O projeto Le tour du monde en quatre-vingts secondes (“A volta ao mundo em 80 segundos”) é uma dessas idéias ‘zecacamargueanas’: o fotógrafo francês Alex Profit caminhou mais de 32km a pé, por diferentes cidades do mundo, sempre registrando com uma câmera fotográfica as suas andanças; depois, reuniu tudo num vídeo de 80 segundos, que é uma grande caminhada por cidades como Cairo, Hong Kong, Londres e São Francisco.
Foram tiradas 640 fotografias a uma velocidade de 8 por segundo, em 8 semanas de viagens intensas. Zeca Camargo total! O projeto foi patrocinado pela Sony e o site da ação está hospedado dentro do site da marca. É o supra-sumo do advertainment: divertido pra quem assiste e mais ainda pra quem produziu. Vejam o vídeo abaixo.
Alex Profit: “Le tour du monde en quatre-vingts secondes”:
Mais uma edição do projeto “Nalva faz minha cabeça” sai às ruas. Dessa vez, com a escritora potiguar Civone Medeiros e o fotógrafo Flávio Aquino. O projeto transforma clientes do Nalva Melo Café Salão em ícones pop através de uma ensaio fotográfico cuidadoso, criativo e cheio de ousadia.
Por ele já passaram a arquiteta Manu Albuqerque encarnando uma melindrosa e a empresária Larissa Borges transformada em Amy Winehouse. Agora, é a vez da musa das letras, a inquieta e transgressora Civone Medeiros, emprestar seu corpo para Janis Joplin. Veja uma amostra grátis do ensaio. Pra tudinho, incluindo making-of, é só ir no site de Nalva Melo Café Salão.
FICHA TÉCNICA
Personal Hair & Make-Up Stylist: Nalva Melo
Foto: Flávio Aquino
Modelo: Civone Medeiros
Apoio: Allan Talma & Vírginia
A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) está abrindo inscrições para uma turma de “Oficina Fotográfica”, destinada para aquelas pessoas que são apaixonadas por fotografia, mas não sabem as técnicas e regras corretas para captar uma boa imagem.
A Oficina de Fotografia da APHOTO vai ensinar passo a passo tudo que se deve saber para o domínio da técnica fotográfica, com inúmeros exemplos e ilustrações de alta qualidade. E o melhor: com qualquer câmera fotográfica você pode acompanhar as aulas, pois o curso é destinado justamente aos amantes amadores.
As aulas começam no próximo sábado, dia 9 de maio, no horário das 8 às 10 h da manhã. A Oficina de Fotografia tem duração de dois meses e vai abordar as técnicas de composição, enquadramento, resolução, armazenamento, flash, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas. As aulas serão monistradas por Alex Gurgel, conhecido fotógrafo potiguar.
Segundo ele, “Qualquer máquina fotográfica digital servirá para o aluno aprender a fotografar. Com a oficina, ele ficará apto a fotografar com qualquer câmera que chegue às suas mãos”.
Oficina de Fotografia
Duração: 02 meses
Dia: aula somente aos sábados
Horário: das 08h às 10h
Investimento: R$ 300,00 (ou 2x R$ 150,00)
Info e reservas: 3211-5436 / 8817-3359
Um apanhado da atual fotografia artística norte-riograndense. Essa é a proposta da mostra “Fotografia Contemporânea Potiguar – Imagens da Esquina do Brasil” que levará nove fotógrafos e 77 imagens da produção de potiguares ou de profissionais radicados no estado em exposição pelas cidades de São Paulo, Brasília e Rio.
Os paulistas serão os primeiros a conferir as imagens da esquina do continente. A mostra estréia na Caixa Cultural neste dia 30 de abril em São Paulo. Segundo o fotógrafo e curador da mostra, Ricardo Junqueira, o Coletivo Potiguar se formou a partir da troca de “informações e figurinhas” entre os fotógrafos e ele viu que os interesses em relação à fotografia eram muito parecidos. A coisa evoluiu para um projeto que tem como objetivo funcionar como ferramenta estratégica de registro e inserção do Rio Grande do Norte no cenário nacional e internacional da fotografia.
Ainda segundo Junqueira, não houve a preocupação de buscar uma linguagem comum entre os trabalhos. “A não ser pelo fato de todos serem pessoas que trabalham e vivem de fotografia e terem um olhar “diferente”, com uma preocupação que vai além do mero registro”, explica sobre a reunião dos fotógrafos e escolha das imagens.
A diversidade de visões, técnicas e formatos marcam a exposição, que vão do preto e branco à saturação de cores, das temáticas sociais de registro e de denúncia até o despretensioso “click” em família ou em jornadas de viagem, somadas com outras técnicas artísticas intervindo no resultado final das fotografias.
Idealizado por Ricardo Junqueira, o Coletivo Potiguar se destaca ainda pela diversidade “geográfica” dos fotógrafos. O próprio Junqueira é brasiliense, morando em Natal desde 1996, tendo trabalhado passagens por São Paulo e Itália. Jean Lopes é potiguar da cidade de Assu. Nuno Rama é da Paraíba. De São Paulo, José Frota e Pablo Pinheiro. Erik van der Weidje, da Holanda. Max Pereira e Hugo Macedo são natalenses e Karen Montenegro, de Alagoas.
A exposição já pode ser vista também na Internet em www.coletivopotiguar.blogspot.com. Em São Paulo, a exposição fica até o dia 14 de junho. Depois, segue para Brasília entre 30 de julho a 31 de agosto. A exposição termina no Rio de Janeiro, de 20 de outubro a 29 de novembro.
O fotográfo Ricardo Junqueira conversou, por email,com o Internetcidade e falou também sobre a expectativa da exposição e qual é a contribuição dos olhares da esquina do continente.
Celestino: Como podemos avaliar o atual momento da fotografia potiguar?
Junqueira: Acho que estamos nos descobrindo e percebendo que a qualidade independe da geografia.
Celestino: Ao seu ver, qual a grande contribuição dos olhares da esquina do continente?
Junqueira: Minha maior preocupação é mostrar que existe uma produção de qualidade e fazer o Rio Grande do Norte aparecer um pouco mais no cenário nacional. Afinal, nós temos paisagens maravilhosas, mas não é só isso. No paraíso turístico também tem profissionalismo.
Celestino: Na sua opinião, o que vem impulsionando a fotografia no Estado?
Junqueira: Os fotógrafos – e isso não se aplica somente aos Potiguares e aos que vivem no RN -, são quase sempre apaixonados pelo que fazem e certamente é o que impulsiona essa produção.
Celestino: A exposição passa ainda por Brasília e Rio. Qual a sua expectativa?
Junqueira: Esperamos o máximo de visitação, que [a exposição] possa crescer e contribuir para que mais pessoas conheçam o trabalho que nós fazemos. E outros possam se interessar por fotografia.
Paulo Celestino é jornalista dissonante e cognitivamente perdido entre São Paulo e Natal. Gosta de ver aviões passando, seja no poluído ar de São Paulo ou nas calçadas da praia de Ipanema. Ainda em Sampa, descobriu o samba e a feijuca (não era para ser no Rio?). Hoje, nas horas quase vagas, toca o blog Internetcidade entre as escritas para sobreviver.
Barack Obama discursa na chuva Universidade de Mary Washington. 27-set-08. (AP PHOTO/ALEX BRANDON)
O jornal americano Boston Globe mantém em seu site a coluna Big Picture, uma excelente brincadeira tocada pelo próprio responsável pelo boston.com, o webmaster Alan Taylor.
Todas as segundas, quartas e sextas, Taylor escolhe um tema diferente para explorar em fotografias de alta resolução coletadas nas mais diversas agências de notícia do mundo. Essas coletâneas têm a intenção de contar uma história fotográfica daquele tema.
Criança que trabalha num campo de mineração em Anzanakaro, Madagascar, descendo para procurar safiras. 14-set-2008. (ROBERTO SCHMIDT/AFP/Getty Images)
Pra quem gosta de foto, é um prato cheio. Tem violência, amor, drama: tudo isso em retratos impressionantes, que são uma verdadeira aula não só de fotografia, mas também de fotojornalismo.
Atleta mergulha de uma ponte em Visegard, Bósnia, na competição anual de mergulhos em altura. 12-jun-08. (REUTERS/Stringer)
A intenção é sempre mostrar o mesmo tema por diversos ângulos (literalmente!) e todas as fotografias têm legendas que dão àqueles fatos uma explicação, deixando as imagens ainda mais fortes e encantadoras.
Funeral de Mohsin Naqvi em Nova York. Paquistanês naturalizado americano, membro do exército dos EUA, foi atingido por uma bomba no Afeganistão. 22-set-08 (AP PHOTO/MIKE GROLL)
Duncan Zuur pratica wakeboard na Piazza San Marco em recente inundação de Veneza, Itália. 2-dez-08 (REUTERS/Handout/Euro-Newsroom. com/Joerg Mitter)
Todo o material publicado tem o crédito dos fotógrafos e a agência de onde vieram. E pode navegar sem medo: quando a foto é muito impactante (como a de um africano com uma faca na cabeça!) o site bloqueia a imagem, avisa que se trata de conteúdo forte e você só libera se quiser.
Um marine americano passeia pelas Ruínas de Hatra no Iraque. 20-jul-08. (Lance Cpl. Albert F. Hunt, U.S. Marine Corps.)
Temas como Rally Paris-Dakar, Faixa de Gaza e a temporada de Natal já foram leitmotiv do Big Picture. Que já está (são e) salvo nos meus favoritos.
No veraneio a gente vê cada coisa. A foto acima foi um flagra deste fim de semana. O dono do veículo que atende por Pintomóvel é ninguém menos que Alexandre Pinto, professor/celebridade, cabeça-de-chave do cursinho Química Aplicada (máquina de fazer dinheiro que jogou a pedagogia no lixo e resumiu a escola a uma lista de aprovados no vestibular).
Sem demonstrar remorsos, Pinto ainda posa para a foto. Prova de que ele realmente acredita que seu Pintomóvel é uma grande idéia. Tsc, tsc, tsc pra ele.
Em tempo: com a máquinade dinheiro funcionando a todo vapor, realmente não há por quê ficar triste.
Em homenagem ao famosíssimo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entra em vigor no Brasil hoje, segue foto tirada esta tarde em Pirangi, litoral sul de Natal.
Aos desavisados: o correto é queijo coalho, muito embora a forma queijo de coalho seja aceitável. Mas o mais legal da imagem é mesmo a tradução pro inglês após o erro em português.
Se eu fosse da agência de publicidade desse vendedor ambulante (!), acrescentaria mais uma coisinha na tradução para evitar más interpretações: cheese of coalho seria mais preciso, não acham?
Em tempo: o Acordo Ortográfico vai pegar? O espaço pra comentários está logo abaixo.
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