[NOTÍCIA]
“FRINGE” JÁ TEM DATA DE ESTRÉIA NO BRASIL

25 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

A série “Fringe”, de J.J. Abrams (também criador de “Lost”), já teve sua data de estréia anunciada. A 1ª temporada da nova queridinha da televisão – anunciada por muitos como a sucessora da clássica “Arquivo X” – começa dia 17 de março, às 22h, no Warner Channel. Eu recomendo.

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[DIÁRIO]
ESCRITOR QUE ACUSA SARAMAGO DE PLÁGIO DEIXOU COMENTÁRIO NO PLOG

25 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

Teófilo Huerta, autor mexicano que acusa José Saramgo de plágio, assunto do post SARAMAGO É ACUSADO DE PLÁGIO COM “INTERMITÊNCIAS DA MORTE”, acaba de deixar comentário neste texto. Corre lá pra ver.

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[NOTÍCIA]
ESPANHA: POLÍCIA TINHA COTA SEMANAL DE CAPTURA DE ILEGAIS

17 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

Foi o que admitiu Alfredo Pérez Rubalcaba, Ministro do Interior da Espanha. Esta ação gerou uma onda de perseguição implacável por Madri, que ia desde invasões a lan-houses até batidas nas filas do seguro-desemprego. O primeiro-ministro, José Luiz Zapatero, ordenou a suspensão da cota. Mas com a crise, há quem a defenda.

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[NOTÍCIA]
BRASILEIRA SUPOSTAMENTE ATACADA NA SUÍÇA PODE SER LOUCA

17 fevereiro 2009 § 1 comentário

É essa a versão que, sem querer ou querendo, sustentou o pai da moça. Ele admitiu que a filha tem lúpus, uma doença inflamatória que ataca a pele e pode causar distúrbios psicológicos. Ninguém sabe se ela foi mesmo vítima de neonazista. Mas o 1º depoimento dela será hoje, assim que receber alta do hospital.

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[NA PASTA]
ART&C: AGÊNCIA DE NATAL EMPLACA ANÚNCIOS NA LÜRZER’S ARCHIVE

16 fevereiro 2009 § 6 comentários

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Pra quem não acredita na prata da casa, uma grande notícia. Uma agência potiguar entra no seleto grupo da Lürzer’s Archive, umas das revistas de publicidade mais respeitadas do mundo. Pra quem não trabalha com comunicação, a Lürzer’s Archive é uma revista de periodicidade bimestral que compila num único volume o melhor que foi produzido na publicidade mundial naqueles dois meses.

A agência em questão foi a Art&C Comunicação Integrada, que teve dois anúncios selecionados para a edição desse mês. Foi um cliente com uma superverba? Não. Foi um mega-anunciante nacional? Não. Era um cliente que só investe em propaganda institucional baseada em conceitos inatingíveis ao grande público? Não. Foi pura criatividade? Sim.

O cliente em questão é o PG Motos, pequeno revendedor da Sundown que encontrou na Art&C a junção de potencial criativo com fé no cliente. Deu no que deu.

As peças em questão e suas respectivas fichas técnicas seguem abaixo.

pgmotos03Título: Indicador
Agência: Art&C (RN)
Criação: Lenilson Lima e Rafael Paulino
Direção de Criação: Lenilson Lima e Lucílio Barbosa
Ilustração: Lenilson Lima

pgmotos02Título: Lojinhas
Agência: Art&C (RN)
Criação: Lenilson Lima e Ian Thomé
Direção de Criação: Lenilson Lima e Lucílio Barbosa
Ilustração: Lenilson Lima

Por MSN, conversei com o amigo Lenilson Lima, um dos diretores de criação das peças. Sem disfarçar a alegria, ele foi atencioso ao extremo e concedeu essa pequena entrevista ao PLOG.

PLOG – Qual a sensação de estar na Archive? Lenilson – Não dá para esconder a felicidade. Até porque ela vem junto com a sensação do dever cumprido e das vezes em que eu dizia para eu mesmo que o que separa um trabalho bom daqui de Natal e de outro feito em Jacarta na Indonésia é a geografia e não o mercado ou o cliente. Sempre acreditei que o talento não respeita fronteiras e conquistar um espaço numa revista tão importante só corrobora com essa premissa.

PLOG – Essa conquista pode servir pra acordar o mercado local pra criatividade? Lenilson – Acredito que a porteira agora está aberta. O Brasil é um país continental e o que o mundo publicitário lá fora conhece do país é São Paulo e um pouco do Rio de Janeiro. Acho que os muitos “brasis” não aparecem no mapa da mídia especializada por acreditar que não tem a mesma capacidade e o mesmo talento. Claro que não se pode sair por aí mandando qualquer trabalho e esperar ser selecionado, porque também não é assim. Sabemos que o que foi escolhido é o que os editores consideram o melhor da propaganda no mundo e, portanto, não se pode negligenciar o próprio trabalho.

PLOG – Isso é só o começo? Lenilson – É apenas mais um degrau.

Fica o recado: com crise ou sem crise, sempre quem ganha é a criatividade. E pra quem menospreza prêmios publicitários, um adendo: o cliente teve de uma só vez dois anúncios publicados numa das revistas mais respeitadas do mundo sem desembolsar um tostãozinho. Será que não é retorno de mídia o suficiente, hein?

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[AGENDA]
“ME SEGURA QUE SENÃO EU CAIO” NO GALPÃO 29

16 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

Com bandas Desventura e Coronel Drake, além de discotecagem de marchinhas de carnaval. Sexta, 13 de fevereiro. R$ 7,00 na lista (enviar nomes pelo Orkut pro perfil do Galpão 29), R$ 10,00 sem lista. Informações: 9135-2006 / 8882-8062.

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[NOTÍCIA]
MORTE DE JULIO CORTÁZAR COMPLETA 25 ANOS

13 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

Passou em branco ontem, pra mim, o aniversário da morte de Julio Cortázar, um dos maiores escritores de língua espanhola. Quem leu “O Jogo da Amarelinha” sabe do que estou falando. Em comemoração, comprarei “Todos os fogos o fogo”, livro de contos do autor republicado pela Civilização Brasileira. Crasse A.

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[ARTIGO]
CAMINHO DAS ÍNDIAS: LIXO EM HORÁRIO NOBRE

13 fevereiro 2009 § 13 comentários

>>>>>>>>>> "Todos os anos milhares de garotas indianas são assassinadas só porque são garotas". Anistia Internacional.

>>>>>>>>>> "Todos os anos milhares de garotas indianas são assassinadas só porque são garotas". Anistia Internacional.

A Globo é especialista em forçar a barra. Mas com “Caminho das Índias” foi longe demais. A novela tem o claro objetivo de se tornar uma moda e emissora nem disfarça: antes da estréia, já alardeava que os motivos indianos estavam tomando conta das ruas. Seria muito bom que fosse um fracasso, pra ensinar a Globo umas boas lições sobre os limites da formação de opinião. Pelos índices do Ibope, resta uma esperança: a trama de Glória Perez patina com uma média de 36 pontos. “A Favorita”, a antecessora, teve média de 45 (que já foi baixa pros parâmetros globais).

A Globo está fazendo de tudo. Matérias sobre a índia no Fantástico, Globo Repórter especial, Jornal Hoje noticiando que as roupas de Maya conquistaram as mulheres. Só o que não fez foi o principal: investir numa boa história.

“Caminho das Índias”, como toda novela de Glória Perez, é uma sucessão de acontecimentos sem sentido falsamente baseados em uma cultura distante. Ou seja, a Índia não é daquele jeito. Em uma entrevista, comparando-se à Janete Clair, Glória Perez disse que era uma ficcionista e não uma jornalista. “Eu invento histórias, elas não precisam ser reais”, argumentou a autora. Eu discordo taxativamente. As melhores histórias que já li, por mais inventivas que fossem, jamais perdiam uma característica primordial: a verossimilhança. De “O Estrangeiro” de Alberto Camus (um homem não demonstra emoções com a morte de sua mãe e é preso como suspeito) até “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley (no futuro, a reprodução é assistida, o amor é proibido e os seres humanos são criados segundo a função que vão desempenhar), todas as histórias eram plausíveis.

Assisti apenas ao primeiro capítulo de “Caminho das Índias” e foi o suficiente. Se eu só assistir ao último, entenderei a história por completo. Primeiro, a facilidade com a qual os personagens voam do Brasil pra Ásia – sem demonstrar cansaço ou desconforto com o fuso horário, sem ter problemas de visto, muito menos qualquer preocupação com o dinheiro – é irritante. O fato de todo mundo falar português (independente do país em que está) e de vez em quando soltar uma expressão em indiano é outra coisa que me tira do sério. Outro ponto fraco é o didatismo sobre a cultura hindu. Já falaram tanto de brâmanes e coisas afins, que fica difícil torcer pelos personagens: eles parecem mesmo catedráticos de cultura indiana num mestrado chatíssimo sobre culturas exóticas (aliás, a própria expressão “cultura exótica”, repetida à exaustão nos telejornais da emissora, me dá náuseas).

Mas tudo isso é o de menos, afinal defeitos aparecem em diversas obras da televisão e a gente passa por cima e continua achando bom. “Lost”, “Heroes”, “CSI”, até mesmo meu xodó “Fringe”, dão lá suas escorregadas. Mas compensam por nos apresentar tramas bem boladas, muitas delas originalíssimas. Não é o caso da história da Globo.

Toda novela de Glória Perez é igual. Compare. A começar pela cultura distante. “Explode Coração” e os ciganos, “O Clone” e os árabes, “América” e os estadunidenses, e agora nos empurram a Índia. O segundo passo da receita de bolo de Glória Perez é uma protagonista que quer ir contra as tradições. Dara, Jade, Sol, Maya: todas elas são iguais. Além de terem nomes de cachorro poodle, foram obrigadas a se casar com um homem que não amam e são apaixonadas por outro. Dara tinha o cigano Igor (numa atuação histórica, na qual a tentativa de ator Ricardo Macchi expressava emoções com o pâncreas), Jade tinha Saydi, Sol tinha o americano sem graça e Maya tem Márcio Garcia. Elas passam a novela toda sofrendo para se adaptar a uma cultura estranha, de onde quer que ela seja, e no final, após litros e mais litros de lágrimas, provam que correr atrás dos próprios sonhos vale a pena. Acho que vou vomitar.

“Caminho das Índias” é mais um excremento viscoso escorrendo de nossas telinhas. E não incomodaria tanto se a Globo deixasse de tentar empurrá-lo nossa garganta abaixo. Apesar de não estar assistindo à novela, sei de tudo que acontece nela. É impossível permanecer alheio. A índia está em todos os lugares, de comerciais no meio da programação a sites de notícias. Uma pena. Gosto de histórias. Gosto de novelas. O problema é que as nossas estão cada vez piores. Sinto uma imensa saudade de quando ninguém sabia quem matou Odete Roitmann.

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[NOTÍCIA]
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DEFENDE PUBLICAMENTE A DESCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA

11 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

No encontro da Comissão Latino-americana sobre Drogas e Democracia, o ex-presidente defendeu a descriminalização da posse de maconha. “Essa história de guerra contra as drogas não resolve”, disse, “A posição do governo brasileiro, que eu saiba, não é contrária”.

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[OPINIÃO]
EM “O LUTADOR”, QUEM VENCE É MICKEY ROURKE – por milena azevedo

11 fevereiro 2009 § Nenhum comentário ainda

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Corpos sarados e rostinhos bonitos foram e continuam sendo essenciais para a contratação de alguns atores em Hollywood, muitas vezes em detrimento de suas capacidades de interpretação.

Tem-se inúmeros exemplos de atores que eram esportistas famosos antes de se aventurarem no mundo do cinema, como o campeão mundial de natação Johnny Weissmuller (o Tarzan das décadas de 1930 e 1940), o astro negro do futebol americano e também lutador profissional de luta livre Woody Strode (Spartacus, Era uma vez no Oeste) e o fisiculturista “Mister Universo” Arnold Schwarznegger (Conan, Exterminador do Futuro).

Em contrapartida há astros que se cansam de atuar e viram desportistas, como Mickey Rourke.

Embora Rourke tivesse lutado boxe durante uma fase de sua adolescência, foi em 1991 que ele resolveu dar um tempo às telas e encarar o ringue como boxeador profissional. Não que ele tenha abandonado Hollywood de vez, apenas fazia um filme aqui e outro ali no intervalo de suas lutas.

Como ele já não era um garotão (e se arrebentou feio em algumas lutas, quebrando nariz, dedos do pé, costelas, precisando fazer cirurgias que lhe deformaram o belo semblante), preferiu se aposentar como boxeador e voltar a atuar, em 1995.

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É, mas o ator de O Selvagem da Motocicleta, 9/2 Semanas de Amor e Coração Satânico também não encontrou vida fácil nesse regresso.

Foram participações desastrosas em filmes questionáveis e pouquíssimo vistos, com Rourke fora de forma (leia-se inchado) e com uma cara totalmente desfigurada. Porém, em 2005, sua sorte começava a mudar. Assim como John Travolta teve sua chance de dar a volta por cima com Pulp Fiction (Rourke recusou o papel do boxeador Butch Coolidge, que ficou a cargo de Bruce Willis), Rourke voltou à cena interpretando o grandalhão e sensível anti-heroi Marv, na adaptação cinematográfica da série de quadrinhos Sin City. Ganhou quatro prêmios de melhor ator coadjuvante pelo papel. Após Sin City, roteiros mais “classe A” foram aparecendo para ele, até que em 2008 veio O Lutador (The Wrestler).

mickey0003Em O Lutador, Rourke interpreta o fictício lutador profissional de luta livre, Randy “The Ram” Robinson, outrora famoso na década de 1980 (com direito a jogo do Nintendo e  action figure), que hodiernamente sobrevive de sua antiga glória, embora ainda suba constantemente no ringue. E é após uma dessas lutas ensaiadas que Randy sofre um enfarte e precisa parar de lutar para continuar vivo. O que se torna um grande dilema para ele, pois sua vida é a luta livre. Vê-se obrigado a arranjar trabalho em um super mercado, vai à procura da filha que ele havia abandonado durante os anos de ouro de sua fama, e tem como única amiga a stripper Cassidy (Marisa Tomei).

Numa atuação tão honesta que nocauteia quem assiste ao filme, Rourke passa toda a decadência e solidão de um homem que tenta a todo custo acertar na vida, tendo como motivação a empolgação da sua platéia, dos seus fãs (até quando está atendendo aos clientes atrás do balcão, no super mercado, ele procura “dar um show”, tratando a todos com bom humor e simpatia).

Não foi à toa que Mickey Rourke ganhou o Globo de Ouro e o BAFTA de Melhor Ator esse ano, e está concorrendo também ao Oscar por O Lutador.

O papel de Randy encaixou como um golpe perfeito para Rourke, mais até do que o de Johnny Walker, o boxeador de Homeboy (cujo roteiro ele assinou), que ele interpretou no ano de 1988, porque Randy é a essência de Rourke: um cara que já esteve no topo, fez uma besteira atrás da outra e está procurando fazer as pazes consigo mesmo.

Por Milena Azevedo

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