Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.

[NA REDE]
WEBSÉRIE MOSTRA A REALIDADE DA PUBLICIDADE MISTURANDO HUMOR NEGRO E CINEMA MUDO

Posted: abril 17th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , | 1 Comment »

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Que Mad Men que nada! Quem quer mesmo conhecer a realidade de uma agência de propaganda nos anos 50, com reviravoltas impressionantes, atuações marcantes e polêmicas das brabas, precisa assistir à websérie Garamond & Kamfort. Mas não adianta procurar nas suas 35 HBOs. G&K tem endereço fixo na internet.

A comparação com Mad Men, claro, é uma brincadeira. Da mesma forma como G&K também é. Projeto da dupla de criação José González (redator) y Daniel Piqueras (diretor de arte), da agência espanhola Diéresis Comunicación, a série é escrita, produzida e estrelada por eles. E conta, através da linguagem do cinema mudo, o dia-a-dia da agência fictícia Garamond & Kamfort, onde elementos como o cliente que sempre pede alterações, a executiva de contas carrasca e o estagiário não podem faltar.

Assista ao episódio 1:

No blog da série Garamond & Kamfort, você pode assistir a todos os outros episódios (três, até agora) e conhecer um pouco mais sobre os personagens. Por exemplo, ver fotos dos dois donos da G&K com celebridades como o Papa João Paulo II, John Kennedy e até Madonna! Tudo, claro, devidamente photoshopado. Os criadores prometem pelo menos mais três episódios.

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Com referências no cinema mudo de Buster Keaton e Charles Chaplin, “Garamond & Kamfort” é uma experiência criativa, original e muito divertida. E aí, alguém topa fazer a versão tupiniquim?


[NO PLAY]
BANDA ESPANHOLA LABUAT SUGERE: PINTE ESTA CANÇÃO

Posted: abril 9th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , | No Comments »

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Muito se fala em crise da indústria fonográfica. Que os artistas têm que ganhar dinheiro com shows, que as gravadoras têm que se adaptar aos tempos de internet, que isso, que aquilo. Mas poucas vezes a gente vê iniciativas realmente criativas que unam música e tecnologia em prol da divulgação de bandas.

Pois bem, seus problemas acabaram. O projeto musical espanhol Labuat, formado pelo produtor Risto Mejide e pela cantora Virgínia Maestro, rompeu a barreira do possível e começou uma divulgação realmente original e totalmente 2.0. No site da ação Pintando una canción é possível ouvir a música “Soy tu aire” enquanto você, bem, como posso dizer?, pinta esta canção. Isso mesmo.

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A ação parece de um todo estapafúrdia, mas a experiência que o site proporciona é daquelas que você quer contar pra todo mundo (gerando boca a boca) além de ligar diretamente a música do Labuat a sensações boas (ou seja, marcar na memória afetiva os versos de “Soy tu aire”, estratégia definitiva para que um produto – ainda mais uma música – se torne um sucesso).

Bateu a curiosidade? Então vai direto lá, “pinte a canção” e volte aqui pra dizer o que achou.


[ARTIGO]:
UMBIGOSFERA: A PERIGOSA TENDÊNCIA DA BLOGOSFERA

Posted: abril 8th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , , , , , | 6 Comments »

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Um post sobre um tal script de popularidade no Twitter deixou a blogosfera em polvorosa. Posts irados, mensagens de ódio, notas de repúdio por toda a internet. Mas a verdade verdadeira, a mais contundente, a que ninguém quis postar, é: isso não tem a menor importância. Exatamente, não tem.

O tal post foi de autoria da jornalista Rosana Hermann. Popular na internet, Rosana é blogger do Querido Leitor (um blog pra lá de ruim, que vive de renoticiar o que já foi noticiado). Foi lá que ela postou, no dia 05 de abril, o texto intitulado Um robô de fazer sucesso no Twitter.

Esse “robô” é o tal script que falei. Ou seja, um código que agrega novas funções ao Twitter. Neste caso, a função é simples: adicionar automaticamente todos os seguidores de um determinado perfil. O truque da popularidade vem aí: como é tendência natural que passemos a seguir quem nos segue, o script faz o perfil de quem o usa subir astronomicamente de importância dentro do site.

A questão é essa: dentro do site.

Ao contrário do que muitos alardearam por aí (chegaram a falar em “ética 2.0”, minha gente!), o que Rosana Hermann fez não é nada demais. Nada mesmo. É tão “nada” que tem impacto zero sobre o mundo real. Afinal, que diferença faz ser a mais ou menos seguida no Twitter? Aliás, que diferença faz o Twitter? Apesar da falta de importância, falaram em credibilidade, em ética, em moral. Esqueceram de falar em relevância. O debate sobre métodos honestos de conseguir popularidade no Twitter é tão irrelevante que já está me dando vergonha de escrever esse post. Mas vamos lá.

Pra quem não enxerga o mundo como um código de html, o texto na verdade começa aqui. A blogosfera (e todos os seus derivados, a saber: twittosfera, orkutosfera, fotologosfera, etc) demonstra uma perigosa tendência de se fechar em seu seu próprio mundo e se trnasformar numa umbisgofera. Muito blogs começam interessantes, falam sobre assuntos legais, mas com o ganhar de popularidade acabam caindo na pior das metalinguagens: passam a falar somente sobre blogs. Acontece também em outras redes sociais. Já se nota que os mais populares do Twitter não têm outro assunto a não ser o Twitter. No Orkut, nem se fala: a importância de um scrap respondido, para alguns, ganhou status de buquê de flores. Patético. E chato demais.

A briguinha pela “popularidade honesta” no Twitter, incitada pelo post de Rosana Hermann, lembra em muito os primórdios do Orkut. Era um tal de “quanto amigos você tem? 20? Eu tenho 499” que dava pena. Parecia pré-adolescente medindo o tamanho do pau. No Twitter, a briga se torna ainda mais bizarra porque envolve um suposto poder de persuasão sobre as massas. Explico.

Marcelo Tas (que já era famoso bem antes do Twitter e ancora um dos programas mais legais da TV brasileira, o CQC), assinou recentemente um contrato com a Telefônica para postar mensagens no seu Twitter sobre um novo serviço da empresa. Foi o suficiente para encher os olhos de ambição das twitcelebrities. Todos acham que vão ganhar uma boquinha com seu perfil. Mas não vão. Caiam na real, por favor. Marcelo Tas existe no mundo real. Tem influência real sobre a opinião pública. É um comunicador com um lastro de popularidade que vem desde os anos 80. Marcelo Tas não é apenas um avatar com 10.000 seguidores no Twitter.

A revolta pelo truque que Rosana Hermann usou é uma bobagem. Uma infantilidade. Uma falta do que fazer da blogosfera. Poderiam investir energias em assuntos mais interessantes. Tá parecendo a Globo, que lança um programa e noticia em seus telejornais. A blogosfera tá virando isso: uma Rede Globo. A diferença é que o único programa da blogosfera é o Vídeo Show. E eu não vou mais tomar seu tempo com isso. Prometo.


[NA REDE]
TESTANDO APTURE: O SERVIÇO QUE PROMETE DISPERSÃO ZERO DOS LEITORES

Posted: abril 2nd, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , | 3 Comments »

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Quem tem blog sabe: colocar um link no texto é sempre um risco. Pelo caráter dispersivo da internet, o usuário clica naquele link, encontra outro, mais outro, mais outro. Não é preciso muito tempo para que ele esqueça o blog que estava lendo e parta para buscar outras informações. Ruim pro blog, que perde um leitor. Ruim pro usuário, que não se concentra numa única informação e acaba disperso.

Pois bem, uma pequena empresa de computação americana lançou o serviço que leva seu nome: Apture. Trata-se de um plugin de visualização múltipla de links numa mesma janela. Ou seja, quando você clica num link, em vez de abrir diversas abas ou coisas do gênero, você tem aquela informação adicional na própria janela que está lendo.

Em teoria, o serviço parece espetacular. Na prática, não dá pra saber ainda. Por isso, instalei o plugin no PLOG em caráter experimental e aguardo seus comentários. Afinal, quem manda nessa bodega aqui é você. Você pode testar o Apture sabendo um pouco mais sobre Britney Spears, Pearl Jam ou Long Dong Silver. Você escolhe.

Só pra não passar a informação incompleta, o Apture é um serviço bem simples de ser instalado. E traz uma inovação interessante: apesar de pedir cadastro, você pode instalar o plugin sem se cadastrar. A partir da primeira vez que usa-lo, ele automaticamente cria a sua conta com os dados de login do seu servidor. Mão na roda pra quem não quer perder tempo.

Bom, agora é com você. O Apture foi aprovado ou não foi?


[NA REDE]
GMAIL DISPONIBILIZA FERRAMENTA PRA “DESENVIAR” E-MAILS

Posted: março 31st, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , | 1 Comment »

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O Gmail, ferramenta de e-mail do Google, já disponibiliza o botão “Desfazer”, que “desenvia” e-mails recentemente enviados. Ou seja, se você enviou aquela mensagem cheia de desaforos ao seu chefe e em seguida lembrou que o aluguel vence amanhã, é só clicar em “Desfazer”.

O sistema habilita o cancelamento do e-mail até 5 segundos após você clicar em “Enviar”. Ou seja, é pouco tempo para pensar direitinho se o conteúdo do e-mail não vai te prejudicar, mas é mais tempo do que você dispunha anteriormente.

Para ativar a novidade, lançada essa semana pelo Google, você precisa ir até o menu “Configurações” e procurar por “Cancelar envio”. Quando você envia uma mensagem, apaqrece no topo da página logo após o envio o botão “Desfazer”. Mas em cinco segundos, ele some. Portanto, pense rápido.

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Segundo Jon Perlow, engenheiro do prometo, este novo serviço serve para quando você enviar um e-mail para uma aniversariante dizendo que vai faltar à sua festa surpresa. Piadas a parte, vai ser muito útil para os famosos e-mails que dizem “Veja as fotos em anexo” e não contêm nenhum anexo. Modéstia à parte, sou campeão em enviar esse tipo de e-mail.


[NA REDE]
POLÊMICA: MARCELO TAS FARÁ PROPAGANDA NO TWITTER PARA A TELEFÔNICA

Posted: março 19th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , , | 4 Comments »

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Pronto, começou. Depois de invadir blogs, a publicidade chega até o Twitter. Marcelo Tas, um dos mais famosos tuiteiros do Brasil e integrante da trupe do CQC, fechou contrato com a empresa Telefônica para divulgação do Xtreme, serviço de TV por assinatura e banda larga da multinacional espanhola.

Por ser uma celebridade e gozar de muito prestígio e credibilidade entre os internautas, a notícia não deveria ser uma pauta importante. Um produto tão segmentado, afinal, não poderia ter uma estratégia mais acertada. O problema começa, entretanto, pela forma de campanha que a Telefônica bolou. Marcelo Tas não vai ser um garoto propaganda convencional, desses que anunciam promoções com sorrisos largos em VTs no horário nobre. Pelo contrato, Tas deverá postar ao menos 20 mensagens por mês referentes ao Xtreme no seu Twitter. Formou-se, então, a polêmica.

Se você já sabe o que é Twitter, pode pular pro parágrafo seguinte. Se não sabe, se ligue: o Twitter é uma espécie de microblog onde as pessoas postam textos de até 140 caracteres. Inicialmente sem grande utilidade, virou febre quando descobriram que ele possibilitava compartilhar informação de uma forma rápida e precisa. Por meio da ferramenta “Follow” você escolhe quem quer seguir – e assim, ficar por dentro de todas as atualizações desta pessoa. Isso torna possível ter informações direto da fonte, principalmente quando se trata de jornalistas e blogueiros renomados como Marcelo Tas.

Pelo caráter tão pessoal do Twitter, a estratégia da Telefônica causou estranheza até fora dele. Além das centenas de mensagens sobre a polêmica (que podem ser achadas no Twitter com a tag #twitterdealuguel), o fato repercutiu pela imprensa. O Wall Street Journal publicou matéria noticiando o ocorrido e comentando a influência que Marcelo Tas pode ter sobre seus “seguidores”.

O assunto é complicado. E como humilde publicitário, tenho minha opinião formada: Marcelo Tas não está fazendo nada demais. A publicidade que ele vai postar no Twitter não será disfarçada, será explícita. Ou seja, todo mundo vai saber que é publicidade. Na sua página, a marca da Telefônica vai aparecer (de forma discreta, que seja, mas vai aparecer). E até o número de propaganda que ele vai exibir é limitado. 20 por mês, minha gente. E tem mais: vai ser melhor que as atualizações do tipo “Carnaval de Olinda, aí vou eu” ou “Ai, tô tão triste hoje”. Como ferramenta de compartilhamento de informação, o Twitter cumprirá seu papel: quem segue Marcelo Tas, terá a oportunidade de conhecer um produto novo. E o melhor: a ação é completamente transparente.

Muito pior são as subcelebridades que emprestam suas vidas à propaganda sem dizer a ninguém que estão sendo pagas (como o falso namoro de Karina Bach com o Baixinho da Kaiser, por exemplo). Ou ainda as execráveis “matérias pagas” nos jornais, que não levam a inscrição “Informe publicitário” (como diz a lei) e acabam por aproveitar-se da credibilidade do veículo para promover produtos sem que o público saiba que aquela informação foi paga (prática, inclusive, que já tem seu similar na internet, o tal do post pago, que funciona exatamente do mesmo jeito: na surdina, uma empresa paga para que aquele veículo, no caso um blog, fale bem dela sem que ninguém saiba que o veículo está recebendo pra isso).

Além de todos esses fatores, ainda há a questão do “Unfollow”. Ou seja, quem não quiser receber propaganda do Marcelo Tas, basta deixar de segui-lo no Twitter. Simples assim. Muito mais democrático que os spams, muito menos invasivo que a mídia exterior.

Ou seja, no meu tribunal, o Marcelo Tas é inocente. E o fato de ter aceitado a proposta da Telefônica foi bom pra todo mundo, por ter levantado um debate bem interessante entre ética e propaganda. Que as opiniões conflitantes continuem a surgir.

Ps.: esse post não foi pago pelo Marcelo Tas, ok?


[NA REDE]
NOVA CAMPANHA DA VIRGIN MOBILE FAZ VANILLA ICE PEDIR DESCULPAS POR SUA MÚSICA

Posted: março 17th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , | 1 Comment »

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A nova campanha da Virgin Mobile é no mínimo atípica. Exclusivamente para internet, “Right Music Wrongs” reúne em um site as piores músicas de todos os tempos. Ali, os visitantes decidem se os cantores são culpados ou inocentes. Além disso, os próprios internautas podem incluir músicas e as referentes evidências de que elas foram um crime.

Pra degustação, segue abaixo um dos acusados se desculpando publicamente por seu mais famoso hit. Vanilla Ice, o rapper mais topetudo dos anos 90, que lotou as rádios com seu “Ice ice baby”, veio a público se desculpar por seu crime musical. Segundo ele, “era jovem e manipulado” quando a música foi lançada. Logicamente, o cachê deve ter compensado o vexame.

Apesar de sugerir uma gozação, a campanha tem tom sério. E faz a gente pensar quantos artistas nos devem desculpas por terem atentado contra o bom-senso musical.

O debate, no entanto, pode se tornar acirrado. Afinal, o próprio Vanilla Ice, apesar de todo o gosto duvidoso que envolvia sua música, abriu caminho para que outros rappers pudessem sair do underground com seus trabalhos mais, digamos, consistentes.

Então, está aberta a temporada de caça aos maus músicos. Tendo em vista todos os fatores que envolvem essa indústria, quem (e por que) você mandaria pra fogueira por crimes musicais contra a humanidade?


[NA REDE]
QUANTO A PLAYBOYZADA GASTA NA BALADA?

Posted: março 12th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , | 3 Comments »

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Em matéria produzida pela MTV/UOL (e veiculada no site de ambas), o jornalista Elcio Coronato invade uma balada VIP em São Paulo para descobrir: quanto um playboy gasta em média numa balada?

O vídeo abaixo despensa qualquer teorização sobre os absurdos da desigualdade social no Brasil. E também sobre a quantidade de vácuo existente na mente desses jovens bem nascidos.

O melhor momento é quando o repórter pergunta aos cabeças-de-vento quanto eles pagam para suas empregadas. Imprdível. Dá plau ae.


[CRÔNICA]
AGORA TAMBÉM NO TWITTER

Posted: fevereiro 5th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , | 14 Comments »

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Eu tenho medo, muito medo, medíssimo de me tornar obsoleto. Não tenho vergonha de admitir. Quando começaram a falar de blog, eu não sosseguei enquanto não descobri que porra era isso. Era um tal de “li no blog de Fulano” pra cá, “li no blog de Sicrano” pra lá. E eu pensava: existem pessoas normais gerando conteúdo pra web? (claro, eu não pensava exatamente assim, porque a expressão “gerar conteúdo pra web” ainda não era popular naquela época).

Com a popularização da internet, mais e mais novidades passaram a surgir todos os dias. Veio Fotolog, Orkut, Facebook, e-Mule, torrent. E eu segui a maré: criei perfis, interagi, postei, compartilhei, baixei. Até que surgiu o Twitter.

Ponto. Parágrafo.

Amigos, o Twitter me intriga há meses. Pelo que pude entender, trata-se de um serviço de postagens que mistura Orkut e blog: você gera conteúdo como um blog, mas cria uma rede de relacionamentos como o Orkut. A diferença é que esse conteúdo gerado não ultrapassa o limite de 140 caracteres por postagem. Como limite de caracteres não é bem a minha praia (quem acessava a primeira versão do PLOG lembra muito bem que esse terrível sistema do TheBlog me fazia sofrer ao ter que editar textos para caberem no número máximo de 400 toques), eu relutei em aderir ao Twitter.

Não só por isso, claro. Sempre pensei que os serviços da internet só fazem sentido quando têm uma utilidade. Alimentei o Fotolog, portanto, até quando me foi útil. Depois, perdeu a graça. O Orkut e o Facebook têm me servido a contento para manter-me próximo de amigos distantes e fazer eventuais divulgações. Então, mantenho. O blog, nem se fala, é meu xodó. Através dele, conheço pessoas interessantes, descubro novidades, difundo idéias mil. Torrent e e-Mule, tadinhos, são meus vícios atualmente (um amigo até brinca dizendo que a qualquer hora homens de preto invadirão meu apartamento para apagar minhas memórias). Mas o Twitter… bem, eu não via utilidade alguma naquilo.

As pessoas postam coisas como “O 4º episódio é o melhor da 5ª temporada de Lost. Até agora” e pronto, acabou o post. Sem nenhum dado a mais, nenhuma possibilidade de comentários, nenhuma fotinha pra quebrar o gelo. Eu realmente achava uma perda de tempo total.

Mas quando estreei o novo PLOG, em 1º de janeiro, o amigo Sandro Fortunato me alertou por MSN do importante que seria ter um Twitter. Quando perguntei o porquê do alerta, ele não me deu argumentos plausíveis, sequer provas cabais. Apenas disse: just do it. Não acreditei no Fortunato e segui com minha relutância. Hoje, porém, acordei com vontade de twittar. Não sei o que me deu. De repente, criei meu perfil no Twitter, iniciei as postagens de até 140 toques, linkei no PLOG (criando a seção NANOSCÓPIO) e estou bem. Sim, juro que estou. E vale salientar: foi tudo tão rápido e fácil que nem parecia internet.

Marlos Ápyus, atendendo ao meu apelo, postou hoje o texto PRA QUE DIABOS SERVE O TWITTER?, no qual responde à questão que a maioria dos usuários não consegue responder. No meio do texto, Ápyus resume: o Twitter é um blog para pessoas sem tempo de escrever longos parágrafos. Isso é verdade. Muitas vezes, quero compartilhar apenas um link e dizer: olha, que ducaralho. No formato do meu blog, isso não é possível. Temos que criar títulos, adicionar tags, escolher a coluna, colocar fotos. Tudo isso, amigo, leva tempo. Com o Twitter, esse tipo de postagem se torna mais ágil. Além disso, o Twitter dá a possibilidade de postagens através de SMS. De onde quer estejamos. Em tempo real. Tem outras funcionalidades também, mas ainda não descobri completamente.

O fato é que não vou ficar obsoleto se depender do meu desejo. Mas espero, sinceramente, que outra novidade do tipo demore a surgir. Venho gerando conteúdo demais pra essa tal de web.

Ps.: A postagem do Twitter citada acima, com todo o respeito, foi de Marlos Ápyus.


[NA REDE]
GOOGLE LATITUDE: LOCALIZE ATÉ O WALLY ATRAVÉS DO GOOGLE MAPS

Posted: fevereiro 4th, 2009 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , | 3 Comments »

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Mais um post sobre o Google. É, mais uma vez. O problema é que a empresa é tão inovadora que sempre dá pano pra manga. Dessa vez, o assunto é o Google Latitude, novo serviço da empresa que integra seu Google Maps aos celulares para servir como localizador de pessoas. Isso mesmo. Nunca mais você vai se perguntar onde está Wally. A partir de agora, dá pra saber exatamente onde seus amigos, parentes e contatos em geral estão. A notícia ruim é que eles poderão saber onde você está também.

O novo serviço, segundo a assessoria de imprensa da empresa, vem para responder a grande questão das ligações de celular: está onde? Dez a cada dez chamadas de celular começam assim. Com o Google Latitude, essas pergunta cai em desuso. Em contrapartida, as utilidades ao aplicativo são infinitas. Marcar encontros em grandes eventos, como um show, por exemplo, se torna uma tarefa simples. Para pais preocupados com filhos adolescentes soltos na noite, também é um alívio. E pra descobrir exatamente qual o bar em que seus amigos estão reunidos, então, será moleza. Basta ter um celular com pacotes de dados e uma conta Google.

O Google Latitude, lançado com a versão 3.0 do Google Maps, permite ainda compartilhar localizações automaticamente com os contatos, ocultar a própria localização de determinadas pessoas e ainda dizer o que você está fazendo no lugar em que está. Por questões de privacidade, o serviço não disponibiliza seu itinerário, apenas a localização atual. A atualização acontece a cada 3 minutos em média.

O serviço, obviamente, tem um quê de perturbador. Já pensou o que pode acontecer se você esquecer de desativá-lo justo no dia em que pula a cerca com a secretária? E se as empresas exigirem o localizador sempre ativo pra não ter desculpa esfarrapada pros atrasos? Ou pior: e se um inimigo seu for assassinado e o Google colocar você na cena do crime no momento exato do homicídio? Parecem elucubrações de enredo de ficção científica, mas as possibilidades de enrascadas que o novo aplicativo pode criar são totalmente plausíveis.

Entretanto, segundo a empresa, não há motivo para pânico. O serviço só funciona se você ativá-lo (através da página WAP google.com/latitude) e quem se cadastrar tem controle total sobre a própria localização: pode ativar e desativar o localizador na hora que quiser, com apenas alguns cliques no celular. O perigoso banco de dados que o serviço gera, entretanto, não foi assunto de nenhuma nota oficial.

A cada produto que o Google lança, uma pergunta lateja na minha cabeça: aonde vamos parar? Vale salientar que a empresa, apesar de ser oficialmente do setor de internet, estuda há anos a viabilidade de prestar serviços em diversas áreas da tecnologia, desde a telefonia até a TV a cabo. Estando na vanguarda da integração de serviços, o Google mostra que se prepara para um mundo bem diferente do que vivemos hoje. Onde vamos parar, eu não sei. Mas no dia em que pararmos, vai constar a localização exata no Google Latitude. Disso tenho certeza.