Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Vender suco de laranja natural, engarrafado, geladinho, pra matar aquela sede que o calor dá, é bem fácil no Brasil, né? O clima já garante 50% de aceitação do público. Mas, pra vender esse mesmo produto no Canadá, onde o inverno pode alcançar -30ºC (isso, menos trinta graus Celsius), a coisa muda de figura.
É aí que entra a criatividade elevada ao extremo da agência BBDO de Toronto. A equipe de criativos criou uma estratégia ousada e inovadora para vender os sucos Tropicana: levar o sol (sim, o sol!) para um território do Canadá que fica meses mergulhado na noite.
O território em questão é Inuvik, ao nordeste do país, região p´roxima ao Ártico que emerge em noites que duram meses no inverno. O vídeo da ação você vê abaixo. E é extraordinário!
Tropicana: “Artic sun”
E aí, o que sua marca leva de extraordinário ao seu público?
O site Jornalistas da Web (JW) completou no último domingo (28/2) dez anos de existência. Criado pelo jornalista e empreendedor Mario Lima Cavalcanti, o site nasceu no dia 28 de fevereiro de 2000, em conjunto com a lista de discussão homônima, com o objetivo de cobrir e debater o cenário de jornalismo digital e de novas mídias.
- Na época, fiz uma pesquisa informal com alguns jornalistas e muitos acharam que um site com foco no jornalismo digital seria segmentado demais. Diziam que eu deveria abordar outras áreas, como televisão, rádio e jornal, assuntos que todos os sites de comunicação já faziam naquele tempo. Mas a decisão de apostar nesse segmento estava bem fundamentada, ligada à proposta de difundir a prática do jornalismo digital – conta Mario Cavalcanti.
Como parte das comemorações, o JW lançou um e-book que conta a história do veículo e traz textos de jornalistas e pesquisadores do meio online que testemunharam a trajetória da publicação. Uma linha do tempo mostrando acontecimentos importantes do meio nos últimos dez anos também figura no material.
- Tivemos a ideia de criar um documento que pudesse mostrar um pouco do trabalho que foi feito nestes dez anos. Decidi convidar alguns profissionais da área que admiro para contarem o que o JW representa para eles. A linha do tempo também é sensacional, faz a gente perceber a evolução do campo e também mudanças de paradigmas. Quanto ao formato, optamos pelo PDF porque ele pode ser lido no computador, no celular, nos e-readers, além de poder ser impresso e facilmente compartilhado online – explica Cavalcanti.
O e-book comemorativo de dez anos do Jornalistas da Web pode ser baixado gratuitamente aqui.
Meu comentário:
O JW tem sido uma ferramenta sensacional para eu me informar sobre o mundo do jornalismo. A lista de discussão é uma das poucas que participo que realmente é ativa, provoca discussões interessantes e gera boas oportunidades profissionais. Indico para todos os jornalistas que querem ter uma visão mais ampla da própria profissão, mantendo contato com outros jornalistas de todo o Brasil.
Está em dúvida com que roupa vai pra balada hoje? Acesse o Lookbook, site que tem uma das propostas mais divertidas que já vi na web. Funciona assim: cada usuário tem um perfil onde são postadas fotos de seus visuais. Todos, obviamente, antenados no mundo fashion.
A experiência de navegar pelo Loobook se torna ainda mais interessante pelos mecanismos de busca que o site disponibiliza. Dá pra procurar visuais por sexo, por cor, por acessórios, por peças. Então, por exemplo, você tem uma calça rosa-choque e uma blusa verde-limão e não sabe se combina com um chapéu Panamá roxo? Vai lá e busque. O Lookbook mostra como outras pessoas combinaram essas pessoas e chegaram a resultados bacanas.
O que mais achei interessante é o fato de ter um grande acervo de looks masculinos. Grande mesmo. Dos mais ousados (saia de bolinha acima do joelho com blusa de gola rolê drapeada!) até os mais, digamos, comuns (blazer e jeans, camiseta com bermuda, etc). Cada peça que compõe é assinalada com um número que remete à legenda, onde temos informações como nome da roupa, marca, preço, etc.
Mas se você está pensando em fazer seu perfil e passar a compartilhar suas criações feéricas por aí, calma. O Lookbook é uma comunidade apenas para convidados. Talvez pra não correr o risco de virar o festival de bizarrices que o Orkut virou, né?
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.