[NAS ARTES]
MOSTRA DE OITO ARTISTAS PARA OS 15 ANOS DE NALVA MELO CAFÉ SALÃO

29 julho 2009 § 3 comentários

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Jota Medeiros, Marcelus Bob, Guaraci Gabriel, Marcelo Fernandes, Zaia, Dickson Tavares, Wendel Gabriel e Pedro Pereira: eles compõem um supertime das artes plásticas potiguares. Na próxima quinta-feira, 30 de julho de 2009, a partir das 20h, os artistas abrem oficialmente a II Mostra Coletiva de Artes Plásticas, ocasião em que apresentarão a exposição permanente que terá a marca dos 15 anos do Café Salão. O momento será histórico porque reúne, quase 12 anos depois, o mesmo grupo que deu início às atividades culturais no salão de beleza de Nalva Melo, situado na avenida Duque de Caxias, Ribeira.

O vernissage, marcado para 20h, é aberto a todas as pessoas que gostam de artes e desejam conferir uma obra inédita, concebida especialmente em alusão ao aniversário do espaço que abriga eventos culturais diversificados e representa um marco na Ribeira quando o assunto é revitalização do bairro histórico. Além da mostra permanente, os artistas também apresentam trabalhos individuais que compõem a II Mostra Coletiva propriamente dita, ou seja, o material que estará disponível para venda. A adesão ao convite de Nalva Melo para o reencontro dos oito artistas foi imediata. Mesmo quem estava com a agenda cheia abriu um espaço para oferecer sua contribuição à exposição.

O escultor Guaraci Gabriel, que assina a concepção da mostra permanente, demonstrou bastante entusiasmo desde a primeira reunião realizada para o acerto dos detalhes do evento. “Nalva é uma batalhadora, nós artistas devemos muito à sua sensibilidade. Ela merece todo o nosso empenho para deixar este espaço ainda mais valorizado”, declarou. Ele e Wendel Gabriel, que na época da primeira exposição era um menino de oito anos, são escultores do mundo, gostam de expor em bienais e estão sempre inventando performances inusitadas.

Todos estão muito felizes com a realização da exposição, como é o caso de Pedro Pereira. Há alguns anos, o artista sofreu um AVC e ficou com algumas seqüelas físicas, mas sua produção continua irretocável e ele se encontra numa fase em que demonstra muita alegria de viver. “Estou achando fantástica a ideia de fazer uma obra coletiva de uma maneira em que cada artista trabalha despreocupado, com seu ego vazando e a criatividade fluindo”, ele se refere ao fato de que a obra se caracteriza por reunir todos num mesmo projeto, mas cada artista mantem sua originalidade e realiza aobra em seu próprio atelier. “Pintar é minha vida e continuar pintando exerce um importante papel na minha recuperação”, completa.

O artista Jota Medeiros conceitua como genial essa reunião de nomes e disse que já está com sua parte da obra pronta há vários dias. “Estou ansioso para vê-la em seu devido lugar. Tenho certeza de que Nalva merece nosso empenho”, declarou. Jota relembra a participação de Elidete Alencar, diretora do Núcleo de Artes da UFRN (Nac-UFRN) no processo de concepção da mostra permanente. “Elas duas tiveram uma conversa muito produtiva. Ambas se parecem porque são muito batalhadoras”.

Na época um cartunista talentoso, um dos oitavos componente da mostra é o publicitário Dickson Tavares, que considera o evento uma ótima oportunidade de mostrar ao público como está sua carreira atualmente. “Nalva passou por uma evolução fantástica e eu também terei o prazer de mostrar que evoluí, que ao longo desses 12 anos consegui aplicar minha habilidade de desenho às artes gráficas”, revela.

nalva_Os talentos que compõem a II Mostra Coletiva de Artes Plásticas são muitos. Tem Marcelus Bob, figura mais do que eterna no salão, autor de um painel pintado na parede do café, apresentado oficialmente no primeiro evento comemorativo aos 15 anos do Café Salão. “Já estou no espaço, o que é uma honra, e agora contribuo com muito prazer para este evento”, afirma. Ele e o colega Marcelo Fernandes participam das reuniões da produção desde a primeira chamada e ficaram muito felizes com o reencontro possibilitado por Nalva. “Naquele época, éramos outros artistas, ainda estava consolidando a carreira. Hoje podemos nos considerar completos, como este espaço é, por isso acho importante nos reunirmos novamente”, declarou Fernandes, que faz maravilhas com seus gizes multicores.

O escultor Zaia manteve contato com a produção do evento através de seu agente, Augusto Santos, e confirmou sua participação imediatamente, mesmo sem saber se iria receber cachê pelo trabalho. O despojamento dos artistas, em produzir uma obra especial, mesmo diante da insegurança de remuneração do trabalho, deixou a cabeleireira Nalva Melo muito feliz. “Bem, o que eu posso dizer mais acerca dessa exposição e da oportunidade de ter em meu salão a assinatura de oito artistas tão talentosos? Não tem preço, não tenho palavras, estou muito feliz e agradeço a todos”.

Para viabilizar os custos da exposição, foi elaborado um projeto e apresentado a algumas empresas e parlamentares. Quem deu resposta positiva à captação de recursos foi a gráfica Offset, o bistrô Fish Maria (que funcionará no térreo do atelier de Flávio Freitas), com permutas, e os políticos Fernando Mineiro, Fátima Bezerra e Júlia Arruda, com contribuições financeiras. Como haverá uma obra permanente no salão, a produção estipulou o pagamento de R$ 500 para cada artista, a título de cachê. Infelizmente, a captação foi bem aquém do valor total, de modo que os artistas estão fazendo o trabalho naquele velho estilo que muito conhecem: por amor à causa.

II Mostra Coletiva de Artes Plásticas
Café Salão 15 anos
Vernissage: 30 de julho, 20h.
Local: Nalva Melo Café Salão
Av. Duque de Caxias, 110. Ribeira (entre o Procon-RN e a Tribuna do Norte)

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[NO ROCK]
RODUBECK LANÇA CD DEZ MESES APÓS MORTE DE SEU VOCALISTA

24 julho 2009 § 4 comentários

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Em 8 de novembro de 2008, um trágico acidente de carro mudou os rumos da promissora banda de rock potiguar Rodubeck. Isaac Enos, vocalista, guitarrista e letrista da banda morreu numa batida no centro das cidade, quando um ônibus em alta velocidade atingiu o carro que ia com os amigos André e Elias. Apenas Elis sobreviveu. E a banda Rodubeck perdeu seu líder.

Dia 1º de agosto, porém, a aura de tristeza da notícia que abre esse texto promete dar lugar a muita alegria. Isto porque após meses de indefinição sobre o futuro da banda, que já tinha material gravado para lançar seu primeiro CD oficial, agora chegam ao fim. O material que Isaac gravou com seus amigos virou o CD “Música pra pular brasileira” e seu lançamento é hoje à noite, no Castelo Pub, na Rota do Sol, em Natal.

Kruell, baterista da formação oficial da banda, juntou uma turma de músicos –  todos amigos– para fazer um trabalho próximo ao que foi gravado no CD e, assim, com a ajuda de amigos e familiares, organizar o que será o lançamento do CD do Rodubeck.

Trabalho com o irmão de Isaac, Esaú. E não poderia deixar de divulgar este evento sabendo do comovente que foi toda a história do acidente. E do quanto a obra que ficou gravada nas faixas de “Música pra pular brasileira” representam para todos os envolvidos na produção do show.

As entradas custam 10 reais e estarão à venda no local.

Lançamento do CD “Música pra pular brasileira” da banda Rodubeck
Dia 1º de agosto de 2008, no Castelo Pub
Ingressos: R$ 10,00
Vendas: No local

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[NO LIVRO]
GRANDES SÍMIOS: WILL SELF E SEU MUNDO DE MACACOS

21 julho 2009 § Nenhum comentário ainda

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Sabe aqueles livros que partem do famoso “e se acontecesse tal coisa” (que, inclusive, são os pressupostos preferidos de José Saramago)? Foi isso que me atraiu em Grandes Símios (Editora Alfaguara – R$ 59,90), romance do inglês Will Self. Minha experiência com o escritor se resumia à sua participação na Flip – Festa Literária de Paraty, que tive a oportunidade de conferir em 2007 quando estava cobrindo o evento para a Tribuna do Norte. Desde então, hesitei em mergulhar em sua literatura. Mas o enredo de “Grandes Símios” é saramagueano demais para resistir.

O livro resume-se a uma pergunta: e se o mundo fosse dos macacos e não dos humanos? E as semelhanças com Saramago terminam aí. Self constrói um romance baseado numa incrível pesquisa que representa em detalhes um mundo dominado por macacos. E bem diferente do que vimos nas várias versões e continuações de Planeta dos Macacos.

A história começa quando Simon Dykes, artista plástico emergente no competitivo mercado de artes de Londres, acorda após uma noitada de sexo e drogas e percebe que sua namorada se transformou em um símio. Não obstante, toda a humanidade se transformou em macacos e agora se chama “chimpunidade”. Aterrorizado pela desagradável surpresa, Simon acaba nas mãos de Dr. Busner, um psiquiatra que se sente atraído pela perturbação do pintor – um macaco que pensa ser um humano!

willself02O tratamento de Simon é então conduzido por Dr. Busner numa espécie de readaptação ao mundo dos símios. E com este pretexto, Self nos conduz por uma realidade paralela absurda, constrangedora e incrivelmente plausível, visto que todas as mudanças mostradas nesse novo mundo dominado por símios são baseadas em pesquisas com macacos reais. Ou seja, o autor mergulhou fundo no universo dos grandes símios e não saiu soltando teorias ao léu.

O que mais me chocou na leitura – e olha: é difícil que eu me choque – foi justamente essa nova realidade tão bem embasada numa realidade tangível. Por exemplo, a organização social no mundo dos símios criado por Self não é como a dos humanos. A família é substituída por grupos, com um macho alfa no lugar do pai, fêmeas que procriam com todos quando estão no cio e uma bizarra tendência à coprofagia. A saber: comer cocô, literalmente. A prática é comum em alguns macacos reais e no mundo de Self tem até gente viciada nisso.

Enfim, o cara é muito doido e consegue colocar ordem em sua loucura através de uma história que prende o leitor do início ao fim. A sede por descobrir esse novo mundo e a forma como o enredo vai se desenvolvendo, com Simon lentamente descobrindo sua humanidade e sua “chimpunidade”, é incrível. E num mundo em que fêmeas trepam com qualquer um, machos entram em brigas sangrentas para manter o respeito, chimpanzés bonobos são vítimas do preconceito racial e seres humanos são pouco mais que primatas subdesenvolvidos presos num zoológico, Simon Dykes descobre lentamente que pouca coisa mudou com o seu colapso. O mundo de “Grandes Símios”, enfim, não é tão diferente do nosso.

Grandes Símios
Autor: Will Self
Editora: Alfaguara
Gênero: Romance
Preço: R$ 59,90
Cotação: 9,5

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[ESPECIAL JOSÉ SIR NEY]
UM OLIGARCA MADE IN BRASIL
por Diogo Salles

21 julho 2009 § 1 comentário

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(Diogo Salles, chargista do Jornal da Tarde de São Paulo, escreve para o PLOG pela primeira vez. E como bom chargista, cheio de ironias sobre os fatos reais, nos traz uma retrospectiva em charge dos últimos escândalos que envolvem ele: o fenômeno, o gênio, o latifundiário do Senado, Mr. José Sarney! Divirta-se.)

Muito antes de José Ribamar Sir Ney ser o senador dos atos secretos, dos mil empregos para mil parentes, das contas fantasmas e da farra com o dinheiro público, ele já era figurinha carimbada do feudalismo nordestino. Ao longo dos últimos 50 anos, ele se consolidou como o mais célebre oligarca da política brasileira. Depois de deixar sua marca como o presidente da hiperinflação nos anos 80, ele dedicou os anos seguintes a controlar, via congresso nacional, seus feudos políticos. Ao presidir o senado pela terceira vez, ficaram expostas as rachaduras de décadas de coronelismo e fisiologismo, patrocinados por ele pelo PMDB.

Para entender como Sir Ney retornou aos holofotes, vale a pena voltar a fevereiro de 2009, quando ocorreram as eleições no congresso. Para não ficar muito chato, você acompanha aqui a saga toda em forma de charges. Lá vamos nós.

Garibaldi Alves (também do PMDB) presidia o senado substituindo o ilibado Renan Calheiros que, entre laranjas, bois e pensões para amantes, tinha renunciado ao cargo em 2007. Sir Ney começou a ser cortejado por diversas alas do partido para sucedê-lo na presidência do senado.

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Não demoraria muito para governo e parte da oposição engrossarem o coro “Ribamar, Ribamar!”. Mesmo com um candidato do PT no páreo, Sir Ney ganhou apoio total de Lula. Restava cooptar os tucanos, que, para variar, estavam em cima do muro.

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Não adiantou nada o senador Jarbas Vasconcelos reclamar. O fisiologismo e a corrupção eram muito maiores do que uma voz solitária e combalida dentro do partido…

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O PMDB não só levou o senado, com Sir Ney, como também levou a câmara dos deputados, com Michel Temer. E o nosso mamute fisiológico engordava mais algumas arrobas.

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Assim, nosso senhor feudal comemorava mais uma vitória, nos braços dos coronéis DEMófobos, a grande noiva da ocasião.

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Mas o começo foi difícil para o nosso herói. Não demoraria muito para que fossem descobertos cargos e diretorias criadas apenas para acomodar uma gulosa base política.

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Assim, seriam necessários vários cortes nas diretorias do Senado para dar uma enxugada na casa. Mesmo com a ameaça, o bigode de nosso Ribamar continuava vasto e vistoso.

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Mas aí, uma reviravolta. Com a CPI da Petrobrás, Sir Ney vislumbrou que os holofotes da imprensa abandonariam o seu quintal político. Com a briga entre governo e oposição pelo controle da CPI, as ratazanas do PMDB aguçaram seus apetites por mais cargos no “pré-sal” da Petrobras.

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E o destino dessa CPI parecia tomar o mesmo rumo de todas as outras já feitas na terra do “nunca antes nesse país”. Para comprar a pizza, o principal ingrediente do PMDB era usar seu poder no governo para conter a crise do senado. Depois de olharem o cardápio, fizeram o pedido a Renan Calheiros, o pizzaiolo-chefe do congresso: meia Petrobras, meia ONGs.

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Parecia que acabaria ali, mas Sir Ney ainda enfrentaria outros percalços. Depois das diretorias e das ligações libidinosas com um certo Agaciel (Leicaga, ao contrário — o nome já diz tudo), foram descobertos vários parentes do clã de Ribamar recebendo salário do Senado. O jeito era varrer a sujeira para debaixo do bigode, né?

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E finalmente Sir Ney encontrou um aliado de peso: o presidente Lula, que decretou “Sarney não é uma pessoa comum”. E tem razão ao dizer isso, pois Sir Ney, além de ser o dono do Maranhão e do Amapá, é imortal da Academia Brasileira de Letras (condecorado por Millôr Fernandes). Que Lula, que nada, Obama! Sir Ney é o cara!

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Para quem acreditava que acabaria aí, mais denúncias. Dessa vez, vários atos misteriosos revelariam uma sociedade secreta operando dentro da casa.

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E não eram apenas atos. Havia também duas contas secretas que funcionavam paralelamente aos recursos orçamentários do senado e que somavam a bagatela de R$ 3,74 milhões.

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Mas não adiantou. Sir Ney perdeu apoio da base e até os DEMagogos começaram a pedir a sua saída.

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E o clima esquentou de vez quando os seguranças de Sir Ney declaram que o repórter do CQC “escorregou”.

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Entre tapas e empurrões, um respiro: Corinthians campeão da Copa do Brasil… E aí, Lula, dá pra negociar?

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Até o PT “sugeriu” a Sir Ney que pedisse uma “licença temporária”, mas Lula parece ter a solução para tentar dissuadi-los.

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O negócio era anular os 663 atos secretos… Mas como?

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E Romário foi preso por não pagar pensão alimentícia… Aí, parceiro, rola um jeitinho brasileiro?

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Ainda não se sabe o desfecho dessa saga, mas se você estudou História da Brasil, sabe que o destino das CPIs, da crise no senado e o futuro de Sir Ney já tem um destino: o forno a lenha das pizzas em série. Por enquanto, os protestos continuam.

Diogo Salles é chargista do Jornal da Tarde e colunista do DigestivoCultural.com
* Charges publicadas originalmente no Jornal da Tarde (São Paulo)

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[NO PLAY]
NIRVANA MISTURADO COM SUCESSO MELOSO DOS ANOS 90

21 julho 2009 § Nenhum comentário ainda

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Alguém que gosta de clipe como eu e vem de uma adolescência nos anos 90, não poderia ter outro tipo de sentimento pelos mash-ups. Eu adoro. A saber: mash-up (também chamado de bootleg remix ou bastard pop) é a mistura de duas músicas para formar uma terceira. Se assemelha muito aos remixes, mas com uma diferença: é bem mais criativo.

Já pensou o que pode sair da mistura de Strokes e Cristina Aguilera? Britney Spears e Linkin Park? Nirvana e Run DMC? Pois é, os mash-ups surpreendem quando misturam estilos musicais tão diferentes e conseguem criar uma música boa. Às vezes melhor que as originais.

Mês passado, caiu na rede o bootleg remix abaixo. Ele mistura “Smell like teen spirit” do Nirnava (por sinal, uma rainha dos mash-ups) com o mega-hit do início dos 90 “Never Gonna Give You Up” do meloso e dulcíssimo Rick Astley. Ah, não lembra de Rick Astley? Veja o clipe abaixo. Você vai lembrar.

Apesar de ter ficado muito, muito, muito bom, esse não é o meu bastard pop preferido. Por isso, vou citar alguns numa espécie de top 3.

O terceiro lugar fica para mistura de “Toxic” de Britney Spears com “Faint” de Linkin Park. A nova música surgida não ficou melhor que as originais, mas bateu na trave. Ouça.

Britney Spears vs Linkin Park

No segundo lugar, está a sensacional “A stroke of genie-us” (por sinal, acho que foi o primeiro bastard pop que ouvi), que é o híbrido do cruzamento entre “Genie in the bottle” de Cristina Aguilera com “Hard to explain” do Strokes. Apesar de não ter feito um só arranhão na original do Strokes, é inegável que a nova música surgida deixou Cristina Aguilera no chinelo.

Cristina Aguilera vs Strokes

E em primeiro lugar, coloco minha preferida. Não é por homenagem a Michael Jackson nem por sentimentalismo midiático. É que a junção de Jackson 5 com Black Eyed Peas ficou mesmo emocionante. Além de conseguir a façanha de misturar as letras das músicas e soar como uma só. Se ficou melhor que as originais? Eu prefiro. Ouça e julgue.

Jakson 5 vs Black Eyed Peas

Se você tem um mash-up preferido, posta nos comentários. A gente acrescenta no post se for bom mesmo.

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[AGENDA]
INAUGURAÇÃO DO BULE CAFÉ ATELIER HOJE

17 julho 2009 § Nenhum comentário ainda

Com VJ Pyrrho, Galaxxxy (PUM) e Tiago Lopes (Lo Que Sea). Av. Ayrton Senna, Shopping Neópolis, a partir das 22h.

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[AGENDA]
CLECIOS SILVA EM VERNISSAGE NA ALIANÇA FRANCESA

14 julho 2009 § 2 comentários

Hoje, às 19h, na Aliança Francesa. “Reflexos dos Reis” é a primeira individual do artista, que mistura matertiais poucos usuais – tecidos, espelhos, flores e até café – para homenagear grandes homens como Ray Charles, Jesus Cristo, Bob Marley e Michael Jackson. Imperdível.

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[AUTOJABÁ]
AS PEÇAS ELETRÔNICAS DA CEGA NATUREZA

11 julho 2009 § 11 comentários

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Está tudo pronto. Hora de relaxar. E como sobrou um tempinho entre um trampo e outro (sim, hoje é sábado e apesar disso estou trabalhando sem hora de ir pra casa), resolvi compartilhar com vocês algumas histórias de bastidores sobre a produção de “A Cega Natureza do Amor”, meu próximo livro que será lançado nesta quinta, 16 de julho, às 19h, na Siciliano do Midway Mall.

Começando pelo VT. Quando surgiu a idéia da capa (essa do casal se beijando com os panos na cabeça) eu nem sonhava com esta imagem em movimento. Afinal, ela foi inspirada em um quadro (“Os amantes” de René Magritte) e para mim era sempre estática. Mas ao planejar a campanha do livro, surgiu a oportunidade de fazer um VT. E logo pensei: essa imagem em movimento vai ser perturbadora.

Escolhi a Grito Anime, produtora daqui de Natal, para dar corpo à idéia. E Edu Ferr, proprietário da produtora, acreditou na idéia e topou o desafio de dirigir esta peça. Resultado: passamos um dia inteiro (um domingo, diga-se de passagem) migrando de locação em locação a fim de conseguir os pontos mais estranhos de Natal. Claro que todos que viam um bando de homens barbudos filmando um casal com panos na cabeça logo gritavam “loucos”. Mas o perrengue valeu a pena.

Abaixo, o resultado deste trabalho. Um VT de 30” que está veiculando em quatro emissoras locais que, através do trabalho da amiga e parceira Bruna Werner, apostaram também nessa idéia.

Com o VT pronto, foi hora de me concentrar no spot de rádio. Quem me conhece sabe minha paixão por essa mídia. Amo o rádio, amo fazer rádio e amo criar para o rádio. Dá pra imaginar o desafio que foi pensar nesta peça para minha campanha? Atordoado, resolvi ser simples: um trecho do livro e depois as informações do lançamento. Mas essa simplicidade tomou outra dimensão quando se uniram à idéias dois grandes talentos: Fernando Suassuna (da produtora de áudio Sucesso Produções) e Titina (atriz do teatro local que chamo, sem medo de errar, de uma das minhas sete musas).

Numa tarde de sol, nos reunimos nos estúdios da Sucesso para a gravação. E Titina, empolgada com a possibilidade de interpretar um texto meu ainda que por curtos 30 segundos, imergiu de cabeça na atmosfera passional de “A Cega Natureza do Amor”. O resultado desse verdadeiro Big Bang de talentos você confere abaixo (com a edição primorosa de Fernando Suassuna e a interpretação de arrepiar da diva Titina).

É isso. Nos próximos dias, vou falar um pouco sobre as peças gráficas e o projeto gráfico de “A Cega Natureza do Amor”. E espero você na quinta para o lançamento do meu segundo livro.

Lembrando: “A Cega Natureza do Amor”, de Patrício Jr, é o 11º livro do Jovens Escribas e tem o apoio cultural das empresas Faz Propaganda, Motoeste Honda, Versailles Recepções, Larissa Borges Projetos Editoriais, Drika Silveira Fotografias, Diginet, Camaleão Photo Art Vídeo, Grito Anime e Sucesso Produções.

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[AGENDA]
NEI LEANDRO DE CASTRO LANÇA “A FORTALEZA DOS VENCIDOS”

7 julho 2009 § Nenhum comentário ainda

É nesta quarta, 7 de julho, às 19h, na Siciliano do Midway Mall. O livro conta duas histórias paralelas: de uma mulher poderosa que está enlouquecendo e de seu esposo que luta contra a ditadura. É primeiro livro de Nei Leandro após “Dia das Moscas”, publicado pelo Jovens Escribas.

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[PLOGCAST] EPISÓDIO #5: FORA SARNEY, BRUNO GAGLIASSO, AUTOJABÁ E UMA PERGUNTA: QUE MICHAEL JACKSON?

6 julho 2009 § 8 comentários

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Após uma quinzena de notícias surpreendentes, voltamos de corações partidos para o 5º Plogcast. Este programa tem uma particularidade: é a primeira vez que todo o elenco está reunidos. Assim, no 5º Plogcast somos 5: Patrício Jr, Rosilene Pereira, Luanda Holanda, Marlos Ápyus e Kayonara Souza.

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No programa, tem a repercussão do fracasso do movimento Fora Sarney, tem Especial Notícias Bizarras Michael Jackson, tem mais um bloco de notícias bizarras e tem também uma versão exclusivíssima do mega-hit “Billie Jean” de Michael Jackson.

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Então, vamo deixar de papo e partir pra audição. É só dar play aí embaixo.


Para baixar o episódio 5 do PLOGCAST clique aqui.

PAUTA:
- Apresentação: 0’53”
- Comentando comentários: 2’05”
- Fora Sarney: 7’55”
- Especial Notícias Bizarras Michael Jackson: 19’26”
- Notícias Bizarras: 28’40”
- Entrevista com Bruno Gagliasso: 35′31
- Considerações finais: 38′23″
- A maldição de Michael: 41′14″
- Versão exclusiva de “Billie Jean” de Michael Jackson: 42′38″

MÚSICAS:
- “Madeira que cupim não rói”, Capiba
- “Aquele abraço”, Gilberto Gil
- “Bad”, Michael Jackson

TRILHA:
- Álbum “Fashion Nugget” da banda Cake
- “Billie Jean”, Michael Jackson
- “Bad”, Michael Jackson
- “Billie Jean Remix”, Michael Jackson feat. Timbaland

promoceganatureza

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Where am I?

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