Sou escritor, jornalista, publicitário e um dos fundadores da Editora Jovens Escribas. Já publiquei dois livros: o romance Lítio e a coletânea de contos A Cega Natureza do Amor. Aqui no PLOG escrevo sobre tudo. E até sobre nada.
Um apanhado da atual fotografia artística norte-riograndense. Essa é a proposta da mostra “Fotografia Contemporânea Potiguar – Imagens da Esquina do Brasil” que levará nove fotógrafos e 77 imagens da produção de potiguares ou de profissionais radicados no estado em exposição pelas cidades de São Paulo, Brasília e Rio.
Os paulistas serão os primeiros a conferir as imagens da esquina do continente. A mostra estréia na Caixa Cultural neste dia 30 de abril em São Paulo. Segundo o fotógrafo e curador da mostra, Ricardo Junqueira, o Coletivo Potiguar se formou a partir da troca de “informações e figurinhas” entre os fotógrafos e ele viu que os interesses em relação à fotografia eram muito parecidos. A coisa evoluiu para um projeto que tem como objetivo funcionar como ferramenta estratégica de registro e inserção do Rio Grande do Norte no cenário nacional e internacional da fotografia.
Ainda segundo Junqueira, não houve a preocupação de buscar uma linguagem comum entre os trabalhos. “A não ser pelo fato de todos serem pessoas que trabalham e vivem de fotografia e terem um olhar “diferente”, com uma preocupação que vai além do mero registro”, explica sobre a reunião dos fotógrafos e escolha das imagens.
A diversidade de visões, técnicas e formatos marcam a exposição, que vão do preto e branco à saturação de cores, das temáticas sociais de registro e de denúncia até o despretensioso “click” em família ou em jornadas de viagem, somadas com outras técnicas artísticas intervindo no resultado final das fotografias.
Idealizado por Ricardo Junqueira, o Coletivo Potiguar se destaca ainda pela diversidade “geográfica” dos fotógrafos. O próprio Junqueira é brasiliense, morando em Natal desde 1996, tendo trabalhado passagens por São Paulo e Itália. Jean Lopes é potiguar da cidade de Assu. Nuno Rama é da Paraíba. De São Paulo, José Frota e Pablo Pinheiro. Erik van der Weidje, da Holanda. Max Pereira e Hugo Macedo são natalenses e Karen Montenegro, de Alagoas.
A exposição já pode ser vista também na Internet em www.coletivopotiguar.blogspot.com. Em São Paulo, a exposição fica até o dia 14 de junho. Depois, segue para Brasília entre 30 de julho a 31 de agosto. A exposição termina no Rio de Janeiro, de 20 de outubro a 29 de novembro.
O fotográfo Ricardo Junqueira conversou, por email,com o Internetcidade e falou também sobre a expectativa da exposição e qual é a contribuição dos olhares da esquina do continente.
Celestino: Como podemos avaliar o atual momento da fotografia potiguar?
Junqueira: Acho que estamos nos descobrindo e percebendo que a qualidade independe da geografia.
Celestino: Ao seu ver, qual a grande contribuição dos olhares da esquina do continente?
Junqueira: Minha maior preocupação é mostrar que existe uma produção de qualidade e fazer o Rio Grande do Norte aparecer um pouco mais no cenário nacional. Afinal, nós temos paisagens maravilhosas, mas não é só isso. No paraíso turístico também tem profissionalismo.
Celestino: Na sua opinião, o que vem impulsionando a fotografia no Estado?
Junqueira: Os fotógrafos – e isso não se aplica somente aos Potiguares e aos que vivem no RN -, são quase sempre apaixonados pelo que fazem e certamente é o que impulsiona essa produção.
Celestino: A exposição passa ainda por Brasília e Rio. Qual a sua expectativa?
Junqueira: Esperamos o máximo de visitação, que [a exposição] possa crescer e contribuir para que mais pessoas conheçam o trabalho que nós fazemos. E outros possam se interessar por fotografia.
Paulo Celestino é jornalista dissonante e cognitivamente perdido entre São Paulo e Natal. Gosta de ver aviões passando, seja no poluído ar de São Paulo ou nas calçadas da praia de Ipanema. Ainda em Sampa, descobriu o samba e a feijuca (não era para ser no Rio?). Hoje, nas horas quase vagas, toca o blog Internetcidade entre as escritas para sobreviver.
Quer dar umas boas risadas com os absurdos do cotidiano? Então aproveite o feriado para ir ao teatro. Estréia em Natal, dias 2 e 3 de maio, o espetáculo “Ultraje”, primeira incursão local pelo mundo do stand-up comedy.
Segundo ele, “apesar de o estilo se assemelhar ao que vem sendo feito lá fora, o espetáculo corre por fora ao revirar o óbvio de ponta-cabeça, levando as histórias a finalizações corajosas e inesperadas, seja através da trilha sonora abusada e divertida, que mistura Edith Piaf e José Orlando, ou por meio dos inacreditáveis figurinos paridos pelo enfant terrible Ricardo San Martin, que dispensa maiores apresentações”.
No elenco, Adriana Borba (melhor atriz do I Festival de Teatro Potiguar), Marci Lohss, Rebeca Carozza, Ramona Lina e Harlane Louise. E você na platéia, claro!
Espetáculo “Ultraje”
Dias 2 e 3 de maio no TAM
Vendas: Botton Midway Mall e TAM
Preço: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudante)
O uso de passagens na Câmara agora se restringe aos parlamentares e só para viagens nacionais. Mas quem usou indevidamente não precisa se preocupar: o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sinalizou que os envolvidos devem ser anistiados. Ê Brasil…
Nos últimos dias andei imerso no mundo dos microcontos. Esses textinhos curtos, de até 140 caracteres, que incrivelmente conseguem contar histórias emocionantes. Tudo aconteceu meio por coincidência: recebi uma pauta sobre microcontos, presenteei um amigo com Os menores contos brasileiros do século, recebi na caixa de e-mails microcontos escritos por uma amiga. E quando dei por mim, já estava completamente absorvido por esse microuniverso.
Pra quem ainda não aprendeu a apreciar essa nova tendência da literatura, indico dois autores: o Tiago Moralles e o Samir Mesquista.
O primeiro, conheci pelo Twitter. Tiago Moralles (@tfmoralles) publica seus microcontos religiosamente no blog Penates e ainda é inédito em livro. Redator da agência paulista Lew/Lara, Thiago tem um estilo certeiro, ácido e por vezes constrangedor. Olha só alguns exemplos:
Microconto #83
A melhor visão daquele acidente deveria ser a de fora. Que por sinal, ele não pode ver.
Microconto #81
Por mais que tentasse começar uma história com era uma vez, sabia que no final não viveriam felizes para sempre.
Microconto #80
Arrancar a rosa foi doido, mas devolvê-la à terra em forma de coroa, a 7 palmos, foi muito mais.
Microconto #79
Lembrava sempre de não passar em baixo de escada e de não cruzar com gato preto, mas esqueceu de colocar o cinto de segurança.
Microconto #73
A irresponsabilidade das 4 rodas nunca mais foi possível sobre as 2 da cadeira.
Tiago Moralles gosta tanto de microcontos que acabou virando jurado do segundo “140 Letras”, concurso de microcontos que acontece no Twitter. Pra participar do concurso é simples: basta publicar microcontos no Twitter sinalizando a postagem com a tag #140.
As regras básicas são:
- Os textos precisam ser escritos em português
- Devem ter no máximo 140 caracteres
- Dentro dessa margem, devem conter a tag #140 para identificação.
Segundo o blog de Tiago, “Podem ser escritos quantos microcontos o participante achar necessário. Mas só serão aceitos os que forem publicados entre 0h de 19/4/2009 (domingo) e 23h59 de 2/5/2009 (sábado), pelo horário de Brasília”. Além dele, o concurso tem mais quatro jurados: o ator Ivam Cabral (@ivamcabral), a produtora cultural Liliane Ferrari (@lilianeferrari), a escritora Liliane Prata (@liliprata) e o produtor musical Pena Schmidt (@penas).
Ainda segundo Tiago, “O concurso é organizado por Roberto Moreno (@robertomoreno) e para mais informações acesse o site 140 Letras ou siga o 140 pelo Twitter (@140letras”.
Já o segundo microcontista que acabei conhecendo nos últimos dias é o Samir Mesquita. Esse já tem um livro de microcontos publicado e segue para publicação do segundo. “Dois palitos”, o primeiro, é um minilivro que vem dentro de uma caixa de fósforos. Uma idéia muito original que está sendo vendida em todo o país através do site Dois Palitos. No site, também é possível ler alguns minirrelatos de Samir. De qualidade indiscutível, claro.
O segundo livro, ainda no prelo, chama-se “18h30” e contém microcontos sobre o trânsito no formato de um mapa. Coincidência ou não, Samir também é redator publicitário.
A amiga que me enviou seus microcontos pediu, pelo amor de deus, que eu não os publicasse. Uma pena. Dessa experiência podem sair talentos incríveis, como é o caso dela. Vamos ver se depois dessa postagem ela se anima em compartilhar seus minirrelatos com o mundo.
No primeiro PlogCast, tem polêmica com a farra das passagens e a incrível notícia de que as medidas moralizadoras da Câmara serão votadas pela própria Câmara. Tem baixarias com o Supremo Tribunal Federal – e seus juízes trocando ofensas precedidas de Vossa Excelência – e com Ciro Gomes dizendo que “Ministério Público é o caralho!”. Tem notícias bizarras, tem Twitter, tem Gabeira e sua tanguinha roxa.
No elenco, quatro jovens jornalistas (pero no mucho): Patrício Jr, Marlos Ápyus, Luanda Holanda e Rosilene Pereira.
Gravado no sábado, 25 de abril, o primeiro PlogCast segue a seguinte pauta:
- 1º bloco: Farra das passagens
- 2º bloco: Barracos em Brasília
- 3º bloco: Notícias bizarras
- 4º bloco: Comentando os comentários
Então é dar play aí embaixo e se preparar para comentar.
Ouvi falar na banda The Kooks em algum lugar. Não lembro exatamente onde, não lembro exatamente quando, não lembro exatamente como. O fato é que desde então (quando terá sido, meu Deus?) ando com ela no mp3. Ouvindo de vez em quando, sem muitas pretensões, geralmente quando não estou a fim de ouvir nada em especial. E então, de repente (ontem, pra ser mais exato) me vi dirigindo pela cidade, cantarolando o hit “Naive” e pensando: caralho, como estou feliz! Foi então que vi que nunca tinha escrito sobre os caras.
The Kooks é uma banda de indie rock formada por quatro jovens ingleses que se conheceram no colégio. Já lançaram dois discos: “Inside in/inside out”, de 2006, com o qual tenho mais intimidade; e “Konk”, de 2008, que estou conhecendo. Fazendo um rock’n’roll dos mais dançantes, muito embora também invistam em baladas, a banda surpreende pela emoção que consegue transmitir em cada música. Desde os rocks mais ferozes às baladas mais rasgadas. O vocalista Luke Pritchard alterna momentos punk rock e derretimentos a la Coldplay com uma versatilidade das mais raras.
“Inside in/inside out” começa com a balada Seaside . Simples, cortante, imediata. É o suficiente pra você dizer: essa banda merece estar no meu mp3. Com uma letra terna, falando de se apaixonar à beira-mar, a música já pega a gente de jeito. Pra logo em seguida, sem avisos prévios, nos jogar no rock dançante See the world. Menos comportado, o vocalista rasga sua voz para cantar sobre a necessidade de ir embora e as memórias que esses momentos trazem à tona. O CD segue assim, alternando rock dançante e balada, sem perder o pique. Refrões radiofônicos fazem parte da mistura, principalmente no hit do CD, a excelente Naive. Um certo suingue ska entra na receita, para deixar tudo ainda melhor. Numa espécie de DR, a música fala de uma relação marcada pela imaturidade. E tem um dos refrões mais pegajosos dos últimos anos.
Em “Konk”, o segundo álbum da banda, graças a Deus o formato se repete. Rocks fáceis, daqueles mais simples, que faz a gente se perguntar por que cargas d’água não gravam mais músicas assim. Vou destacar apenas duas músicas desse álbum, pelo fato de não estar ouvindo ele há tanto tempo: 1) Shine on : Uma dessas músicas que deixam a gente feliz de ouvir, quase bobas, mas que conquistam pela simplicidade e despretensão; 2) Down to the market: um rock com fúria, pra dançar cantando até a garganta sangrar.
Pra quem se interessou, The Kooks faz show no Brasil em junho. Vai ser no dia 19, em São Paulo.
Resolvi dar uma checada nas estatísticas do PLOG. Engraçado como no início quase não tinha acessos nos fins de semana e hoje em dia a coisa bomba por aqui sábado e domingo. Outra coisa interessante: antes, os textos mais antigos quase não eram acessados. Hoje em dia, o interesse por postagens anteriores aumentou bastante. Tanto é que neste ranking que fiz dos textos mais acessados, o campeão é um texto de fevereiro de 2009. Prepare-se então para o top 10 do PLOG.
1º Lugar: PLÁGIO: AGÊNCIA DE MOSSORÓ PARECE SER ESPECIALISTA
A agência mossoroense Mais Comunicação está sendo acusada de seguidos plágios em um fórum de discussão do Orkut. A pendenga começou com um comercial pra loja Sob Medida, criado pela Mais, que é extremamente semelhante a um comercial da TIM veiculado no início do ano em todo o Brasil. E quando eu digo extremamente semelhante não estou usando um a figura de linguagem.
2º Lugar: ART&C: AGÊNCIA DE NATAL EMPLACA ANÚNCIOS NA LÜRZER’S ARCHIVE
A Art&C, uma das maiores agências potiguares, acaba de entrar pro seleto grupo da Lürzer’s Archive, umas das revistas de publicidade mais respeitadas do mundo. A agência teve dois anúncios selecionados para o número desse mês da revista, que compila bimestralmente o melhor produzido na publicidade mundial.
3º Lugar: A SKOL NÃO SABE RIR DA VIDA
Sabe aquelas campanhas publicitárias que têm tudo pra ser sensacionais, mas quando vão pro ar ninguém acha a menor graças? Pois é, esse é o caso do concurso cultural “Redondo é rir da vida” da Skol. Além de não fazer rir, a campanha protagonizou um episódio no mínimo polêmico: a agência da Skol obrigou o comediante Ronald Rios a retirar do ar uma paródia que ele produziu.
4º Lugar: POLÊMICA: SINDICATO DOS RADIALISTAS PROÍBE CRIAÇÃO DO SINDICATO DOS PUBLICITÁRIOS DO RN
Um grupo de publicitários de Natal se reuniu para formar o Sindicato dos Trabalhadores em Agências de Propaganda. A primeira assembléia deveria acontecer hoje. Mas não aconteceu. Isto porque o Sindicato dos Radialistas, atual representante da categoria, entrou com um pedido de liminar proibindo a realização do encontro. Os motivos para essa liminar são tão absurdos quanto o fato de os publicitários do RN serem representados pelo Sindicato dos Radialistas.
5º Lugar: WATCHMEN ENTRA EM CARTAZ COM CENSURA 18 ANOS
Talvez seja um erro de digitação. Mas “Watchmen” aparece como proibido para menores de 18 anos no site do Cinemark. Estreando hoje nos dois cinema da cidade, nada na história de Alan Moore justifica essa classificação. No site do Moviecom, os limites de idade não estão disponíveis.
6º Lugar: CAMINHO DAS ÍNDIAS: LIXO EM HORÁRIO NOBRE
“Caminho das Índias”, como toda novela de Glória Perez, é uma sucessão de acontecimentos sem sentido falsamente baseados em uma cultura distante. Ou seja, a Índia não é daquele jeito. Em uma entrevista, comparando-se à Janete Clair, Glória Perez disse que era uma ficcionista e não uma jornalista. “Eu invento histórias, elas não precisam ser reais”, argumentou a autora. Eu discordo taxativamente. 7º Lugar: A ARTE DA INVERDADE (OU: TALITA NÃO, FIALHO, THAÍSA)
Faz tempo que sinto vontade de escrever umas palavrinhas sobre a blogueira e jornalista Thaísa Galvão. Por sua parcialidade disfarçada de imparcialidade; por seu talento em manipular a verdade; por sua maestria em conseguir anunciantes de peso pro seu blog; e também porque apesar de não ser a única a fazer jornalismo tendencioso, se tornou um exemplo dessa prática detestável.
8º Lugar: QUANTO A PLAYBOYZADA GASTA NA BALADA?
Em matéria produzida pela MTV/UOL (e veiculada no site de ambas), o jornalista Elcio Coronato invade uma balada VIP em São Paulo para descobrir: quanto um playboy gasta em média numa balada? O vídeo postado aqui despensa qualquer teorização sobre os absurdos da desigualdade social no Brasil. Imperdível.
9º Lugar: empate técnico WATCHMEN EDIÇÃO DEFINITIVA
Todo mundo que curte quadrinhos de alguma forma já passou por “Watchmen”. Quer seja pelos comentários que ouve a respeito, quer seja pelas influências que esta história mirabolante da década de 80 deixou aos seus herdeiros, quer seja pelas páginas do próprio. A questão é: “Watchmen” é uma obra fundamental pra quem curte gibi.
TRUE BLOOD: MUITO SANGUE E MUITO SEXO NA HBO
True Blood não é do tipo de série que vira queridinha da audiência da noite pro dia, como Grey’s Anatomy ou 90210. Mas vale a pena ser assistida. Os personagens são bem construídos e cativantes, as tramas são inteligentes, os textos são bem escritos e na pior das hipóteses você vai aprender umas boas posições novas.
10º Lugar: VEM AÍ A FESTA ANOS 90
O primeiro grito de “uhuuuuu” que você vai ouvir ao entrar na Festa Anos 90 vai ser quando o DJ (algum ex-locutor da Transamérica, com certeza) colocar “Barbie Girl” da banda Aqua. Pra resgatar em grande estilo o início da década, teremos ainda Double You, o gaguinho Scatman e Vanilla Ice. Pois é, a tão temida balada já acontece prematuramente desde o ano passado em algumas cidades do Brasil.
Ele já perdeu o papel de Superman, errou a mão ao manusear as correntes e pilotar a moto do Motoqueiro Fantasma, foi ladrão de carro forçadamente cool, chegou a ser um vidente bonzinho, e em Presságio ele encara o fim do mundo.
Presságio (Knowing, 2009) é a nova produção de Alex Proyas (Eu, robô, O Corvo), e traz Nicolas Cage como o astrofísico viúvo e solitário John Koestler, cujo filho Caleb começa a escutar ruídos e a ver um homem com um capote preto, após abrir o envelope de Lucinda Embry, que ao invés de ter desenhado como seria o futuro em 2009 – quando era uma garotinha, cinquenta anos atrás, para a cápsula do tempo de sua escola –, preencheu o papel com uma porção de números aparentemente sem sentido.
John descobre que os números são datas de graves acidentes ao redor do mundo, nos últimos cinquenta anos. Ele pensa que se tivesse como saber desses acidentes, com antecedência, poderia ter salvado a sua esposa. Como restam três datas que informam sobre eventos atuais, algumas marcando inclusive a latitude e a longitude exata do local a ser atingido, John agarra com unhas e dentes a chance de poder alertar e salvar as pessoas.
Com o futuro da humanidade em jogo, ele parte para encontrar a filha de Lucinda, Diana (Rose Byrne, da excelente série de TV Damages), e descobre que ela tem uma menina chamada Abby, da mesma idade de Caleb e tão inteligente quanto.
Diante da situação inusitada, John passa a rever seus posicionamentos teóricos e começa a aceitar a possibilidade de uma força maior que atua no universo, interferindo na natureza das coisas, quando se faz necessário.
O ponto alto de Presságio são os efeitos sonoros e as tomadas de câmera nas cenas dos acidentes, as quais nos colocam na pele de John Koestler, sentido bem de perto o perigo (a gente até chega a movimentar a cabeça, num reflexo involuntário, para se proteger). No entanto, nas duas horas de filme, o que se vê mesmo é Nicolas Cage passando de um sujeito apático a candidato a mártir do planeta Terra, correndo pra lá e pra cá.
Alex Proyas é um diretor que gosta de mesclar ação e suspense em seus filmes, e Presságio não foge à regra. Porém, se você for ao cinema querendo algo mais, pode se decepcionar.
Nesta sexta, 24, com Camila Masiso e Macaxeira Jazz tocando samba; e Orquestra Boca Seca com o samba-rock. Na discotecagem, Ze Caxangá. Entrada: $8 até meia-noite, $10 depois. Inicio:23h. No Galpão 29, Rua Chile, Ribeira.
A partir de quarta, 22, quem comentar no PLOG (em qualquer texto) vai concorrer a um exemplar de “Mano Celo – O rapper natalense”, de Carlos Fialho, que será lançado quinta-feira, 7 de maio, a partir das 18h, na Siciliano do Midway Mall.
As regras são simples: basta comentar e você já está concorrendo. Os comentários serão arquivados por ordem numérica, conforme forem sendo postados. Assim, cada comentário terá um número. No dia 6 de maio, postarei no meu Twitter a seguinte mensagem: “Diga um número de 1 a 100”. As três primeiras respostas indicarão os números dos sorteados. Caso as respostas não sejam suficientes para indicar um ganhador, sortearei da maneira analógica: número num saquinho.
Assim, o PLOG presenteará com exclusividade três leitores com o mais recente livro do selo Jovens Escribas. Mas atenção: os prêmios serão entregues apenas na noite de lançamento. Assim, quem ganhar tem que estar lá para receber.
De hoje até dia 6, todos os posts do PLOG serão sinalizados com a seguinte mensagem:
Dessa forma, todo mundo fica sabendo o que está rolando. Pra completar o jabá, segue o release do livro. Aguardo você na Siciliano dia 7 de maio.
UM HERÓI IMPLACÁVEL: MATA DE TANTO RIR!
Com divertidas crônicas sobre a sociedade Natalense e as histórias de um protagonista impagável, Carlos Fialho lança seu 3º livro.
No próximo dia 07 de maio (quinta-feira) a partir das 18h, o escritor Carlos Fialho lança seu novo livro, “Mano Celo – O Rapper Natalense”, na Livraria Siciliano do Midway Mall.
“Mano Celo – O Rapper Natalense” é o 3º livro de Carlos Fialho e o 10º um do selo literário Jovens Escribas que está completando 5 anos. A obra é uma reunião de crônicas do autor sobre a sociedade potiguar, várias delas protagonizadas pelo jovem Marcelo Dutton, filho de uma família rica e tradicional de Natal que não se conforma com as contradições observadas no meio em que vive.
Marcelo resolve apontar as distorções da sociedade e escolhe o hip-hop para dar vazão a suas críticas, tornando-se o “Mano Celo”. O problema é que Mano Celo é um péssimo rapper e acaba criando situações cômicas e constrangedoras.
Além das histórias do personagem título, o livro também traz algumas crônicas do autor que se tornaram hits na internet nos últimos 2 anos como as já célebres “Parasitas Sociais”, “O homem que não falava carnatalês” e “A Fábula das duas cantoras”. Também figuram no livro as crônicas “Patricinhas Culturais 1 e 2” que fizeram a alegria de muitos leitores virtuais.
O tom crítico e panfletário passa longe de “Mano Celo…”. O livro é cheio de ironia, bom humor e sarcasmo. É um convite a rir de nós mesmos. Autodepreciação despudorada e divertidíssima. Conforme explica o autor na orelha do livro: “Estamos todos lá: os playboyzinhos, as patricinhas culturais, as pseudo-celebridades, o turismo sexual, os empresários e sua ganância sem limites, a nossa elite nada generosa, a juventude Carnatalesca, os políticos e a forma como eles zombam de nós com sórdida indiferença.”
“Mano Celo – O Rapper Natalense” tem a capa feita pelo artista paraibano Shiko e traz prefácio do jornalista Marcus Vinícius. Na contracapa, o livro também traz algumas das mais contundentes críticas e ofensas que foram feitas aos autor na sua coluna semanal no portal Diginet. “Já que no livro eu resolvi falar de tanta gente, nada mais justo que dar espaço às pessoas que também falaram de mim”.
Essa atitude dá bem a dimensão da irreverência encontrada no livro que será lançado no próximo dia 07 de maio (quinta-feira) das 18h às 22h na Siciliano do Midway Mall.
Mais uma semana em que não cumpri totalmente meu objetivo.
“A ponto de explodir”, do autor mineiro Sérgio Fantini, apresenta contos ágeis e por vezes bem curtos, daqueles que a gente lê em uma sentada. O efeito dessa concisão é devastador. E foi devastador também para minha meta: livros de conto dão a chance de pular algumas partes e ler só o que realmente interessa naquele momento. Não era minha intenção e por isso estou sendo honesto: pulei alguns contos, mas li quase todos.
Tive a oportunidade de conhecer Fantini em outubro de 2011, quando ele veio a Natal a convite do Jovens Escribas para ministrar uma oficina de contos dentro da Ação Potiguar de Incentivo à Leitura. Sua fala tranquila e seu jeito sem afetações destoa totalmente da linguagem que exibe em seus contos: direto, por vezes violento, sem meneios desnecessários, Fantini exibe personagens fortes e controversos, que nos dão uma boa visão sobre os tipos urbanos mais comuns dos dias de hoje.
A leitura é recomendadíssima por dois motivos. O primeiro: a linguagem livre, sem editorialismos, permite mergulhar fundo no universo do autor a cada nova história. O segundo: Fantini sabe contar histórias. E mesmo naquelas mais pós-modernas, em que o conto passeia apenas por uma cena, sem nos dar muitas informações sobre os personagens, não deixa a sensação de incompletude. Suas histórias, por mais pós-modernas que sejam, sempre têm começo-meio-fim. O cara sabe o que está fazendo.