Com participação do VJ Júlio Castro e efeitos eletrônicos do gente boa Gabriel Souto. Nesta quinta, 28, no Budda Pub, em Ponta Negra.
[AGENDA]
POETAS ELÉTRICOS NO BUDDA PUB NESTA QUINTA
27 maio 2009 § Nenhum comentário ainda
[NO CINE]
DOCUMENTÁRIO SOBRE MASSACRE EM SANTO ANTÔNIO DO POTENGI ESTRÉIA EM JUNHO
26 maio 2009 § 1 comentário
Em 1996, Genildo Ferreira de França matou a tiros 13 pessoas. Incluindo entre os mortos a sua esposa. O massacre aterrorizou a pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, Santo Antônio do Potengi, no município de São Gonçalo do Amarante.
Um grande efetivo de policiais foi deslocado pra área, a imprensa local cobriu o fato com grande destaque e a comoção foi geral. Mesmo assim, Genildo continuou mantando por quase 24h. 12 anos depois, os diretores Fábio de Silva e Mary Land Brito lançam o documentário “Sangue no Barro”, no qual investigam as razões que motivaram Genildo a empreender a matança.
Contemplado pelo edital Doc TV 4 – 2008 da TV Brasil, “Sangue no Barro” estreará em junho. Abaixo você pode ver o trailler impressionante do documentário. E ir logo se preparando para se supreender com as rfevelações que os diretores trazem sobre o crime.
[PLOGCAST]
EPISÓDIO #3: CRIMES BRUTAIS, MAÍSA, DILMA E UMA FORÇA ESTRANHA
25 maio 2009 § 6 comentários
Fim de semana de chuva. Correria. Câmera quebrada. Baixas no elenco. Com 24 horas de atraso e muita quizumba vencida, chegamos ao terceiro Plogcast.
Neste programa, Kayonara Souza substitui Luanda Holanda, que não pôde participar da gravação. Além de Kayonara, Rosilene Pereira, Marlos Ápyus e Patrício Jr completam o elenco.
Tem crimes brutais, tem Maísa e seu chiliquinho, tem uma força estranha, tem Lula, Dilma, serial killer e claro: notícias bizarras. Muito bizarras.
Então, afie-se nos comentários e pode dar play aí embaixo.
Para fazer o download do Plogcast #3 clique aqui.
Pauta:
- Comentando comentários: 1’48”
- Crimes brutais contra crianças: 6’04”
- Maísa sai do Silvio Santos: 10’50”
- Lula não aceita alternativa à candidatura de Dilma: 17’04”
- Notícias bizarras: 22’55”
Músicas:
- “Vai tomar no cu”, Cris Nicolloti
- “Ursinho Pimpão”, Balão Mágico
- “Força estranha”, Gal Costa
Trilha:
- “Inside in, inside out”, álbum da banda The Kooks
Duração: 37’00”
A gente aproveita pra mandar um beijo dos grande pra Luanda Holanda e avisar que estamos todos esperando por ela para a próxima edição.
[NA PASTA]
MCDONALD’S PÁRA PICADILLY CIRCUS COM AÇÃO DE GUERRILHA
25 maio 2009 § Nenhum comentário ainda
Já se dizia nas criações da vida, no tempo em que eu era um estagiário metido a besta e a publicidade se resumia a VT, spot e impressos: “o difícil é ser simples”. Nestes tempos de internet, guerrilha, ambush e etc, atingir o consumidor e envolvê-lo com uma marca ficou muito complicado, mas a regra continua sendo a mesma: o difícil é ser simples.
Foi seguindo essa máxima que o McDonald’s conseguiu parar, literalmente, centenas de pessoas em plena Picadilly Circus, mais famosa praça de Londres.
A façanha foi conseguida apenas com um telão que transmitia imagens de objetos e símbolos em tamanho gigante. As pessoas passaram a interagir com essas imagens, jogando com a perspectiva e fazendo um divertido jogo de ilusão de ótica.
O resultado dessa brincadeira invadiu Facebook, Flickr, Youtube e todas as outras formas de viralizar uma mensagem. E o melhor: tudo de maneira espontânea.
Veja abaixo o vídeo que compila as etapas da ação:
Vale salientar: o telão em questão estava cercado por outros telões, que também exibiam publicidade. Ou seja, não era a única mídia eletrônica do local. Mas conseguiu chamar a atenção e se destacar por meio da criatividade.
Ponto pro McDonald’s. Poucas ações conseguem envolver o público dessa maneira.
[PLOGCAST]
ATRASO NO EPÍSÓDIO 3
25 maio 2009 § Nenhum comentário ainda
O episódio 3 do PLOCAST só vai ao ar hoje à noite. Um fim de semana tumultuado, tirando fotos pro meu novo livro, atrasou um pouco a edição. Lá pras 22h de hoje estará no ar.
[CRÔNICA]
E DEUS DISSE: ME ADD AE
19 maio 2009 § 2 comentários
O Vaticano lança nesta quinta, 21 de maio, uma rede social integrada ao Facebook para aproximar os jovens da Igreja. O portal Pope2you (algo como “o Papa para você” escrito de forma moderninha) é um esforço da Santa Sé em se adaptar aos novos tempos, buscando através da interatividade um aumento de sua participação junto ao público jovem. Mais ou menos como a Coca-cola, o McDonald’s e o Marlboro já fizeram há algum tempo. Só que desta vez é tudo em nome de Deus.
Pensando bem, faz todo o sentido a Igreja usar do benchmark para tentar voltar a ser competitiva. Eles já vêm fazendo isso há anos. A saber: benchmark é o processo de se espelhar em uma marca bem sucedida para ser como ela.
A Igreja fideliza seus clientes através da coerção, usando o medo do inferno como argumento para manter todo mundo ao seu redor. É como faz o McDonald’s: por mais um real aceita a batata grande? E aí você sente medo de ter fome mais tarde e diz sim. Além disso, tem os combinados: hóstia + bênção por apenas um dízimo (e você ainda pode se confessar se já tiver a crisma). É como a promoção nº 1 do McDonald’s. Mas na missa ninguém pode escolher entre batata e nuggets. Só tem o pão nosso de cada dia mesmo.
Da Coca-cola, a Igreja copiou os slogans que prometem felicidade eterna. Algo como “viva o lado católico da vida”. E tome emoção pra valer: gente feliz, cantando empolgada, entregues ao júbilo da vida. Não, não é uma propaganda de refrigerante. É uma celebração das mais carismáticas, se é que você me entende.
Agora, a arte de conseguir o cliente desde novinho (porque depois que cresce, ele não consegue mais se livrar daquele vício) não foi a Igreja que copiou do Marlboro. Foi ao contrário. Há milênios o Vaticano faz o que a indústria de cigarros só descobriu na década de 80: quanto mais cedo você fuma o seu primeiro cigarro, mais tempo você será consumidor. Substitua “você fuma seu primeiro cigarro” por “você é batizado” e pronto: está aí a estratégia de marketing de fidelização mais bem bolada de todos os tempos. E nem venha me dizer que a Igreja não mata como o cigarro, que eu vou começar a falar da Santa Inquisição e aí esse papo vai longe.
A Igreja não precisava estar na internet para se modernizar. Bastava acabar com algumas pragas de seu idealismo que só contribuem para atrasar a vida. Condenar a camisinha, por exemplo. O Papa não deveria tentar mandar nos órgãos genitais dos outros. Ora, se eu envolvo ou não meu pênis com um pedaço de látex, Deus não tem nada a ver com isso. A Santa Sé deveria, isto sim, controlar os membros de seus asseclas, que andam por aí fornicando – com ou sem consentimento – com crianças, adultos, porcos, galinhas, portas, buracos na parede e quem mais der bobeira. Puxa vida, se a Igreja não consegue fazer com que seus padres deixem de estuprar criancinhas, que ao menos impeça que as criancinhas molestadas sejam contaminadas por mazelas como sífilis, gonorréia, cancro mole e aids.
O Papa pode criar zilhões de redes sociais, fazer avatares pro MSN, gerar scripts catequizadores pro Twitter, colocar no ar um Orkut, um blog, um canal de vídeos no Youtube. Enquanto a Igreja Católica continuar com seu complexo de Deus, achando que é onipresente-onisciente-onipotente, ela continuará presa à Idade Média. E a Idade Média, como todos sabem, é a Idade das Trevas.
[AGENDA]
INAUGURAÇÃO QUÁDRUPLA NO MERCADO DE PETRÓPOLIS
18 maio 2009 § 1 comentário
Nesta quarta, 20 de maio, o Mercado de Petrópolis inaugura quatro espaços: Sebo Catalivros; Sebo Lisboa; Sala Cineclube Natal; e o aguardado pub Papo Furado, de Jairo, ex-Kriterion. Vai ter ainda oficinas de arte com William Galvão e Milena com o acervo de quadrinhos da GHQ.
[OPINIÃO]
O PARLAMENTO FRANCÊS QUER TAPAR O SOL COM UMA PENEIRA por Leonardo Seabra
15 maio 2009 § 3 comentários
Na França, uma proposta de lei transformou downloads em problema nacional. Nicolas Sarkozy e os parlamentares franceses bateram no peito essa semana para intimidar “piratas” com a promessa de restringir o acesso à Internet para quem violar o sagrado copyright. Um passo mais decisivo que os britânicos, onde uma proposta de três strikes antes de suspensão definitiva de acesso ainda está sendo estudada por uma série daqueles comitês governamentais ou legislativos.
Ambos, porém, garantem apenas o que governos e políticos normalmente despertam no público: irritação. Não vão afundar a esquadra “bucaneira”, bem menos perigosa que outros inimigos supostamente mais importantes para o empenho dos representantes eleitos em nome do povo, e muito menos solucionar um problema cujos motivos vão além da simples tentativa de almoço grátis que o lobby fonográfico e cinematográfico insiste em enxergar a cada esquina.
Contudo, a proposta de lei em questão é de difícil aplicação, pois se esbarra na medida do parlamento europeu que proíbe a interrupção da conexão da internet de qualquer pessoa sem ordem de um tribunal. Outro aspecto é sobre a definição de quem será punido. O compartilhamento de arquivos entre fãs de bandas, como se faziam antes com fitas K7s, também será passível de corte na conexão?
Isso é escandaloso. Quando pelo menos 20% da população de um país como os EUA admitem fazer ou já ter feito downloads ilegais, há alguma coisa errada com a lei ou com simples criminalização de cidadãos.
Se a história realmente se repete, veremos mais um capítulo bizarro de luta insana e perdida contra tecnologias.
Leonardo Seabra é flamenguista, estudante de Radio e Tv da UFRN. Redator – descobriu o mundo publicitário há 4 meses – , Produtor da revista eletrônica Estudio Livre, envolvido em outros projetos audiovisuais, ex-blogueiro (por enquanto) e atualmente faz um estudo sobre Alt Porn.
[NA PASTA]
ADOBE CRIA CURTA-METRAGEM SURREALISTA COM BRASILEIRO PARA PROMOVER O PACOTE CS4
14 maio 2009 § Nenhum comentário ainda
A onda do curta-metragem para fazer promoção de produtos veio pra ficar desde que a BMW contratou Madonna e Clive Owen para estrelar um curta escrito e dirigido por Guy Rithcie. O filme tinha quase sete minutos, se passava quase que inteiramente dentro de uma BMW, fez sucesso pelo mundo e catapultou o investimento em curtas-metragens ao topo das estratégia de advertainment (publicidade + entretenimento).
Anos depois, a Adobe entra na moda do curta e contrata ninguém menos que o brasileiro Denis Kamioka (também conhecido como Cisma), paulista e ex-grafiteiro, para dirigir o curta “Le Sens Propre”. O filme conta a história de Magritte, uma menininha pra lá de linda que vive num mundo totalmente surrealista. A conexão com o produto não poderia ser mais direta: a única exigência da Adobe era que os efeitos especiais do filme fossem todos feitos com softwares do pacote CS4. Tiro certeiro.
Abaixo, confira o trabalho de Cisma para a Adobe. Uma história criativa, emocionante e completamente desenvolvida com os produtos do cliente.
Pra quem ainda não viu o curta da BMW com Madonna, abaixo tem um bonustrack desse post.
Cuidado ao assistir um curta-metragem novamente. Pode ser que você esteja vendo um comercial longo e nem perceba.
[NO GIBI]
PRATT E MANARA: UM BOM ROTEIRO FAZ A DIFERENÇA
por Milena Azevedo
13 maio 2009 § Nenhum comentário ainda
Boas histórias sempre ficam na lembrança.
Um bom argumento, que tem um roteiro bem trabalhado e um desenhista que dê vida ao preto e branco das palavras, é o ponto de partida para uma obra singular.
O traço limpo e perfeito de Milo Manara, desenhista italiano que sabe como poucos retratar a anatomia feminina nos quadrinhos, muitas vezes encobre roteiros fracos, como os da série O Clic e do álbum Kamasutra. Embora a maioria dos seus roteiros seja de conteúdo erótico, isso não implica que a trama deva ser constantemente meia-boca.
Manara torna-se excelente quando encontra parceiros que conduzam o seu lápis a caminhos mais ousados, como Federico Fellini, em Viagem a Tulum, Hugo Pratt, em Verão Índio e El Gaucho, e Alejandro Jodorowsky, na inacabada série Bórgia.
Verão Índio foi uma das primeiras parcerias entre Manara e Pratt, escrito, desenhado e pintado no início dos anos de 1980, para a revista Corto Maltese, e uma das obras mais poéticas e menos explícitas do quadrinho erótico mundial.
Recém relançado no Brasil pela editora Conrad (152 páginas, capa dura, papel couché colorido, R$ 49,90), Verão Índio era um dos álbuns mais requisitados por quem aprecia quadrinhos de arte, haja vista a sua tiragem estar esgotada há anos – do tempo em que a editora Martins Fontes apostava em bons quadrinhos –, além de a edição portuguesa da Meribérica aparecer em leilões, pela internet, a preços pra lá de salgados.
Quando o verão índio estava para chegar, os ânimos dos silvícolas norte-americanos ficavam mais exaltados. Isso levou um guerreiro índio e um holandês, ambos da tribo de Squando, a estuprarem uma jovem branca puritana, sobrinha de um pastor com reputação duvidosa, do vilarejo de Nova Canaã, na conturbada América do século XVII.
Essa sequência que abre a referida obra tornou-se clássica, toda em narrativa visual, cujo clímax é o barulho da espingarda de Abner, que atira duas vezes para matar e escalpelar os aproveitadores da sua amada.
A partir desse prólogo trágico, somos apresentados à “mulher-demônio”, a senhora Lewis, e aos seus outros filhos, os meio-irmãos de Abner.
Dos milharais, os índios da tribo de Squando veem o movimento na casa da senhora Lewis e resolvem partir para a desforra.
As cenas de luta entre índios e brancos são belíssimas, pois a aquarela de Manara dá um quê de requinte aos combates sanguinolentos.
E quando tudo parecia estar se resolvendo, velhos segredos são revelados e, dessa vez, os brancos expiam suas consciências pesadas.
O que é mais explícito em Verão Índio é a vergonha de um continente pela falsa moral de quem se dizia o “civilizador”.
Por Milena Azevedo







