradas custam 10 reais e estarão à venda no local.
Lançamento do CD “Música pra pular brasileira” da banda Rodubeck
Dia 1º de agosto de 2008, no Castelo Pub
Ingressos: R$ 10,00
Vendas: No local
Alguém que gosta de clipe como eu e vem de uma adolescência nos anos 90, não poderia ter outro tipo de sentimento pelos mash-ups. Eu adoro. A saber: mash-up (também chamado de bootleg remix ou bastard pop) é a mistura de duas músicas para formar uma terceira. Se assemelha muito aos remixes, mas com uma diferença: é bem mais criativo.
Já pensou o que pode sair da mistura de Strokes e Cristina Aguilera? Britney Spears e Linkin Park? Nirvana e Run DMC? Pois é, os mash-ups surpreendem quando misturam estilos musicais tão diferentes e conseguem criar uma música boa. Às vezes melhor que as originais.
Mês passado, caiu na rede o bootleg remix abaixo. Ele mistura “Smell like teen spirit” do Nirnava (por sinal, uma rainha dos mash-ups) com o mega-hit do início dos 90 “Never Gonna Give You Up” do meloso e dulcíssimo Rick Astley. Ah, não lembra de Rick Astley? Veja o clipe abaixo. Você vai lembrar.
Apesar de ter ficado muito, muito, muito bom, esse não é o meu bastard pop preferido. Por isso, vou citar alguns numa espécie de top 3.
O terceiro lugar fica para mistura de “Toxic” de Britney Spears com “Faint” de Linkin Park. A nova música surgida não ficou melhor que as originais, mas bateu na trave. Ouça.
Britney Spears vs Linkin Park
No segundo lugar, está a sensacional “A stroke of genie-us” (por sinal, acho que foi o primeiro bastard pop que ouvi), que é o híbrido do cruzamento entre “Genie in the bottle” de Cristina Aguilera com “Hard to explain” do Strokes. Apesar de não ter feito um só arranhão na original do Strokes, é inegável que a nova música surgida deixou Cristina Aguilera no chinelo.
Cristina Aguilera vs Strokes
E em primeiro lugar, coloco minha preferida. Não é por homenagem a Michael Jackson nem por sentimentalismo midiático. É que a junção de Jackson 5 com Black Eyed Peas ficou mesmo emocionante. Além de conseguir a façanha de misturar as letras das músicas e soar como uma só. Se ficou melhor que as originais? Eu prefiro. Ouça e julgue.
Jakson 5 vs Black Eyed Peas
Se você tem um mash-up preferido, posta nos comentários. A gente acrescenta no post se for bom mesmo.
Acima de tudo sou um fã incondicional de música. Por isso sempre que me deparo com uma notícia de falecimento de alguém da área me dá uma aflição e tristeza. Ontem testemunhamos o que muitos achavam impossível e impensável. Como é que pode Michael Jackson morrer? Ele é eterno, já faz parte do inconsciente coletivo das pessoas e não pode desaparecer assim. Quem coordena essas saídas e chegadas deveria saber disso. Peter Pan morre no final?
O fato é que hoje pela manhã caiu a ficha: MJ não está mais entre nós. Foi impressionante também acompanhar a morte da “celebridade das celebridades” através da maior ferramente midiática jamais pensada e imaginada por toda a história, a tão amada (e odiada) internet. A chuva de twitters, sites, orkuts, jornais online, vídeos e todo o tipo de informação (boa ou falsa) que foi disponibilizada de 17h30, hora em que a angústia começou, até às 20h, hora em que todos os sites confirmaram a morte do cantor, foi brutal!
Jacko entra para o hall dos mitos do mundo. Na música não há muitos deles para nos representar. Quando chamo de mito, é algo muito além de uma carreira musical ou relevância artística. É mito da humanidade mesmo, daqueles caras que vão ser lembrados pelo estardalhaço que causaram enquanto vivos e que mudaram o mundo definitivamente. Michael Jackson se une a John Lennon e Elvis Presley nesse seleto grupo que representa muito bem nossa categoria. É o fim da música pop como a conhecemos e abre-se a janela dos novos tempos definitivamente. Até nisso Jacko caprichou na sua partida, escolheu bem a hora de tirar o time de campo.
Me lembro muito bem na minha infância de pedir para minha mão produzir artesenalmente uma jaqueta laranja e de comprar sapatilhas para que eu pudesse me apresentar dançando a música do ídolo ao lado dos meus amigos.
Lembro dos grooves, do impacto daquilo nas tvs, da histeria coletiva em torno de Michael, da passagem dele pelo Brasil e percebo que eu gostava bem mais de MJ do que imaginava. Recentemente até fazia os famosos “moonwalks” quando estava muto feliz no palco ao som da minha própria banda, numa maneira de agradecer aquele momento.
Mesmo freak, doido e com caráter duvidoso Jacko deixa um maiúsculo legado para o mundo e deixa também saudades. O Portal Dosol para um dia inteiro para sauda-lo, reverencia-lo e dizer até logo para esse grande ídolo do mundo.
Por hoje não tem mais atualizações, amanhã retomamos a programação normal. ADEUS JACKO!
Na França, uma proposta de lei transformou downloads em problema nacional. Nicolas Sarkozy e os parlamentares franceses bateram no peito essa semana para intimidar “piratas” com a promessa de restringir o acesso à Internet para quem violar o sagrado copyright. Um passo mais decisivo que os britânicos, onde uma proposta de três strikes antes de suspensão definitiva de acesso ainda está sendo estudada por uma série daqueles comitês governamentais ou legislativos.
Ambos, porém, garantem apenas o que governos e políticos normalmente despertam no público: irritação. Não vão afundar a esquadra “bucaneira”, bem menos perigosa que outros inimigos supostamente mais importantes para o empenho dos representantes eleitos em nome do povo, e muito menos solucionar um problema cujos motivos vão além da simples tentativa de almoço grátis que o lobby fonográfico e cinematográfico insiste em enxergar a cada esquina.
Contudo, a proposta de lei em questão é de difícil aplicação, pois se esbarra na medida do parlamento europeu que proíbe a interrupção da conexão da internet de qualquer pessoa sem ordem de um tribunal. Outro aspecto é sobre a definição de quem será punido. O compartilhamento de arquivos entre fãs de bandas, como se faziam antes com fitas K7s, também será passível de corte na conexão?
Isso é escandaloso. Quando pelo menos 20% da população de um país como os EUA admitem fazer ou já ter feito downloads ilegais, há alguma coisa errada com a lei ou com simples criminalização de cidadãos.
Se a história realmente se repete, veremos mais um capítulo bizarro de luta insana e perdida contra tecnologias. Leonardo Seabra é flamenguista, estudante de Radio e Tv da UFRN. Redator – descobriu o mundo publicitário há 4 meses – , Produtor da revista eletrônica Estudio Livre, envolvido em outros projetos audiovisuais, ex-blogueiro (por enquanto) e atualmente faz um estudo sobre Alt Porn.
Vou correr o risco de fazer uma previsão errada. Mas vamo lá: “White lies for dark times”, mais recente álbum de Ben Harper, é o melhor disco de 2009. Acredite.
Dito isso, corra para ouvi-lo. Harper retorna a fontes como Jimi Hendrix e Neil Young, deixa a chatice de lado, acrescenta um pouco de fúria e faz um álbum redondinho de puro rock’n’roll. Puro mesmo. Gravado em parceria com a banda Relentless 7, ao ouvir você tem a nítida sensação de que retornou alguns anos no passado, no tempo do rock arte, do rock moleque, não esse rock de resultados.
O disco abre com “Number with no name”, rockzão dos clássicos que em muito lembra a cadência do Led Zeppelin. A voz, quase rasgada, tem muito pouco do parceiro de Vanessa da Mata em “Boa sorte/Good luck”. “Up to you now” continua o álbum, que toma um viés mais radiofônico. Mas rádio das boas. O rock ainda está lá e a gente sente na forma nervosa com que ele canta. Em “Shime and shine”, terceira música, a pedreira vem com tudo. Tem horas que lembra Lenny Kravitz do tempo de “Fly away”, mas Harper está mesmo é com o pezinho lá atrás, em Jimi Hendrix.
“Lay there and hate me” já bebe na fonte de Marvin Gaye, com um balanço funk muito bem aplicado ao som de guitarras distorcidas e bateria bem marcada. Em “Why must you always dress in black” o que toma forma é um rock de bater o pé, uma espécie de blues mais acelerado.
O momento açúcar fica com “Thin skin”, balada das boas, daquelas feitas pra sofrer. Como diria uma amiga, “é uma música que dá vontade de começar a namorar e acabar o namoro em seguida só pra poder sofrer com ela”.
(Confesso que fui ouvindo o CD e anotando num bloquinho quais músicas iria destacar neste texto. Com meia hora de audição, percebi que estava anotando o nome de todas.)
“Fly one time” continua o tom suave iniciado com “Thin skin”. É boa de ouvir, passa uma coisa legal, tem uma certa melancolia ali por trás. Mas o momento docinho termina com “Keep it together (So I can fall apart)”, que já inicia com um indomável Ben Harper gritando seu “yeah” cheio de rock. Dá vontade de bater a cabeça como faziam em Woodstock, juro!
“Boots like this” é meio folk mas me agradou bastante. E tem ainda, terminando o CD, duas excelentes músicas: “World suicide”, que é lentinha, sofrida e tem até um coral semi-gospel; e “Faithfully remain”, essa sim muito Ben Harper, mas nem por isso ruim.
Exagerado? Deslumbrado? Sem noção? Não importa do que me taxem. Eu digo que desde “All that you can’t leave behind”, do U2, não tinha essa sensação de estar diante de um clássico dos tempos modernos. Ben Harper mandou muito bem. Crasse A.