Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Há uma inquietação no ar. Aquela coceira que não nos deixa ficar parados e é isso que move as ações do Festival Dosol ano após ano. Para a sétima edição do evento que vai ser realizada entre os dias 05 e 10 de novembro em três locais diferentes (Rua Chile, Casa da Ribeira e Pium) resolvemos radicalizar. A ideia é não deixar nossa casa, rua, bairro ou população sem arte. Com música já conseguimos atingir parte dos nossos objetivos, mas não é suficiente. Por isso estamos lançando uma ação que vai envolver artistas plásticos da cidade denominada Intervenções Urbanas.
O pontapé inicial das atividades do Festival Dosol 2010 acontecerá terça, dia 07 de setembro, nada mais apropriado do que comemorar a independência do Brasil com arte livre. Nesse dia estaremos reunindo os artistas plásticos Maurício Fontinele e o combo cultural Coletivo Noize para começar a repaginar nossa rua (a Rua Chile) e nossa casa (o Centro Cultural Dosol). Além de intervenções artísticas no nosso próprio espaço, o Centro Cultural Dosol ainda estará aberto ao público com um bazar de cds e dvds e um ambiente para venda e troca de instrumentos musicais.
Junto das ações de artes plásticas ainda estaremos com o palco armado para receber jam sessions, shows e outras expressões sonoras que forem sendo propostas e discotecagem rock. Toda a programação é gratuita e vai acontecer entre 14h e 22h.
As ações do Festival Dosol 2010 são patrocinadas pela Oi e Petrobrás com apoio do Oi Futuro através da Lei Estadual Camara Cascudo e Lei Rouanet.
SERVIÇO
Festival Dosol: Intervenções Urbanas
Onde? Centro Cultural Dosol
Quando? Terça, 07 de setembro, das 14h às 22h
Atrações? Intervenções de Artes Plásticas, bazar, shows e discotecagem
Entrada? Gratuita
A Revista Eletrônica Catorze e o Núcleo de Jovens Artistas promovem na quarta-feira, 8 de setembro, um debate sobre políticas culturais com os candidatos ao governo do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo (PDT), Rosalba Ciarlini (DEM) e Iberê Ferreira de Souza (PSB). Denominado “Cultura em Debate”, a proposta já conseguiu adesão de diversas organizações envolvidas em cultura no Rio Grande do Norte como o Cineclube Natal, Rede Potiguar de Música, Jovens Escribas e Grupo Local .
O objetivo do debate é de estabelecer uma ponte entre jornalistas, artistas, produtores culturais e políticos como forma de guiar as políticas públicas para a área. Segundo o jornalista e editor da Revista Eletrônica Catorze, Beto Leite, a participação dos candidatos é indispensável para que os setores da cultura do RN conheçam o debate. “As principais correntes artísticas do Rio Grande do Norte foram convidadas e estarão presentes no evento”, garante.
O debate será dividido em três blocos e compreenderá perguntas de artistas, jornalistas e produtores culturais selecionados pela produção do evento, além de questionamentos da própria platéia. Além disso, os três candidatos terão espaço para apresentar suas diretrizes de governo para a área de cultura a todos os artistas, produtores e jornalistas presentes. “A idéia é que seja um espaço democrático, sem distinção de partidos, entre os candidatos participantes”, ressalta Beto Leite.
Para a jornalista e atriz Ramilla Souza, membro do Núcleo de Jovens Artistas, a iniciativa é inédita na cidade e é importante para definir as políticas que vão reger a cultura do Rio Grande do Norte nos próximos quatro anos. “O debate com artistas e pessoas do meio serve para que a política se aproxime cada vez mais dos elementos que fazem parte da democracia”.
Revista Catorze:
Publicação eletrônica destinada ao jornalismo cultural fundada em setembro de 2009. Já cobriu eventos como o Festival DoSol, o Mada, a Feira Literária da Praia de Pipa e o Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Norte. Destaca-se pelo seu pioneirismo, pela sua linguagem jovem e pelo apoio que dá aos autores de quadrinhos no RN.
Núcleo de Jovens Artistas:
É um fórum de discussão sobre políticas públicas culturais e qualificação artística formado por atores, músicos e artistas plásticos entre 16 e 25 anos. O grupo se destaca por ações pontuais como a promoção de leituras dramáticas e oficinas de teatro e performance na cidade.
Informações:
Beto Leite – Editor da Revista Catorze: 91876345
Ramilla Souza – Núcleo de Jovens Artistas: 99181634
A caneta Bic Cristal é a esferográfica mais vendida do mundo, certo? Não na Alemanha. E foi lá que uma agência chamada Jung Von Matt recebeu o desafio de reverter esse quadro. Como tornar a Bic mais conhecida na Alemanha usando uma verba irrisória? Pra quem acha que só dá pra ser criativo quando temos verbas milionárias, a ação criada pela Jung Von Matt é um tapa na cara.
A ação Bic Prank consiste em espalhar vídeos no Youtube com celebridades dando autógrafos com uma Bic. Ao contrário das Havainas, porém, elas não estavam recebendo um cachê milionário.
- A premissa: as celebridades assinam qualquer coisa, basta oferecer um papel e uma caneta.
- A idéia: pedir um autógrafo para celebridades em um papel onde há algo muito absurdo escrito (tipo, contrato de casamento, venda de casa por 1 dólar, etc).
- A estratégia: filmar com câmera digital (dessas que você tem em casa) e espalhar no Youtube.
- O conceito: com Bic você assina qualquer coisa.
Acredite: teve até um cara que casou com a atriz alemã Eva Habbermann!
Tom Cruise:
Eva Habbermann:
Genial, barato e eficiente. O supra-sumo da criatividade. Para mais vídeos, clique aqui.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.