Interessante a idéia do pessoal do recém-criado Curso de Cinema da Unp. Em vez de criar um comercial para promover a nova carreira, fizeram um trailler do curso. Usando a mesma linguagem de traillers, com aquela sonorização marcante e as frases entrecortadas características, o comercial de 30” está sendo veiculado nos cinemas de Natal. A criação e direção é de Fábio DeSilva (aquele que dirigiu o documentário Sangue no Barro para o projeto DocTV), que acumula também a função de diretor do Curso de Cinema da UnP.
Ficha técnica
Título: Curso de cinema
Direção: Fábio DeSilva
Edição: Rudá Virgínio
Produtora: Mais Vídeo
Sonorização: Arthur Henrique
O curso de Comunicação Social – Habilitação em Cinema da UnP já está com matrículas abertas. Para maiores informações, clique aqui.
Sejamos francos: você viveu até hoje muito bem sem ter um computador em formato de prancheta sempre dentro da mochila. Eu até acredito que uma ou outra pessoa necessite estar hiperconectada em todas as situações – um super-executivo de multinacional, ou o chefe de programação do Google, ou ainda o Perez Hilton. Mas você, meu amigo, minha amiga, definitivamente não precisa. O que não significa que você vai abdicar dos encantos dos tablets – e mais ainda, dos encantos do iPad, o tablet da Apple lançado com estardalhaço ontem.
Pra quem está voando no assunto, um rápido resumo (que não constará na versão em livro desta crônica): ontem, a Apple lançou seu novo “mais inovador e fantástico produto”: o iPad. Trata-se de um tablet (basicamente, um netbook sem teclado com tela touch screen). Custará a partir de US$ 499,00 e promete criar uma revolução na forma como navegamos na internet, compartilhamos fotos e vídeos, jogamos games, etc.
Ok, você não precisa de um iPad. Eu não preciso de um iPad. Mas eu quero um. Porque desde o lançamento do iPod (e lá se vão quase 10 anos), a Apple vem se especializando em criar soluções para problemas que não existem. Esse é o grande mérito da gigante de tecnologia de Steve Jobs: criar necessidades até então inexistentes.
Não sei se você lembra, mas antes do iPod não era necessariamente um problema sair na rua sem estar ouvindo música. Era até normal. Eu lembro que tirava uma ou duas horas da minha atribulada semana para sentar no sofá, ouvir meus CDs, manipular os encartes, ler as letras. Consumir música, pra mim, era isso. Mas que coisa mais antiga essa história de sentar pra ouvir música, não é mesmo? A Apple e seu aparelhinho de fones de ouvidos brancos mudou tudo: agora a gente ouve música no ônibus, no metrô, na aula, no trabalho.
De lá pra cá, teve o iPhone (que solucionou o problema inexistente de ter aplicativos no celular que fazem das coisas mais estúpidas até as mais incríveis), o iPod Touch (que aniquilou os teclados sem que ninguém tivesse reclamado, até então, por ter que usá-los), a App Store (que vende aplicativos que você não sentiria necessidade alguma de ter caso não tivesse um iPhone), a iTunes (que vende músicas que você pode conseguir de graça) e agora o iPad.
Que disponibiliza internet, fotos, games, filmes, música, livros e mais um monte de coisas: mas agora, de qualquer lugar, a qualquer hora, com tela multitouch (porque touch screen já é passado) e a incrível convergência à tecnologia 3G. Tudo isso em 10 polegadas do mais puro design.
Sejamos francos. O seu netbook que pesa pouco mais de um quilo (na pior das hipóteses) já faz tudo isso. Mas ele tem teclado e de repente, ao estalar dos dedos de Steve Jobs, teclados passaram a ser coisa do demônio. Mais antigos que, sei lá, salvar arquivos no HD. Sim, pois o iPad não foi feito pra isso. A capacidade de armazenamento deles é de, no máximo, 64GB. Pra você uma idéia, meu netbook surrado tem capacidade de 250GB de armazenamento. Não estou falando que o produto é ruim, obviamente. Este julgamento só um especialista em tecnologia pode fazer. Mas à luz da lógica, há de se convir, não faz sentido abandonar meu netbook e investir US$ 500,00 nesse novo brinquedo.
Mas eu quero um iPad. Você quer um iPad. Todo mundo quer um iPad. A Apple sabe criar, como poucas empresas, isso que chamo de “desejo de ter uma necessidade”. Explico: logo que o anúncio foi feito, na tarde de ontem, eu fiquei pensando em todas as situações que poderia fazer uso de 100% das funcionalidades do iPad. Numa viagem, por exemplo, poderia postar textos no PLOG a qualquer momento. Poderia enviar fotos pros amigos quase instantaneamente. Em casa, poderia ler e-books sentado em frente à TV, confortavelmente, sem aquele trambolho de netbook esquentando minhas pernas. Poderia compartilhar arquivos sem a necessidade de plugar milhões de fios, e acessar meu e-mail onde quer que eu estivesse, e ler confortavelmente as notícias do dia. É o desejo de ter uma necessidade. Porque, convenhamos, postar textos no blog a qualquer momento não é bem uma necessidade, não é mesmo?
E a economia gira sua grande roda. E eu, engrenagem desse sistema, faço a minha parte. Eu quero um iPad como quem desejou, há uns bons 12 anos, seu primeiro computador 486. Como se fosse minha tablet da salvação. Em cinco ou seis anos, podem acreditar, todos nós vamos nos perguntar: “Como consegui viver até hoje sem ter um iPad?”. E então riremos todos desta crônica enquanto dizemos: “Patrício Jr é tão 2010, né?”.
A banda Sangue Blues tempera a noite do Sgt Peppers Ponta Negra com clássicos do blues e do rock and roll. Nesta sexta, 29, às 23h. Av. Engenheiro Roberto Freire, 9102, Ponta Negra. Mais info: 8855 3916.
Que Lady Gaga que nada!!! Essa semana caiu no meu Twitter, por indicação de @chicoazambuja, um clipe de Calvin Harris. Lá fui eu todo inocente ouvir o som do cara e de repente me deparo com minha música do verão. Falo de “Accepted in the 80’s”, do álbum “I created disco”, debut do DJ escocês de 2007. Eletroclash com disco com new wave com música pop com um monte de referências legais: pronto, virei fã do cara.
Calvin Harris fez fama na Europa como produtor. Depois, resolveu lançar seus trabalhos autorais e se deu melhor ainda. Já produziu quatro discos de Kylie Minogue e tem remixes para canções de Jamiroquai, Groove Armada, Cansei de Ser Sexy, dentre outros. Ou seja, o cara entender dessa coisa de colocar os outros pra dançar.
Depois de “I created disco”, ele lançou outro excelente álbum em 2009, chamado “Ready for the weekend”. Não podia ter nome mais adequado. O álbum é perfeito pra ouvir no famoso esquente, preparando-se pra balada, com suas batidas dançantes que ora lembram o melhor de Cake, ora remetem diretamente aos sucessos da Motown. Mistura explosiva essa!
Destaquei no post vídeos de algumas músicas que curti bastante. E agora, depois desse formidável achado, vou tentar resenhar um álbum de Lady Gaga. Kkkkkkkkkkk.
Ps.: Os clipes oficiais de Calvin Harris no Youtube são todos desabilitados para incorporação. Mas vale a pela ir lá para vê-los. O visual é sensacional!
Os caras fazem um som retrô. Muito embora isso não seja, exatamente, um elogio – visto que virou moda ser retro – no caso do Projeto Trinca é. Um som que lembra Los Hermanos, Mombojó, Mundo Livre SA. E, ainda assim, tem personalidade. Os potiguares se apresentam amanhã, na Fiart, a partir das 20h. Boa pedida pra começar a noite bem.
Pra dar um gostinho, fiquem com o clipe de “Aproveite”, com sua letra de amor doído e rasgado, bem no estilo “meia garrafa de uísque e um disco de Maria Betânia”.
A publicidade precisa usar a criatividade para diferenciar as mensagens e garantir atenção do público, blablablá blablablá blablablá. Isso todo mundo sabe, mas ver na prática uma campanha realmente criativa para temas batidos como, por exemplo, prevenção à aids é outra coisa. Já foi feito tanto e veiculado tanto sobre o tema que fica complicado ser realmente criativo.
Eis que a TBWA/Paris, agência francesa, desenvolve para a associação AIDES a peça abaixo. Com um conceito simples, até mesmo batido, mas com uma execução inovadora. Digamos que é uma nova abordagem para o conceito “Quem usa camisinha faz mais sexo”. Deleite-se e previna-se.
No meio das minhas últimas férias, meu celular travou e tive que resetá-lo. Resultado: perdi todos os contatos. O fato de estar em uma cidade onde não conhecia ninguém ajudou o fato a ser ainda mais aterrorizante. Mas esse episódio não passaria de um fato sem importância se eu tivesse aquele bom e velho hábito de anotar meus contatos numa agendinha. Sim, offline.
É isso que a designer mexicana Laura Balboa propõe com seu projeto Feisbuk, uma versão offline do Facebook. O Feisbuk é, na verdade, uma agenda de contatos descolada, que transpõe para o papel o leiaute do site de relacionamentos Facebook.
Uma idéia simples, dessas inutilidades úteis que dão vontade de ter na hora! O Feisbuk, entretanto, não está ainda à venda. Mas sei que seria um sucesso se estivesse.
E dentre as coisas que foram ficando pra depois em 2009 está o PLOGCAST, nossa querida faixa de rádio dentro do PLOG. Nos últimos dias, várias pessoas têm me perguntado sobre a volta do programa. Ok, duas pessoas perguntaram. Mas pra mim, mas de um já pode ser considerado “vários”. Enfim, tenho conversado com o resto do elenco e pretendemos voltar em breve, com algumas alterações no formato do programa que devem garantir sua sobrevida. Enquanto isto não acontece, vocês podem ouvir as edições anteriores clicando aqui.
“As mulheres e as galinhas
São dois bichos interesseiros
A galinha pelo milho
E a mulher pelo dinheiro” Velhas virgens, “Abre essas pernas”
Ninguém faz letras escrachadas como eles. É impressionante. A banda Velhas Virgens volta a Natal depois de quase dez anos de sua última apresentação na cidade. E quem for ao show vai ter a oportunidade de conferir músicas que contém pérolas do romantismo como “Vê se goza logo pra gente voltar pro bar” ou “A gente beija com a cabeça no futuro, sonhando com o furo a ser preenchido”.
O melhor do Velhas Virgens é que eles não caem da armadilha de descambar pra escatologia. Suas músicas falam de sexo, bebidas, drogas, enfim, de tudo que todo mundo gosta, mas num universo repleto de excesso. Bom demais. Pra ir esquentando os ouvidos, vai a minha preferida. Com vocês, “Abre essas pernas”.
O show é hoje no Sancho Pub, Rua Aristides Porpino Filho, 3163 – Ponta Negra.
A moda mais uma vez ultrapassa a fronteira dos briefings publicitários e surpreende. Enquanto a maioria dos produtos vende a idéia de que seu público é mais forte, mais esperto, mais saudável, mais bonito, enfim, mais alguma coisa que dê status na sociedade, a Diesel vai na contramão da propaganda que fomenta a competição individual e sugere: “Seja estúpido”.
Sim, este é o novo conceito que a Diesel lança globalmente. Algo como: quem usa Diesel é panaca. Parece um tiro no pé, mas através de uma argumentação bem feita essa sentença se transforma em um convite irrecusável para aproveitar a vida sem amarras.
Frases como “Os espertos têm planos, os estúpidos têm histórias” transmitem a idéia de que quem vive cheio de certezas está, na verdade, preso num mundinho medíocre.
“Os espertos criticam, os estúpidos criam” também é uma excelente amostra do novo posicionamento da Diesel.
Mas a minha preferida é mesmo essa aí de cima. Numa tradução livre, seria algo como “Os inteligentes têm cérebro, os estúpidos têm colhões”. Síntese perfeita do posicionamento que a marca assume, fomentando atitudes livres e impulsivas (típicas do jovem) em detrimento da racionalidade planejada que é comum nos adultos.
Um vídeo simples, todo cartelado, transmite perfeitamente a extensão desse novo conceito. E sem mostrar, em nenhum momento, uma calça jeans.