Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.

[AGENDA] BAILE BARULHINHO BOM NA RIBEIRA

Posted: janeiro 18th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: MICROSCÓPIO | Tags: , , , , , , , | No Comments »

E a casa de idéias Centro Cultural DoSol não pára de trazer boas notícias pros amantes da diversão. DJ Dolores (PE),  Mundo Livre S.A. (PE), Dusouto, Orquestra Boca Seca, Camila Masiso e Dj Magão são as bandas do Baile BArulinho Bom Especial Pré-carnaval. Vai ser dia 05 de fevereiro na Rua Chile, com palcos armados no Centro Cultural Dosol e no Armazém Hall (nos mesmos moldes do Festival Dosol).

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A novidade desse ano é que a festa é à fantasia (com direito a brinde para quem for fantasiado) e promete instigar as imaginações que já estarão se preparando pora folia de Momo que ocorre dias depois. Os ingresso estão sendo vendidos com preço promocional de primeiro lote a R$15,00.


[CRÔNICA] VERÃO DE TODOS, MAS NEM TANTO

Posted: janeiro 18th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , , , , , | 22 Comments »

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Ontem fui ao projeto Verão de Todos, iniciativa do Governo do Estado que leva bandas de renome nacional ao nosso litoral, em apresentações gratuitas à beira-mar. O show de ontem foi da banda carioca Monobloco, que reuniu uma multidão das boas na orla da praia de Pirangi, litoral sul do Estado. Além dos cariocas, ainda passarão pelo litoral potiguar, todos em apresentações gratuitas, Ricardo Chaves, Netinho e Daniela Mercury, entre outros.

A iniciativa é louvável. E feita com a estrutura que o Governo do Estado disponibilizou fica ainda melhor. Palco grande, bom som, muitos banheiros químicos, policiais pra todos os lados. Enfim, foi uma produção caprichosa, independente das intenções políticas – e óbvias – que o evento tem. Afinal, não é comum anunciar uma atração musical dizendo que ela veio por obra da Governadora Vilma de Faria e “do vice-governador Iberê” (assim, em destaque, pra todo mundo memorizar o nome bem direitinho).

Enfim, consegui me abster dessas análises políticas e aproveitar o evento. Pirangi está, como sempre, lotada. E a alegria da multidão dançando com o repertório impecável de Monobloco deixou a praia ainda mais bonita. Consegui ficar num lugar legal, num espaço vazio entre o palco e o camarote, vendo… Como é que é?!?! Camarote?!?! Pois é, eu fiquei chocado quando vi o tal camarote.

Em eventos privados, que separam uns dos outros através do preço do ingresso, é normal ter camarote. E eu acho uma idiotice criticar quem paga mais pra ter mais conforto. Afinal, se você tem dinheiro e quer, de alguma forma, mais espaço, mais comodidade ou mais destaque, não vejo mal algum em pagar por ele. Agora, não esqueçamos, eu estava num evento público. Promovido pelo Governo do Estado. Pago com o dinheiro dos meus impostos. Fato que tornava a folia de jovens abastados dentro daquele camarote um insulto à minha pessoa.

Eu entendo a necessidade de um camarote em eventos públicos para receber autoridades, pessoas que pelo seu cargo ou importância política não podem se dar ao luxo de ficar entre os seus, por mais vontade que tenham. Por exemplo, a Governadora deveria estar num camarote. O vice, vá lá, também merecia. Agregados e imprensa… bem, amigos, aí a coisa já descamba pra falta de vergonha.

Eu pergunto: por que o dinheiro público deve pagar a farra dos filhos dos assessores? Por que o dinheiro público deve separar a filhinha do secretário do resto do povão? Por que o dinheiro público deve ciceronear a blogueira baba-ovo e seu marido com uísque e quitutes? Não, algo está errado.

O Verão de Todos, no fim das contas, não é tão de todos assim. Naquele camarote, meia dúzia de agregados apartava-se do empurra-empurra da multidão, gozava de mais espaço pra dançar, bebia e comia como bacantes, tudo às custas do povão que acotovelava-se com o pé na areia para receber seu quinhão de circo patrocinado pelo Estado. Eis que Monobloco, de repente, perdeu a graça.


[NO LIVRO] LG LANÇA LEITOR ELETRÔNICO FLEXÍVEL E SUPERFINO

Posted: janeiro 16th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , , , , | No Comments »

Para os que não acreditam que os livros digitais – ou, como se diz em português, e-readers – jamais vão substituir o tradicionalíssimo suporte analógico da literatura, aí vai uma notícia estarrecedora: a LG apresentou essa semana seu leitor digital com tela flexível, espessura de papel, menos de 130 gramas e mais de 19 polegadas. Ou seja, é tão flexível, leve, fino e grande como uma página de jornal. Tem desculpa pra continuar com a celulose?

Un libro electrónico flexible

Este novo papel eletrônico tem apenas 0,3 milímetros de espessura e o tamanho de uma folha de A3. É oito vezes maior que o maior leitor digital disponível no mercado e quem experimentou garante: é a mesma coisa de estar lendo um jornal impresso. Inclusive, a tecnologia permite que o papel eletrônico da LG possa ser dobrado sem que as imagens se distorçam ou percam qualidade.

Apesar do alvoroço que o lançamento pode causar no mercado editorial global, a LG pretende iniciar a produção em larga escala de um formato reduzido do que foi mostrado à imprensa: apenas 11,5 polegadas. Coincidência ou não, 11,5” é um tamanho bem aproximado da maioria dos livros impressos em papel.


[CRÔNICA]
O DIA MAIS LONGO DA MINHA VIDA

Posted: janeiro 15th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: TELESCÓPIO | Tags: , , , , , | 6 Comments »

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O dia mais longo da minha vida começou à meia noite de 26 de dezembro de 2009, quando estava no Bob’s do Aeroporto Augusto Severo, em Natal, cheio de férias dentro da mala, e a moça da Infraero falou macio que o embarque para o vôo 3523 com destino ao Rio de Janeiro havia começado. Eu e mais quatro amigos nos apressamos em finalizar aquele saudável jantar para seguir nosso destino. Já dentro da aeronave, sentindo o aperto característico das minipoltronas, não pude deixar de exclamar: “Acho que cliquei em ‘promo’ sem querer”. Pra completar, com o apagar das luzes, um porco disfarçado de ser humano passou a roncar profundamente na poltrona de trás. No início, foi engraçado. Mas depois de 2h45 de guinchos animalescos, tão altos que mal dava pra diferenciá-los de uma turbulência, torci pra que aquele suíno dos infernos se engasgasse com o próprio ranho e nos deixasse em paz. Mas pensei: ah, que nada, um porco roncador não vai estragar minhas férias.

Chegamos ao Rio de Janeiro por volta das 6h da manhã, horário local, acabados como se voltássemos de uma rave. De 72h. Nossas olheiras podiam ser vistas desde o saguão de entrada do Aeroporto Santos Dumont, independente de estarmos desembarcando no Galeão. Nos separamos, então, em dois grupos: metade se hospedaria comigo na casa do meu sobrinho, em Copacabana; a outra metade, com seus parentes na Tijuca. Neste momento, tomamos a decisão crucial de ir num ônibus executivo pra Copa em vez de pegar um táxi. Quando subi no ônibus, que tinha ar, bagageiro para malas e bancos acolchoados, pedi ao motorista – seguindo instruções de meu sobrinho – que me avisasse quando chegássemos à parada da Santa Clara. Pra minha surpresa, o motorista respondeu: “Quando chegar perto você me lembra, tá?” Qual a parte do “Eu sou turista e não conheço o Rio” esse imbecil não entendeu? À minha frente, atrapalhado, um gringo rodou a roleta ao tentar passar sua mala por baixo. Em seguida, rodou a roleta de novo ao passar. Transformando-se de repente numa espécie de nazista, o motorista vociferou: “Vai ter que passar por baixo pra descer, viu, gringo?” Fato que, pasmem, aconteceu: ao encaminhar-se pra descer numa parada do Centro, o pobre do gringo teve que passar por baixo da roleta. Fiquei imaginando os relatos dele sobre o Rio ao voltar pros States: “No Brasil têm o costume de passar por baixo da roleta na hora de descer, achei super-estranho”. Liguei o GPS do meu celular e prometi que não perguntaria nada mais ao motorista.

O caminho do Galeão até Copacabana é a coisa mais feia que eu já vi na minha vida. O Rio, em sua entrada, se mostra uma cidade escura, pichada, suprafavelizada. Juro que pensei em pedir ao motorista que retornasse ao Galeão para eu pegar um vôo diretinho de volta pra casa. Mas, sei lá, tive medo de ter que passar por baixo da roleta e então fiquei na minha. O Rio, enfim, se mostrou maravilhoso com a aproximação da praia. Chegamos ilesos à casa de meu sobrinho e ele, animado por nos recepcionar em seu apartamento, nos chamou para um passeio. Ignoramos o fato de que havíamos passado a noite sem dormir ao lado de um suíno roncador e embarcamos nesse passeio. A pé. De Copacabana ao Arpoador.  Dá mais ou menos 5km – que se transformaram em 5 hectares com o sol escaldante e a ausência de brisas. Cheguei ao topo da pedra do Arpoador com princípio de insolação. E meu parente ainda queria seguir a maratona até o Leblon! O Rio de Janeiro continua lindo, mas eu estava um lixo.

Ao chegar em casa, a outra metade da excursão (que estava hospedada na Tijuca) chegou coladinho com a gente, cheia de vontade de conhecer Copacabana. Fiquei por ali enrolando, tentando desmaiar de verdade pra não ter que sair, mas nessas horas o metabolismo da gente não ajuda, né! Tive que sair pra dar outro passeio.

Caminhávamos displicentemente pela Av. Nossa Senhora de Copacabana quando um carro do BOPE passou cantando pneus, parou no fim da calçada que estávamos e fez ecoar estouros muitos semelhantes a fogos de artifício. Não sei se foi o fato de ver todo mundo na rua correndo na direção contrária ao carro do Bope, ou se foi por perceber que era muito cedo para fogos de artifício em Copacabana, ou se foi porque um dos meus amigos gritou “É tiro!” e correu pra dentro de uma loja: só sei que segui o fluxo e corri pra dentro da loja junto com os outros. Enquanto os tiros continuavam, e a caixa grávida desmaiava, e as mulheres berravam como se vissem uma barata gigante, e a gerente intercalava aos gritos as frases “Todos pro provador” e “Desce a porta, desce porta”, só conseguia pensar que havia esquecido o celular em casa e que não poderia tuitar ao vivo sobre meu primeiro tiroteio.

A porta da loja finalmente desceu e todos se acomodaram dentro do provador. De onde uma jovem senhora saía do biombo com uma saia dourada e dizia: “Meu deus, eu não posso morrer com essa saia ridícula!” Passado o susto inicial, me choquei ao ver que as clientes já não gritavam mais: elas simplesmente voltaram às compras, passeando tranquilamente entre as araras de roupas, enquanto da rua continuava vindo aquele som de guerra. Foi quando percebi que a preocupação da gerente em juntar todo mundo no provador e fechar a porta da loja não era pela segurança dos clientes: era pra evitar roubos mesmo. De certa forma, o carioca se acostumou com os tiroteios do dia-a-dia. Nos momentos de tensão, cheguei a cogitar ir embora daquela cidade maluca imediatamente. Mas pensei: ah, que nada, um tiroteio entre o Bope e alguns traficantes em pleno dia em Copacabana não vai estragar minhas férias!

Quando vimos que já não passavam carros de redes de TV e que o barulho do Globocóptero havia cessado, concluímos que estava tudo seguro. A porta reabriu e voltamos à rua. Nesse momento, todos refletiam acerca da difícil arte de viver numa metrópole onde um complexo jogo sociológico vitima a população diariamente. Foi quando decidimos tomar uma cerveja urgentemente. Deve ser por isso que os botecos do Rio vivem lotados, né?

Sentamos todos no Butskina, um boteco simpático que fica quase em frente à casa do meu sobrinho. Lá, curtimos esse fim de tarde como se fôssemos, sei lá, sobreviventes de um Holocausto. E quer saber: consigo entender como os cariocas conseguem voltar à rotina cinco minutos após testemunhar um tiroteio. Já estávamos nós ali, paulistas e potiguares, rindo de nossas reações ao ouvir os disparos. Pra acompanhar esse chopinho, pedimos a famosa batata com cheddar e bacon do Butskina, um clássico local. E entre uma piada e outra, já quase esquecidos por completo da violência urbana, um de nós perguntou: “Gente, bacon tem antenas?”

Devo confessar que a pergunta foi como um tiro em minha testa: eu estava justamente mastigando um bacon quando fixei os olhos no prato e vi que entre batatas e cheddars repousava recém-tostada uma barata…

Eu já estava quase concluindo que o Rio de Janeiro queria me sacanear mesmo, mas aí pensei:  ah, que nada, uma barata no tira-gosto não vai estragar minhas férias! Então, me limitei a dizer “argh”, cuspir a batata que tinha na boca exagerando no nojo – pra ninguém achar que sou anormal – e sugerir que procurássemos outro boteco. Mas o chope estava gelado, mas todos estavam cansados, mas o medo de encontrar outro tiroteio era grande: então, seguimos no Butskina até dez da noite.

Foi exatamente nessa hora que meu irmão, de passagem pelo Rio, chegou no apê do meu sobrinho na maior pilha pra ir pra Lapa. Eu ainda pensava em tirar um cochilinho que durasse até duas da tarde do dia seguinte, mas puxa, fazia dois anos que não encontrava meu irmão e ele já zarparia do Rio no dia seguinte. Ok, vamos pra Lapa. Tomei banho, troquei de roupa e quando saí do banheiro todos estavam na janela acompanhando a prisão de um meliante na calçada do prédio do meu sobrinho. Que, entre envergonhado e apaziguador, sorria amarelo enquanto dizia: “Puxa, que coincidência, né?” Senti vontade de perguntar: “Vai dizer que você nunca tinha visto duas mostras de violência urbana gratuita em um só dia?” Mas calei.

Chegamos à Lapa cerca de uma hora depois, ávidos por chopes e bolinhos de bacalhau. Passeamos por vários botecos, mas ficamos mesmo foi no que uma das clientes brigou com o garçom, juntou uma cadeira, berrou que não iria sair dali porque era seu ponto e que completa era cem real! O segurança até tentou retirá-la do estabelecimento, mas nesse momento um bêbado seminu – que já havia deitado no meio da avenida e provocado um engafarramento são-paulino na Lapa – tropeçou na calçada, voou sobre os arbustos que separavam o bar da rua e se estabacou bem em cima da mesa da nobre cliente. Nessa hora, notei que estávamos num estabelecimento de respeito! Mas pensei: ah, que nada, um bêbado seminu voando sobre a mesa de uma prostituta xiliquenta não vai estragar minhas férias! Então, decidimos entrar numa boate que anunciava em sua porta “Forró”. Não sou de forró, apesar do sotaque nordestino saltar com orgulho dos meus lábios, mas quando estou de férias gosto de sair da minha zona de conforto. Além do mais, foi a única boate para a qual conseguimos cortesias, né?

Lá dentro, notei a ausência total do ritmo nordestino e a presença maciça do funk carioca. A menos que tenham lançado um forró que entoa “vem tchutchuca linda, vem aqui pro seu tigrão”. Já era quase meia noite quando pensei: ah, que nada, um porco roncador e uma motorista ignorante e uma zona favelizada e uma pré-insolação e um tiroteio em Copacabana e uma barata com cheddar e uma puta ensandecida e um bêbado seminu não estragaram minhas férias, não vai ser um funk que vai conseguir. Então, fui até o chão. E deu meia noite.


[NO PLAY]
VALÉRIA OLIVEIRA LANÇA ÁLBUM EM DISCO DE VINIL

Posted: janeiro 15th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , | No Comments »

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A cantora potiguar Valéria Oliveira não acredita na morte do vinil. E para os outros que também não acreditam, ela acaba de lançar um álbum no formato oitentista que parecia ter sido assassinado pela chegada do CD.

Fruto do Projeto Pixinguinha promovido pela Funarte/MinC, “No ar” é o sétimo disco da carreira de Oliveira e foi lançado nos dois formatos: CD para os modernos, LP pros saudosistas. Dentre as novidades, o disco de vinil traz a faixa “Romance à francesa” em versão remix (Luiz Gadelha/Valéria Oliveira – por Gabriel Souto).

Abaixo, deixo vocês com uma amostra do talento da diva. “Romance à francesa”, música de arrepiar que já foi até trilha do PLOGCAST.

Para maiores informações, acesse o site de Valéria Oliveira.


[NA PASTA]
MAPPIN É COMPRADA POR 5 MI E MANDA UM RECADO: A MARCA TEM QUE VALER MAIS

Posted: janeiro 14th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: CALEIDOSCÓPIO | Tags: , , , | 1 Comment »

Me surpreendi hoje com a notícia de que a marca Mappin havia sido comprada por mais de 5 milhões de reais pela Marabraz. Minha surpresa foi porque o Mappin, antiga gigante do setor de lojas de departamentos do Brasil, faliu há mais de 10 anos. E mesmo carregando nas costas o peso de uma concordata manteve sua marca bastante valiosa no mercado. Dez anos após sua falência o Mappin ainda valia 5 milhões de reais. É até uma graninha boa pra uma loja que não tem mais estrutura física, nem estoque, nem pessoal, nem logística, nem nada – tem apenas sua marca.

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Mais surpresa ainda tive quando comentei a notícia com um amigo e ele, que não é publicitário, cantou um jingle antigo do Mappin. Do começo ao fim. Com um sorriso cheio de entusiasmo e saudosismo. E ainda emendou: que ótimo que eles vão reabrir, o Mappin era ótimo! Ou seja, a marca ainda está na memória coletiva do brasileiro. E muitas vezes, na memória afetiva. Isso faz a marca valer muito num mercado ultracompetitivo como o do varejo. Sim, do varejo. Esse mercado cheio de vícios na hora de anunciar, no qual os clientes afirmam que não há nenhum argumento mais forte que o preço para motivar seus consumidores a comprar.

Seria bom que a aquisição da Mappin pela Marabraz ensinasse algumas coisas sobre publicidade para os clientes que têm ojeriza por propagandas sem preço gritado e um “bum” logo depois. Seria bom que eles percebessem que berrar suas ofertas como numa feira pode até zerar os estoques da semana, mas que ninguém vai cantar seus jingles cheios de preço daqui a 10 anos. Sua marca pode não valer nada num futuro bem próximo. E talvez nem estoques para zerar você tenha nesta ocasião.


[AGENDA]
DUSOUTO NO SGT PEPERS NESTA QUINTA

Posted: janeiro 13th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: MICROSCÓPIO | 1 Comment »

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Com a irreverência de sempre, escrotizando a caretice e mandando ver no som, os caras do DuSouto – uma das bandas potiguares mais criativas e bem sucedidas dos últimos tempos – embalam a noite de quinta, dia 14,  no Sgt Peppers Ponta Negra (antigo Budda Pub), a partir das 23h. Alguém duvida que o Sgt vai ficar lotado?


[UMBIGO]
PLOG DE ROUPA NOVA DE NOVO

Posted: janeiro 13th, 2010 | Author: Patrício Júnior | Filed under: MICROSCÓPIO | Tags: , , | No Comments »

Um rápido esclarecimento. Minha ausência no PLOG não se devia a uma perseguição política perpetrada por desafetos que vim adquirindo nesses anos de blogagens críticas. Não. Foi uma coisa mais simplória. Ignorei os avisos de Marlos Ápyus sobre como é cansativo atualizar um blog com tema no estilo magazine. E fiquei quase um ano bancando o teimoso, lutando contra o cansaço que é impossível de vencer. Por fim, a contragosto, dei o braço a torcer. E voltei pro formato de blog tradicional, mais fácil de atualizar, mais ágil e mais limpo. Bem, foi isso. Agora, tô de volta de novo. E espero não cansar desse leiaute tão cedo. Espero. Bem-vindo de volta ao PLOG, Patrício Jr.