Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
A final do Superbowl, o Brasileirão dos Estados Unidos, é o horário de publicidade mais caro do mundo. Estima-se que cada 30 segundos de comercial durante a partida final não saem por menos de 6 milhões de dólares. É um preço de mídia razoável (!) e justamente por isso agências e anunciantes costumam caprichar nas suas produções. Um verdadeiro deleite pra nós, que deliramos na criativamente apresentada no horário mais nobre do mundo. Abaixo, selecionei três filmes da enxurrada de 59 comerciais exibidos ontem. Esses, dos que vi até agora, foram os que mais gostei.
O Gmail, ferramenta de e-mail do Google, já disponibiliza o botão “Desfazer”, que “desenvia” e-mails recentemente enviados. Ou seja, se você enviou aquela mensagem cheia de desaforos ao seu chefe e em seguida lembrou que o aluguel vence amanhã, é só clicar em “Desfazer”.
O sistema habilita o cancelamento do e-mail até 5 segundos após você clicar em “Enviar”. Ou seja, é pouco tempo para pensar direitinho se o conteúdo do e-mail não vai te prejudicar, mas é mais tempo do que você dispunha anteriormente.
Para ativar a novidade, lançada essa semana pelo Google, você precisa ir até o menu “Configurações” e procurar por “Cancelar envio”. Quando você envia uma mensagem, apaqrece no topo da página logo após o envio o botão “Desfazer”. Mas em cinco segundos, ele some. Portanto, pense rápido.
Segundo Jon Perlow, engenheiro do prometo, este novo serviço serve para quando você enviar um e-mail para uma aniversariante dizendo que vai faltar à sua festa surpresa. Piadas a parte, vai ser muito útil para os famosos e-mails que dizem “Veja as fotos em anexo” e não contêm nenhum anexo. Modéstia à parte, sou campeão em enviar esse tipo de e-mail.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.