Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Jovens Escribas trazem o autor Joca Reiners Terrón para conversar com alunos do Ensino Médio e realizar lançamento no Gringo’s Bar, em Ponta Negra.
O escritor Joca Reiners Terrón estará em Natal na próxima segunda-feira (21) para lançar o romance “Do fundo do poço se vê a lua” (Cia das Letras, 2010), no Gringos Bar em Ponta Negra às 20h. A obra, de 280 páginas, se passa no Egito e faz parte do projeto “Amores Expressos” que enviou diversos autores para capitais do mundo para que eles produzissem um romance.
O enredo do livro mostra de uma maneira bastante envolvente a trajetória dos irmãos Wiliam e Wilson, a relação conflituosa entre ambos e fuga de Wiliam para o Cairo onde assume outra identidade. No site da Editora Cia das Letras a história é descrita como “Uma trama surpreendente envolvendo trocas de sexo, assassinatos e perda de memória que conduzirá a história até a enigmática cidade do Cairo.”
A obra sagrou-se vencedora do Prêmio Machado de Assis de Melhor Romance de 2010, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional e esta será a primeira vez que o autor virá a Natal.
Joca Reiners Terrón foi o criador e editor do selo independente “Ciência do Acidente” que, no fim dos anos 90 e início dos 2000, publicou mais de 40 obras de autores como Glaudo Mattoso e Sérgio Fantini, além do próprio Joca. Recebeu menção no Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira em 2001 por seu romance “Não há nada lá”. Publicou também os livros de contos “Sonho interrompido por guilhotina” e “Curva de Rio Sujo”, além do seu Best seller até hoje, o romance “Hotel Hell”, publicado pela lendária editora gaúcha “Livros do mal” em 2003.
Trailler do livro:
Serviço:
Lançamento do romance “Do fundo do poço se vê a lua” de Joca Reiners Terrón
Local: Gringo’s Bar em Ponta Negra (por trás do restaurante Camarões Original)
Data: 21 de março (Segunda-feira)
Hora: A partir das 20hs
Com o Gringo’s lotado, aprendemos uma lição: quanto menos parecer lançamento de livro, melhor
A gente misturou rock’n’roll, cerveja, amigos e livros. Nossas paixões, de certo. E a mistura parecia mais que óbvia. A pergunta é: por que demoramos tanto a perceber que o jeito certo de lançar livros é assim: num bar, cercado de amigos, bebendo cerveja, conversando alto e ouvindo muito rock?
Pois bem, essa era a pergunta que passava pela minha cabeça e pela de Carlos Fialho quando vimos o Gringo’s Bar lotado na última segunda, dia 22 de novembro, para o lançamento de “Cachalote”, graphic novel (ou romance em quadrinhos) da dupla Daniel Galera e Rafael Coutinho.
O evento, promovido pelo Jovens Escribas com o apoio da Potylivros e da Cia das Letras, foi inesquecível. O motivo é mais que claro: quanto menos parece um lançamento de livro, melhor é o lançamento de um livro.
Ao contrário do que geralmente acontece com os autores, Daniel Galera e Rafael Coutinho aproveitaram muito bem a noite. Explico: lançar um livro da forma tradicional é ficar sentando, assinando exemplares, diante de uma fila que tem de andar o mais rápido possível. Já no formato mais informal, o autor papeia com os leitores, bebe junto com eles, brinca e assina muitos exemplares. Foi exatamente o que os dois fizeram.
Não restam dúvidas que sair do comum será a regra para os próximos lançamentos do Jovens Escribas. Que serão, vale salientar, muitos. Mas isso é assunto pra outro post, tá? Por hora, vou abrir uma Heineken e ler meu “Cachalote”.
Livro em quadrinhos de Daniel Galera e Rafael Coutinho em lançamento no Gringo’s Bar, em Ponta Negra
O escritor Daniel Galera e o ilustrador Rafael Coutinho estarão em Natal na próxima segunda-feira (22) para lançaram HQ Cachalote (Cia das Letras, 2010), no Gringos Bar em Ponta Negra às 20h. A obra, de 300 páginas, demorou dois anos para ser finalizada foi lançada nacionalmente em junho deste ano.
O lançamento vai ocorrer no bar a pedido dos autores. No local estarão a venda exemplares da Cachalote a R$ 40 e os livros Cordilheira, Mãos de Cavalo e Até O Dia Que o Cão Morreu de autoria do escritor Daniel Galera.
Recebida com elogios pela crítica especializada, a Cachalote alterna seis dramas de temática contemporânea que tratam essencialmente de conflitos existenciais. O livro em quadrinhos é fruto da parceria de dois autores promissores, um na literatura, outro na área de ilustração.
A parceria entre Daniel Galera e Rafael Coutinho faz parte de uma iniciativa da Companhia das Letras de unir novos desenhistas e escritores promissores para a criação das chamadas ”graphic novels”. O gênero está alta no momento e tem como expoentes autores como Robert Crumb e Allan Moore.
Daniel Galera publicou seu dois primeiros livros (“Dentes Guardados” e “Até o dia em que o cão morreu”) pela editora independente Livros do Mal que havia articulado com outros autores. A partir de 2006 passou a publicar pela Cia das Letras, onde lançou “Mãos de Cavalo”, “Cordilheira” e “Até o dia em que o cão morreu” (relançamento). Sua obra também já foi adaptada para o teatro pelo dramaturgo Mario Bortolotto e para o cinema pelo diretor Beto Brant.
Rafael Coutinho faz parte de uma nova geração de desenhistas brasileiros. Ganhou destaque ao participar da antologia “Irmãos Grimm em quadrinhos” lançada pela editora Desiderata. Uma curiosidade é que Rafael também é filho do consagrado cartunista Laerte.
Serviço:
Lançamento do em quadrinhos “Cachalote” (Autores: Daniel Galera e Rafael Coutinho)
Local: Gringo’s Bar em Ponta Negra (por trás do restaurante Camarões Original)
Data: 22 de novembro (Segunda-feira)
Hora: A partir das 20hs
Contato da organização: cruvinelcamisa9@gmail.com ou (84) 9402-4256
E ainda tem promoção no Gringo’s:
Até 23h, o bar vai vender Heineken a preço de Skol.
Ok, eu tive que ouvir. E depois, eu tive que ver. E mais tarde, umas cervejinhas na cabeça, eu tive que dançar. Estou falando de Lady Gaga. O mais recente fenômeno da música pop, que tanto repele os que não acreditam em previsões do tipo “ela é a nova Madonna”. Não, não é. Não é a nova nada. Mas está num excelente caminho artístico.
Antes de ouvir a tal Gaga, eu tive preconceitos. Mas cedi aos encantos dos amigos que repetiam como um mantra: ouça, ouça, ouça. Ouvi “The Fame Monster” todinho. Tirando um ou outro hit bem dançante, desses que sacolejam qualquer festinha (“Poker face”, “Paparazzi”, “Beautiful dirty rich” e a irresistível “Bad romance” são minhas preferidas), não vi nada demais em Lady Gaga. Popzinho bem feito, batidinhas na medida, atmosfera estranha – mas bem familiar pra quem passou os anos 90 ouvindo o álbum “Debut” de Björk.
Mas eis que me alertam: veja os clipes dela. Foi Marcílio Amorim, DJ e produtor cultural, numa reunião de amigos. Ele foi enfático: veja e você vai se apaixonar. Ok, lá vou todo cético procurar os clipes de Lady Gaga no Youtube. E pronto. Pirei.
A atmosfera estranha de “The fame monster” é elevada à quinta potência nos clipes da cantora. Tudo limpo, plástico, ultrassaturado e muito, muito, muito bizarro. Lady Gaga faz do grotesco a matéria-prima de seus clipes e isso rende imagens realmente impactantes.
Em “Paparazzi”, por exemplo, ela faz a coreografia com muletas, enquanto cenas de modelos lindas (e mortas) entrecortam-se na edição. Em “Bad romance”, a magreza da cantora é explorada de forma perturbadora, enquanto um efeito pra lá de bizarro aumenta os olhos de Lady Gaga. Tem ainda a farra de dinheiro em “Beautiful dirty rich” que chega a ser medonha.
Veja o clipe de “Paparazzi” antes de seguir lendo. Vai fazer você entender melhor o que estou dizendo.
Lady Gaga: “Paparazzi”
Enfim, não me apaixonei pela música de Lady Gaga, mas sim pelo seu senso estético. Distorcido, cruel, perturbador. Lembrei de uma amiga que sempre dizia: “Essa semana saiu o clipe da próxima música que você vai amar”. Pois é, os clipes de Lady Gaga fazem você gostar da música.
Falei tudo isso pra você chegar em “Telephone” com certo conhecimento do universo de Lady Gaga. Em parceria com Beyoncé, o clipe é uma profusão de bizarrices atrás da outra: desde óculos escuros feito com cigarros acesos (!) até uma aula de culinária que ensina como fazer sanduíches envenenados (!!!). Mas o melhor detalhe é a caminhonete que as duas dirigem: a “Pussy wagon”, picape que Uma Thurman rouba quando foge do hospital em “Kill Bill II”. Clássico!
Lady Gaga e Beyoncé: “Telephone”
Não é uma obra-prima, mas garante boas risadas. E, no fim das contas, é justamente pra isso que o pop serve. Não é?
Para os que não acreditam que os livros digitais – ou, como se diz em português, e-readers – jamais vão substituir o tradicionalíssimo suporte analógico da literatura, aí vai uma notícia estarrecedora: a LG apresentou essa semana seu leitor digital com tela flexível, espessura de papel, menos de 130 gramas e mais de 19 polegadas. Ou seja, é tão flexível, leve, fino e grande como uma página de jornal. Tem desculpa pra continuar com a celulose?
Este novo papel eletrônico tem apenas 0,3 milímetros de espessura e o tamanho de uma folha de A3. É oito vezes maior que o maior leitor digital disponível no mercado e quem experimentou garante: é a mesma coisa de estar lendo um jornal impresso. Inclusive, a tecnologia permite que o papel eletrônico da LG possa ser dobrado sem que as imagens se distorçam ou percam qualidade.
Apesar do alvoroço que o lançamento pode causar no mercado editorial global, a LG pretende iniciar a produção em larga escala de um formato reduzido do que foi mostrado à imprensa: apenas 11,5 polegadas. Coincidência ou não, 11,5” é um tamanho bem aproximado da maioria dos livros impressos em papel.
Leonardo Panço é um desses caras que assustam pela determinação. Conhecido no circuito underground da música pela banda Jason (cultuadíssima entre os iniciados do indie rock), ele também ataca na literatura. “Caras dessa idade já não lêem manuais” é o livro de crônicas que ele lança hoje, no Centro Cultural DoSol, com o apoio do Lado[R] e do Jovens Escribas.
Na programação do evento, que será totalmente gratuito, Panço ainda vai falar um pouco sobre sua experiência com tours internacionais e para fechar com chave de ouro fará um show com clássicos do Jason, tendo como banda de apoio o pessoal do Elmo (PB).
Leonardo Panço toca o selo Tamborete, é guitarrista e compositor do Jason, já tocou no Soutien Xiita. É também uma das figuras mais respeitadas do underground nacional. No peito e na raça, como nos ensina o underground, Panço está realizando uma turnê de lançamento que já percorreu quase 10 Estados brasileiros. É uma iniciativa que merece todo o apoio do Jovens Escribas. Por isso, estão todos convidados.
SERVIÇO
O que: Lançamento do livro “Caras Dessa Idade Já não lêem Manual” de Leonardo Panço.
Quando: Segunda, dia 07 de setembro, 16h
Onde: Centro Cultural Dosol, Rua Chile, Ribeira.
Atrações: Palestra sobre tours internacionais e shows especial “Jason Classics”
Quanto: Entrada Gratuita.
É nesta quarta, 7 de julho, às 19h, na Siciliano do Midway Mall. O livro conta duas histórias paralelas: de uma mulher poderosa que está enlouquecendo e de seu esposo que luta contra a ditadura. É primeiro livro de Nei Leandro após “Dia das Moscas”, publicado pelo Jovens Escribas.
A partir hoje, 2 de julho, quem comentar no PLOG (em qualquer texto) vai concorrer a um exemplar de “A Cega Natureza do Amor”, livro de contos de Patrício Jr. (esse que vos escreve) que será lançado na Siciliano do Midway dia 16 de julho às 19h.
As regras são simples: basta comentar e você já está concorrendo. Os comentários serão arquivados por ordem numérica, conforme forem sendo postados. Assim, cada comentário terá um número. No dia 15 de julho, postarei no meu Twitter a seguinte mensagem: “Diga um número de 1 a 100”. As três primeiras respostas indicarão os números dos sorteados. Caso as respostas não sejam suficientes para indicar um ganhador, sortearei da maneira analógica: número num saquinho.
Assim, o PLOG presenteará três leitores com o mais recente livro do selo Jovens Escribas. Mas atenção: os prêmios serão entregues apenas na noite de lançamento. Assim, quem ganhar tem que estar lá para receber.
De hoje até dia 6, todos os posts do PLOG serão sinalizados com a seguinte mensagem:
Dessa forma, todo mundo fica sabendo o que está rolando.
Pra completar o momento autojabá, fiquem com os dois teasers da campanha do livro, que começa na TV dia 8. Aqui no PLOG, você vê trechinhos do VT antes de todo mundo.
Vídeo 01:
Vídeo 02:
“A Cega Natureza do Amor”, de Patrício Jr, é o 11º livro do Jovens Escribas e tem o apoio cultural das empresas Faz Propaganda, Motoeste Honda, Versailles Recepções, Larissa Borges Projetos Editoriais, Drika Silveira Fotografias, Diginet, Camaleão Photo Art Vídeo, Grito Anime e Sucesso Produções.
É amanhã, 3 de julho, na Siciliano do Midway, à partir das 19h. São 25 contos do jornalista e escritor Cefas Carvalho, alguns inéditos e extensos e outros curtos e já publicados em revistas, jornais e blogs.
É nesta terça, 30/07, o lançamento do álbum “Capanga moderna”, o segundo do grupo. No Teatro de Cultura Popular, anexo à Fundação José Augusto, em duas sessões: 19h e 21h. Ingressos: 10 reais na loja Botton do Midway Mall.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.