Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Após uma quinzena de notícias surpreendentes, voltamos de corações partidos para o 5º Plogcast. Este programa tem uma particularidade: é a primeira vez que todo o elenco está reunidos. Assim, no 5º Plogcast somos 5: Patrício Jr, Rosilene Pereira, Luanda Holanda, Marlos Ápyus e Kayonara Souza.
No programa, tem a repercussão do fracasso do movimento Fora Sarney, tem Especial Notícias Bizarras Michael Jackson, tem mais um bloco de notícias bizarras e tem também uma versão exclusivíssima do mega-hit “Billie Jean” de Michael Jackson.
Então, vamo deixar de papo e partir pra audição. É só dar play aí embaixo.
PAUTA:
- Apresentação: 0’53”
- Comentando comentários: 2’05”
- Fora Sarney: 7’55”
- Especial Notícias Bizarras Michael Jackson: 19’26”
- Notícias Bizarras: 28’40”
- Entrevista com Bruno Gagliasso: 35′31
- Considerações finais: 38′23″
- A maldição de Michael: 41′14″
- Versão exclusiva de “Billie Jean” de Michael Jackson: 42′38″
MÚSICAS:
- “Madeira que cupim não rói”, Capiba
- “Aquele abraço”, Gilberto Gil
- “Bad”, Michael Jackson
TRILHA:
- Álbum “Fashion Nugget” da banda Cake
- “Billie Jean”, Michael Jackson
- “Bad”, Michael Jackson
- “Billie Jean Remix”, Michael Jackson feat. Timbaland
Acima de tudo sou um fã incondicional de música. Por isso sempre que me deparo com uma notícia de falecimento de alguém da área me dá uma aflição e tristeza. Ontem testemunhamos o que muitos achavam impossível e impensável. Como é que pode Michael Jackson morrer? Ele é eterno, já faz parte do inconsciente coletivo das pessoas e não pode desaparecer assim. Quem coordena essas saídas e chegadas deveria saber disso. Peter Pan morre no final?
O fato é que hoje pela manhã caiu a ficha: MJ não está mais entre nós. Foi impressionante também acompanhar a morte da “celebridade das celebridades” através da maior ferramente midiática jamais pensada e imaginada por toda a história, a tão amada (e odiada) internet. A chuva de twitters, sites, orkuts, jornais online, vídeos e todo o tipo de informação (boa ou falsa) que foi disponibilizada de 17h30, hora em que a angústia começou, até às 20h, hora em que todos os sites confirmaram a morte do cantor, foi brutal!
Jacko entra para o hall dos mitos do mundo. Na música não há muitos deles para nos representar. Quando chamo de mito, é algo muito além de uma carreira musical ou relevância artística. É mito da humanidade mesmo, daqueles caras que vão ser lembrados pelo estardalhaço que causaram enquanto vivos e que mudaram o mundo definitivamente. Michael Jackson se une a John Lennon e Elvis Presley nesse seleto grupo que representa muito bem nossa categoria. É o fim da música pop como a conhecemos e abre-se a janela dos novos tempos definitivamente. Até nisso Jacko caprichou na sua partida, escolheu bem a hora de tirar o time de campo.
Me lembro muito bem na minha infância de pedir para minha mão produzir artesenalmente uma jaqueta laranja e de comprar sapatilhas para que eu pudesse me apresentar dançando a música do ídolo ao lado dos meus amigos.
Lembro dos grooves, do impacto daquilo nas tvs, da histeria coletiva em torno de Michael, da passagem dele pelo Brasil e percebo que eu gostava bem mais de MJ do que imaginava. Recentemente até fazia os famosos “moonwalks” quando estava muto feliz no palco ao som da minha própria banda, numa maneira de agradecer aquele momento.
Mesmo freak, doido e com caráter duvidoso Jacko deixa um maiúsculo legado para o mundo e deixa também saudades. O Portal Dosol para um dia inteiro para sauda-lo, reverencia-lo e dizer até logo para esse grande ídolo do mundo.
Por hoje não tem mais atualizações, amanhã retomamos a programação normal. ADEUS JACKO!
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.