Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.

[CRÔNICA] DENE – DESENCONTRO NATALENSE DE ESCRITORES

Posted: fevereiro 25th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , , , , , , , , , , , | 34 Comments »

E a Funcarte (Fundação Confusa das Artes), órgão municipal irresponsável por fazer cultura em Natal, acaba de chegar a um entendimento sobre o antigo Encontro Natalense de Escritores, antigo Encontro Lusófono de Escritores, antigo “Não sabemos ainda qual será o novo nome, mas vai ser revolucionário”. O evento de literatura agora vai se chamar DENE – Desencontro Natalense de Escritores. Será o maior evento de literatura que nunca vai ocorrer em Natal.

Para as mesas do DENE já estão confirmados os nomes de Machado de Assis, Miguel de Cervantes e José de Alencar. Serão mesas brancas, claro. O Presidente da Funcarte dessa semana garantiu que o DENE vai ser um evento único. O da semana que vem já se adiantou dizendo que garante a mesma coisa.

Todos os escritores convidados para o DENE serão substituídos de última hora por apadrinhados do Presidente da Funcarte. E o melhor: saberão que foram preteridos através da imprensa e passarão por esse constrangimento público sem receber nenhum pedido de desculpas da Prefeitura. Segundo o presidente da Funcarte, essa prática tem por objetivo desqualificar o trabalho de escritores profissionais ao mesmo tempo em que prestigia artistas frustrados que se dedicaram mais ao puxa-saquismo do que ao trabalho sério. “Nossa política cultural sempre vai privilegiar quem faz parte da nossa panelinha”, afirmou, “Nós somos um órgão público, que dá oportunidades iguais a todos os artistas, contanto que eles estejam filiados ao partido da situação”.

DEBATES DA GENTE
Os debates terão temas modernos, em consonância com o que é discutido nos maiores eventos de literatura do mundo. Na mesa “Decoração natalina de Natal: uma redundância?”, grandes nomes da literatura de gosto duvidoso discutirão o que os responsáveis pela decoração do “Natal em Natal” fumaram pra achar aquilo bonito. Segundo o Presidente da Funcarte, esta mesa será tão revolucionária e inovadora que as pessoas não vão entender nada – mas a Prefeita vai dar uma entrevista dizendo que aquilo tudo é mágico-lúdico-fantástico e então a cidade toda vai concordar com ela.

Outra mesa que promete gerar uma discussão saudável e edificante é “Usando a retórica para jogar a culpa no seu antecessor”. A própria Prefeita será uma das debatedoras e falará sobre sua experiência em culpar a gestão anterior por todos os problemas da cidade. A mediação deste debate ficará ao cargo de um assessor baba-ovo, que concordará com tudo que a Prefeita disser enquanto segura sua bolsa e não deixa ninguém chegar perto dela. A organização do DENE promete ainda servir um bolo de fubá pra Prefeita e expulsar do recinto quem tentar fotografá-la no momento em que ela come a guloseima.

Na seara da literatura sustentável, teremos debates bem interessantes também. Dias Gomes, autor da novela global “O espigão”, vai compor a mesa “Toma que o espigão é teu”. Na ocasião, ele defenderá a tese de que a novela dos espigões de Ponta Negra é dele. Como ninguém quer tomar pra si a autoria dessa novela, os organizadores crêem que não haverá grandes polêmicas. Mas o Ministério Público já avisou: vai fazer uma reunião com Dias Gomes e depois, magicamente, ele voltará atrás em todas as decisões que tomou. Jogando a culpa no antecessor, claro. Outras mesas da parte verde do evento que merecem destaque são: “Meu pé de algaroba no Midway”; “As escutas telefônicas mais incríveis da Operação Impacto”; e “Plano diretor: quem te viu, quem PV”.

OFICINAS DA GENTE

Mas nem só de debates viverá o DENE. Na oficina “Venda seu blog: pergunte-me como”, uma blogueira inescrupulosa e medonha ensinará como enriquecer às custas de inverdades sem se corroer de remorso. Os presentes aprenderão, por exemplo, como formatar uma tabela de preços para a própria opinião. A blogueira adiantou, em coletiva, um pouco do conteúdo da oficina. “Manipular a verdade dá trabalho: tem que buscar argumentos falsos, escrever de forma dúbia e ainda posar de imparcial: tudo isso gera um custo que deve ser repassado a quem está te prostituindo”, afirmou ela. Durante a oficina, a blogueira promete emitir várias opiniões favoráveis ao grupo político da situação. Isto se ela não receber uma contraproposta da oposição até lá.

Os professores da rede de ensino municipal serão os responsáveis pela oficina “Plano de Cargos e Salários: promessa é dúvida”, na qual mostrarão passo a passo o que você deve fazer para ser ludibriado por propostas de campanha que nunca serão cumpridas. Esta oficina promete atrasar todo o cronograma do evento porque minutos antes de começar os professores entrarão em greve. Mas a Prefeita garantiu que vai receber todos para uma conversa franca assim que sua popularidade cair pelo fato de nossas crianças estarem sem aulas.

Outros destaques são as oficinas “Via Livre, mas nem tanto”, “Inaugurando postos de saúde sem médicos”, “Como trocar seu apoio político pelo silêncio da imprensa” e a grande sensação do evento: “Diga repetidas vezes ‘Eu sou mãe, eu sou mulher’ sem ser taxada de preconceituosa”.

BAIXARIAS DA GENTE
Claro que Câmara Cascudo não poderia ficar de fora. Para homenagear nosso maior intelectual, a organização apresentará algo totalmente inédito: um natalense que leu um livro de Câmara Cascudo! Sim, existe! E o presidente da Funcarte garantiu que o rapaz não freqüenta o Beco da Lama, não dá aulas na universidade e nem é herdeiro do folclorista, fato que torna a descoberta realmente única.

O DENE ainda promete grandes debates que descambarão pra baixaria sem, no entanto, ter seus responsáveis advertidos pelos superiores. O próprio presidente da Funcarte se encarregará de pôr a culpa pelo atraso do evento em ex-funcionários que pediram exoneração porque a Prefeitura não ofereceu condições para que seus trabalhos fossem realizados. “É de suma importância que a gente continue mentindo para o povo, sem jamais assumir a própria inoperância”, afirmou, para em seguida sair cagando e andando.

Anote aí: o DENE ocorrerá em algum dia dos meses de março, abril, maio ou junho, talvez julho, quem sabe agosto, pode ser até em setembro, provavelmente em outubro, no máximo em novembro, se bem que dezembro…


[ARTIGO] AS CONFUSÕES DO ENE, ELE, SEI LÁ

Posted: fevereiro 22nd, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , , , , , , , , , , | 2 Comments »

A respeitada atriz, diretora e dramaturga Cláudia Magalhães, com a qual gozo de relação amistosa e simpatia mútua, escreve abaixo os motivos que a fizeram pedir exoneração do cargo de Coordenadora do Núcleo de Documentação (Chefe da Biblioteca Pública Esmeraldo Siqueira) da FUNCARTE. Não é segredo pra ninguém que a FUNCARTE, na gestão da Borboleta, virou uma bagunça das grandes. Na carta aberta abaixo, enviada aos artistas e à imprensa, Cláudia Magalhães deixa bem claros seus motivos para sair desse mar de incompetência que é a atual Prefeitura de Natal. Republico aqui a carta por dois motivos: 1) Pelo que tem de contundente, expondo através dos olhos de quem estava lá dentro como as coisas realmente acontecem na gestão cultural de Micarla de Sousa; 2) Pelo respeito e pela simpatia que tenho por Claudia Magalhães, que sempre se mostrou profissional e estimulada quando se tratava de fazer um bom trabalho cultural. Segue a carta.

Carta aberta

Por Cláudia Magalhães

Na qualidade de Coordenadora do Núcleo de Documentação (Chefe da Biblioteca Pública Esmeraldo Siqueira), cargo que ocupei de janeiro de 2009 a janeiro de 2010 (quando fui exonerada a pedido), comunico a todos os citados acima que não faço mais parte da coordenação geral do ENE (Encontro Natalense de Escritores), atual, ELE (Encontro Lusófono de Escritores). Esta carta se faz necessária para esclarecer alguns pontos que dizem respeito ao meu relacionamento com o mundo cultural local e a sociedade em geral, aos quais devo prestar contas enquanto ocupante que era de um cargo público.

1- Por convite do então presidente da FUNCARTE, César Revoredo, aceitei a coordenação geral do então ENE. Portanto, auxiliada por um conselho formado por: Carlos Fialho, Petit das Virgens, Margot Ferreira, Lívio Oliveira e Isabel Vieira, foram enviados convites via e-mail (oficial da FUNCARTE, em nome do presidente César Revoredo, com cópia para o meu e-mail) para: José Eduardo Agualusa, Paulo Lins, Marçal Aquino, Arthur Dapieve, Xico Sá, Ziraldo, Pedro Bandeira, Marcelino Freire, Cassiano Elek Machado, Joca Reiners, Mário Bortolloto, Eduardo Bueno, Shiko, Fernando Bonassi, Milena Azevedo, Chico César, Tárick de Sousa, Edney Silvestre, Antônio Cícero, Tarcísio Gurgel, Gabriel O Pensador, Tácito Costa, Clotilde Tavares, Carlos Magno, Nivaldete Ferreira, Isabel Vieira, Túlio Andrade, Danilo Guanais, Buca Dantas, Abimael, Nei Leandro de Castro, Lívio Oliveira, Sérgio Vilar, Diogo Guanabara e Macaxeira Jazz, Agregados Família do Rap, Cordel do Fogo Encantado. Além do contato com diversos artistas plásticos, poetas e jornalistas que contribuiriam para o ENE.

2- Depois de meses de trabalho, com planilha total feita, convites prontos e confirmados com a garantia do então presidente César Revoredo, a prefeita Micarla de Sousa até então não tinha posição nenhuma sobre um possível cancelamento ou adiamento do ENE, o encontro literário estava confirmado para os dias 26, 27 e 28 de novembro de 2009. Contudo faltando poucos dias para o início do ENE, César Revoredo pede exoneração da FUNCARTE e o vice Rodrigues Neto assume.

3- Dias antes, fui chamada para uma reunião na qual César Revoredo, na presença do então vice presidente, Rodrigues Neto e do Chefe de atividades culturais, Josenilton Tavares, me comunica que não teríamos mais o ENE, e sim, o ELE e que este seria realizado em março de 2010. Confirmou o meu nome na coordenação geral do mesmo, onde manteríamos a participação de todos os que foram convidados para o antigo ENE. Desta feita, comuniquei – via telefone – aos escritores convidados a mudança do nome e da data. Além de pesquisar possíveis escritores internacionais para o ELE.

4- Contudo, após assumir a presidência da FUNCARTE, Rodrigues Neto não me procurou para confirmar ou retirar o meu nome da coordenação geral do ELE. Semanas depois, comunico ao vice presidente Gustavo Wanderley a minha decisão de sair da coordenação do ELE, mas de permanecer na função de chefe da Biblioteca Pública Municipal Esmeraldo Siqueira, visto que várias atividades por mim desenvolvidas na gestão de César Revoredo estavam em andamento ou com editais publicados, o que detalharei nos próximos tópicos.

5- Semanas depois, diante do silêncio apresentado, posto que o presidente Rodrigues Neto não teve nenhuma conversa oficial sobre o ELE e nem sobre outros assuntos do meu núcleo e também observando pela imprensa a conduta e a atuação da presidência, tomei a decisão de pedir exoneração em janeiro de 2010.

6- Uma vez tendo pedido exoneração surpreendi-me com contatos de escritores locais e nacionais, artistas e jornalistas me perguntando sobre o ELE. Percebi, então, que a presidência não comunicou a ninguém que eu não apenas não era mais a coordenadora do Núcleo de Documentação como também não estava mais na coordenação do ELE, antigo ENE.

7- Artistas e produtores culturais envolvidos em projetos que iniciei me procuram por e-mail e por telefone para saber detalhes dos mesmos. Projetos como o CONCURSO DE REDAÇÃO -“O que é ser um cabra das Rocas”, CONCURSO DE FOTOGRAFIA ESCRITORES POTIGUARES com o tema “Escritores potiguares vivos” foram negligenciados, e pior, não houve comunicação aos artistas envolvidos. No dia da Poesia, o qual fui coordenadora geral, O então presidente César Revoredo com a presença da prefeita Micarla de Sousa, comunicou a todos os presentes não somente a continuação dos CONCURSOS CÂMARA CASCUDO E OTHONIEL MENEZES, mas também, além da premiação em dinheiro, a publicação dos livros dos vencedores. Infelizmente, estes dois concursos também foram negligenciados.

8- Na gestão de César Revoredo o meu núcleo ficou responsável pela nova revista cultural da FUNCARTE, A “Ginga”. Ao longo de meses de trabalho, a revista, por meio do editor contratado, Sérgio Vilar com a sua equipe de jornalistas produziu 100% da revista que estava pronta para ir pra gráfica. Com a mudança da presidência a revista teve o lançamento adiado para março de 2010, eu soube disso através do editor Sérgio Vilar, pois nada me foi comunicado oficialmente.

9- Diante disso, por respeito a todos os que estavam envolvidos nesses projetos, aos artistas e amigos, torno todos estes fatos públicos, de maneira a evitar dúvidas, mal entendidos e conversas de bares e corredores que tanto empobrecem e aviltam a cultura natalense. Saio da FUNCARTE com a sensação do dever cumprido, com coragem de me olhar no espelho todos os dias e com o respeito do mundo artistico e cultural, bem mais precioso que consegui nestes meses de FUNCARTE.

Cláudia Magalhães

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Após a publicação desta carta aberta, o atual presidente da FUNCARTE, o desacreditado Rodrigues Neto, deu declarações em que negava a versão de Claudia Magalhães. A coisa começa a pegar fogo a partir daqui, com a réplica de Claudia às acusações do presidente da FUNCARTE.

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Resposta de Claudia Magalhães às declarações de Rodrigues Neto

(extraído do blog de Sergio Vilar)

Resposta da dramaturga e atriz Cláudia Magalhães às declarações do presidente da Funcarte, Rodrigues Neto, ao Novo Jornal:

1- Rodrigues disse quanto ao ENE, atual ELE: “se houve negligência, a culpa foi da própria Cláudia Magalhães”. Ora, se eu era a coordenadora geral do evento, acredito que eu era a principal interessada em que o mesmo acontecesse e que fosse um sucesso. Ademais, como coordenadora, não tinha o poder para liberar dinheiro, fazer empenho ou poder político algum, quem os tinham ou têm são justamente, o presidente da FUNCARTE, Rodrigues Neto e a Prefeita, Micarla de Sousa.

2- Rodrigues Neto afirmou que “ao assumir a presidência do órgão, dei carta branca para Cláudia Magalhães seguir no projeto do ELE”. Se eu tivesse “carta branca” o ENE teria acontecido em novembro de 2009, não teriam nem tempo para mudar de letra!

3- “Rodrigues Neto confirmou o ELE para os dias 29, 30 de abril e 1 de maio no Teatro Alberto Maranhão”, contudo a classe artística não sabe disso e a divulgação fraca atesta a falta de comunicação entre a FUNCARTE e os artistas. Quais os nomes dos escritores locais já convidados? Serão mantidos os nomes já confirmados para o evento ou eles também serão negligenciados pela FUNCARTE? Houve algum conselho pra a escolha dos nomes? O conselho anterior (Carlos Fialho, Petit das Virgens, Margot Ferreira, Lívio Oliveira e Isabel Vieira) também foi negligenciado pela presidência da FUNCARTE?

4- Rodrigues diz que “Cláudia passou quase dois meses sem aparecer na capitania”. Ora, se foi assim por que não fui exonerada logo no primeiro mês de ausência? No fim das contas, eu pedi exoneração, assim como outros que não concordaram com a nova política da FUNCARTE. Mas a frase de Rodrigues é reveladora. Então ele aceitaria ou aceita na sua equipe pessoas que ficam dois meses sem aparecer? Interessante sabermos disso.

5- Rodrigues disse que tentou entrar em contato comigo. Ridículo. Meu e-mail e telefone estão na agenda do gabinete da FUNCARTE e na SEPLAN. Além disso, todo o mundo artístico cultural tem os meus contatos, inclusive o próprio presidente da FUNCARTE. Afinal, Rodrigues telefonou do número da presidência para o meu celular na noite de 16 de novembro de 2009 para pedir o telefone do meu marido, o jornalista Cefas carvalho. A conversa dos dois está registrada no blog de Cefas (www.cefascarvalhojornalista.blogspot.com) em postagem no dia 17 de novembro de 2009. Para completar eu e Rodrigues fazemos parte da comunidade social da internet, o orkut, também um excelente maio de comunicação. Como muitas pessoas da sua equipe pode testemunhar, passei tardes inteiras em seu gabinete na esperança de ser atendida.

6- Rodrigues disse: “Ela sequer enviou e-mails para os escritores” Fiz bem melhor que isso, telefonei para os escritores informando a mudança do nome e da data e a confirmação de seus nomes no novo evento. Ficou acertado em reunião que eu não passaria e-mails e sim telefonaria para os escritores. Nesta reunião, além de mim e de Rodrigues Neto, estavam presentes o então presidente da FUNCARTE e já demissionário, César Revoredo, o chefe do departamento de atividades culturais, Josenilton Tavares, e o então assessor de comunicação, Dionísio Outeda.

7- Com relação aos concursos Câmara Cascudo e Othoniel Menezes, Rodrigues disse que “os editais dos concursos estão prontos e no início de março vamos convocar uma coletiva para divulgar as datas dos editais”. Os editais já estavam prontos desde setembro de 2009 e deveriam ter sido lançados em outubro/novembro do mesmo ano para que em março de 2010, no Dia da Poesia, fossem divulgados os vencedores, como foi prometido pelo então presidente César Revoredo, e pela prefeita Micarla de Sousa. Coletiva para divulgar os editais? Ridículo. Não há nenhum mérito nisso, esses concursos já são realizados há mais de vinte anos e com grande sucesso! Aliás, os concursos poderiam ser viabilizados com uma pequena fração dos recursos gastos no duvidoso Natal em Natal.

8- Sobre a revista GINGA, Rodrigues Neto não deu previsão. “Só vou lançar, quando tiver dinheiro para pagar e mantê-la”. Bem, as palavras de Rodrigues Neto atestam quase tudo que eu escrevi na carta e revelam a triste realidade da política cultural natalense!

Claudia Magalhães

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Amanhã, aqui no PLOG, escrevo texto comentando toda esta situação. Aguardem.