Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
O Grupo Estação de Teatro retorna com sua elogiada peça “Em cada canto um conto, em única apresentação, na Casa da Ribeira, este domingo, 7 de fevereiro. A peça encena contos famosos da literatura infantil, misturando música, teatro e brincadeiras. Informações e reservas pelo fone 3211-7710.
Abaixo, uma pequena amostra do espetáculo. Uma espécie de trailler produzido pelo grupo.
Mais uma edição do projeto “Nalva faz minha cabeça” sai às ruas. Dessa vez, com a escritora potiguar Civone Medeiros e o fotógrafo Flávio Aquino. O projeto transforma clientes do Nalva Melo Café Salão em ícones pop através de uma ensaio fotográfico cuidadoso, criativo e cheio de ousadia.
Por ele já passaram a arquiteta Manu Albuqerque encarnando uma melindrosa e a empresária Larissa Borges transformada em Amy Winehouse. Agora, é a vez da musa das letras, a inquieta e transgressora Civone Medeiros, emprestar seu corpo para Janis Joplin. Veja uma amostra grátis do ensaio. Pra tudinho, incluindo making-of, é só ir no site de Nalva Melo Café Salão.
FICHA TÉCNICA
Personal Hair & Make-Up Stylist: Nalva Melo
Foto: Flávio Aquino
Modelo: Civone Medeiros
Apoio: Allan Talma & Vírginia
Hoje é o Dia do Publicitário! E não sei se vocês sabem, mas sou publicitário. Sei que a profissão sofre críticas, é responsabilizada por incentivar o consumismo, e nós profissionais somos muitas vezes taxados de egocêntricos, malucos, fúteis. Enfim, eu sei de todas essas coisas, mas ainda assim tenho um orgulho danado de ser publicitário.
Porque trabalho com criatividade, porque posso ser inquieto, porque nossas criações podem ser entretenimento, informação, conscientização, prevenção, discussão de idéias. Enfim, porque meu trabalho vai muito além de “12 vezes sem juros no cartão”. Poucas profissões podem se orgulhar de ser autorregulamentadas, de ter um código de ética que funciona na prática, de ter derrubado tabus, de permitir que seus profissionais trabalhem de bermuda.
E porque hoje é Dia do Publicitário, deixo vocês com uma seleção de filmes matadores. Uma pequena amostra de como a publicidade pode chegar bem perto, bem pertinho mesmo, da arte. Mesmo sendo uma profissão como outra qualquer.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.