[NO PLAY]
DEATH CAB FOR CUTIE: INDIE ROCK COM GOSTO DE MAINSTREAM

1 abril 2009 § 1 comentário

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Lembro que há alguns anos, antes da crise da indústria fonográfica, eu disse que não viveria para ver bandas independentes tocando no rádio. O fato é que, contra todas as expectativas geradas pelo meu estilo de vida – digamos – extremo, eu sobrevivi. Também é fato que o indie rock mudou nos últimos anos. Se tornou bem mais acessível e quase nada experimental. Muito embora mantenha sua principal característica: concentrar o melhor da produção musical atual.

death02É neste grupo seleto de artistas independentes que se enquadra a banda Death Cab for Cutie. Criada inicialmente como um projeto solo do estadunidense Ben Gibbard, em 1997, evoluiu para banda no ano 2000. De lá pra cá, os caras já lançaram diversos EPs e o que está tocando nesse momento em meus ouvidos é o mais recente, “The open door”.

A sonoridade da banda é aquela mistura de melancolia e felicidade que poucas bandas conseguem alcançar. São apenas cinco faixas, mas vale muito mais a pena que a maioria dos CDs de 15 faixas lançados ultimamente. O destaque vai para Talking bird, uma balada suave de voz e violão na qual a liberdade é o tema principal. “The longer you think, the less you know what to do”, canta o vocalista, para logo depois finzalizar com um recado: “It’s all here for you as long as you don’t fly away”. Pra quem se interessou, é só visitar a página do Death Cab for Cutie no Myspace pra conhecer melhor os caras.

Dica de @ivanneto no Twitter.

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[NO GIBI]
WATCHMEN EDIÇÃO DEFINITIVA

6 março 2009 § Nenhum comentário ainda

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Chegou, chegou, chegou! A edição definitiva de uma das HQs mais aclamadas do mundo, lançada hoje pela Panini Books, chegou às minhas mãos. Comprei há algumas semanas, em pré-venda. Chegou, chegou, chegou!

Todo mundo que curte quadrinhos de alguma forma já passou por “Watchmen”. Quer seja pelos comentários que ouve a respeito, quer seja pelas influências que esta história mirabolante da década de 80 deixou aos seus herdeiros, quer seja pelas páginas do próprio. A questão é: “Watchmen” é uma obra fundamental pra quem curte gibi.

Com a euforia (totalmente justificada) causada pela estréia mundial do filme, que é hoje!, a Panini lançou essa pérola. Lembro que vivia ouvindo coisas sobre “Watchmen”, mas só mesmo há uns dois anos foi que tomei vergonha na cara e resolvi ler. Por incentivo de Carlos Fialho que, numa dessas bienais que a gente foi por causa do Jovens Escribas, me disse que eu tinha que ler. Mas disse com tanta convicção, que resolvi levar a sério.

Arranjei o dito-cujo, li todinho, delirei e fiquei esperando pacientemente o lançamento do filme. Eu sabia que pertinho disso sairia uma versão completa da saga. Chegou, chegou, chegou!

O livro tem 460 páginas, numa edição luxuosa, com capa dura e impressão impecável. Além da história completa, que compila todos os números da série de Alan Moore que foi publicada entre setembro de 1986 e agosto de 1987, a edição traz alguns extras imperdíveis para os fãs: estudos da criação dos personagens, trechos do roteiro, posfácios do roteirista Alan Moore e do desenhista Dave Gibbons, além de desenhos extras usados em campanhas beneficentes, testes de aprovação da DC Comics etc.

A história em si, devido a quantidade de posts que já pipocaram pela net, você já deve saber. Vou tentar não tomar seu tempo: o grupo de super-heróis Minutemen está aposentado e um assassino misterioso passa a aniquila-los. Claro, isso é a ponta do iceberg. Alan Moore imaginou um mundo em que os super-heróis realmente existem e em cima dessa premissa criou situações que mudaram pra sempre o mundo dos quadrinhos.

Como um bom nerd que sou (sim, eu admito, sou!), vou reler o volume inteiro antes de entrar no cinema para ver a adaptação. Isso porque serei, com certeza, aquele chato que fica comentando de soslaio que “isso está acontecendo por causa disso, sabia?”. Ah, se vou!

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[NO PLAY]
ROCK’N'ROLL: SE DEPENDER DA BANDA ESCOCESA THE FRATELLIS ELE AINDA VIVE

12 janeiro 2009 § 1 comentário

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Tá a fim de um rockzinho honesto, daqueles que dá pra ouvir no talo indo pra balada ou baixinho assim que acorda? Seus problemas acabaram. Com vocês, The Fratellis, banda de rock escocesa que caiu nas minhas graças depois da audição de seu terceiro CD, “Here we stand”. Nos tempos pré-mp3 já se dizia: um CD que tem mais de quatro músicas boas já vale a pena. Pasmem: “Here we stand” tem doze faixas, com no mínimo dez muito boas.

Formado em Glasgow na Escócia em 2005, The Fratellis acumulou sucessos no Reino Unido. Pra vocês terem idéia, em 2006 os caras ficaram três semanas como o segundo álbum mais vendido na Inglaterra com seu CD de estréia, “Costello Music”. Abocanharam no mesmo ano o Brit Awards na categoria banda revelação.

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O som da banda tem muito de brit pop, com momentos que lembram o Oasis. Mas lembram também coisas bem diversas dos ingleses: Manic Street Preachers e Kaiser Chiefs, seus contemporâneos, são influências certas. Tentando reinventar-se a cada faixa, os caras misturam tudo e fazem um rock dos bons, com sotaque europeu e flertes com outros tipos de música, do folk ao punk.

“Here we stand” foi lançado em meados de 2008 e tem no hit “Mistress Mabel” seu carro-chefe. Se eu fosse você, ia correndo atrás. The Fratellis tem lugar garantido no meu mp3 nesse verão.

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