A final do Superbowl, o Brasileirão dos Estados Unidos, é o horário de publicidade mais caro do mundo. Estima-se que cada 30 segundos de comercial durante a partida final não saem por menos de 6 milhões de dólares. É um preço de mídia razoável (!) e justamente por isso agências e anunciantes costumam caprichar nas suas produções. Um verdadeiro deleite pra nós, que deliramos na criativamente apresentada no horário mais nobre do mundo. Abaixo, selecionei três filmes da enxurrada de 59 comerciais exibidos ontem. Esses, dos que vi até agora, foram os que mais gostei.
O Grupo Estação de Teatro retorna com sua elogiada peça “Em cada canto um conto, em única apresentação, na Casa da Ribeira, este domingo, 7 de fevereiro. A peça encena contos famosos da literatura infantil, misturando música, teatro e brincadeiras. Informações e reservas pelo fone 3211-7710.
Abaixo, uma pequena amostra do espetáculo. Uma espécie de trailler produzido pelo grupo.
Mais uma edição do projeto “Nalva faz minha cabeça” sai às ruas. Dessa vez, com a escritora potiguar Civone Medeiros e o fotógrafo Flávio Aquino. O projeto transforma clientes do Nalva Melo Café Salão em ícones pop através de uma ensaio fotográfico cuidadoso, criativo e cheio de ousadia.
Por ele já passaram a arquiteta Manu Albuqerque encarnando uma melindrosa e a empresária Larissa Borges transformada em Amy Winehouse. Agora, é a vez da musa das letras, a inquieta e transgressora Civone Medeiros, emprestar seu corpo para Janis Joplin. Veja uma amostra grátis do ensaio. Pra tudinho, incluindo making-of, é só ir no site de Nalva Melo Café Salão.
FICHA TÉCNICA
Personal Hair & Make-Up Stylist: Nalva Melo
Foto: Flávio Aquino
Modelo: Civone Medeiros
Apoio: Allan Talma & Vírginia
Hoje é o Dia do Publicitário! E não sei se vocês sabem, mas sou publicitário. Sei que a profissão sofre críticas, é responsabilizada por incentivar o consumismo, e nós profissionais somos muitas vezes taxados de egocêntricos, malucos, fúteis. Enfim, eu sei de todas essas coisas, mas ainda assim tenho um orgulho danado de ser publicitário.
Porque trabalho com criatividade, porque posso ser inquieto, porque nossas criações podem ser entretenimento, informação, conscientização, prevenção, discussão de idéias. Enfim, porque meu trabalho vai muito além de “12 vezes sem juros no cartão”. Poucas profissões podem se orgulhar de ser autorregulamentadas, de ter um código de ética que funciona na prática, de ter derrubado tabus, de permitir que seus profissionais trabalhem de bermuda.
E porque hoje é Dia do Publicitário, deixo vocês com uma seleção de filmes matadores. Uma pequena amostra de como a publicidade pode chegar bem perto, bem pertinho mesmo, da arte. Mesmo sendo uma profissão como outra qualquer.
Interessante a idéia do pessoal do recém-criado Curso de Cinema da Unp. Em vez de criar um comercial para promover a nova carreira, fizeram um trailler do curso. Usando a mesma linguagem de traillers, com aquela sonorização marcante e as frases entrecortadas características, o comercial de 30” está sendo veiculado nos cinemas de Natal. A criação e direção é de Fábio DeSilva (aquele que dirigiu o documentário Sangue no Barro para o projeto DocTV), que acumula também a função de diretor do Curso de Cinema da UnP.
Ficha técnica
Título: Curso de cinema
Direção: Fábio DeSilva
Edição: Rudá Virgínio
Produtora: Mais Vídeo
Sonorização: Arthur Henrique
O curso de Comunicação Social – Habilitação em Cinema da UnP já está com matrículas abertas. Para maiores informações, clique aqui.
Sejamos francos: você viveu até hoje muito bem sem ter um computador em formato de prancheta sempre dentro da mochila. Eu até acredito que uma ou outra pessoa necessite estar hiperconectada em todas as situações – um super-executivo de multinacional, ou o chefe de programação do Google, ou ainda o Perez Hilton. Mas você, meu amigo, minha amiga, definitivamente não precisa. O que não significa que você vai abdicar dos encantos dos tablets – e mais ainda, dos encantos do iPad, o tablet da Apple lançado com estardalhaço ontem.
Pra quem está voando no assunto, um rápido resumo (que não constará na versão em livro desta crônica): ontem, a Apple lançou seu novo “mais inovador e fantástico produto”: o iPad. Trata-se de um tablet (basicamente, um netbook sem teclado com tela touch screen). Custará a partir de US$ 499,00 e promete criar uma revolução na forma como navegamos na internet, compartilhamos fotos e vídeos, jogamos games, etc.
Ok, você não precisa de um iPad. Eu não preciso de um iPad. Mas eu quero um. Porque desde o lançamento do iPod (e lá se vão quase 10 anos), a Apple vem se especializando em criar soluções para problemas que não existem. Esse é o grande mérito da gigante de tecnologia de Steve Jobs: criar necessidades até então inexistentes.
Não sei se você lembra, mas antes do iPod não era necessariamente um problema sair na rua sem estar ouvindo música. Era até normal. Eu lembro que tirava uma ou duas horas da minha atribulada semana para sentar no sofá, ouvir meus CDs, manipular os encartes, ler as letras. Consumir música, pra mim, era isso. Mas que coisa mais antiga essa história de sentar pra ouvir música, não é mesmo? A Apple e seu aparelhinho de fones de ouvidos brancos mudou tudo: agora a gente ouve música no ônibus, no metrô, na aula, no trabalho.
De lá pra cá, teve o iPhone (que solucionou o problema inexistente de ter aplicativos no celular que fazem das coisas mais estúpidas até as mais incríveis), o iPod Touch (que aniquilou os teclados sem que ninguém tivesse reclamado, até então, por ter que usá-los), a App Store (que vende aplicativos que você não sentiria necessidade alguma de ter caso não tivesse um iPhone), a iTunes (que vende músicas que você pode conseguir de graça) e agora o iPad.
Que disponibiliza internet, fotos, games, filmes, música, livros e mais um monte de coisas: mas agora, de qualquer lugar, a qualquer hora, com tela multitouch (porque touch screen já é passado) e a incrível convergência à tecnologia 3G. Tudo isso em 10 polegadas do mais puro design.
Sejamos francos. O seu netbook que pesa pouco mais de um quilo (na pior das hipóteses) já faz tudo isso. Mas ele tem teclado e de repente, ao estalar dos dedos de Steve Jobs, teclados passaram a ser coisa do demônio. Mais antigos que, sei lá, salvar arquivos no HD. Sim, pois o iPad não foi feito pra isso. A capacidade de armazenamento deles é de, no máximo, 64GB. Pra você uma idéia, meu netbook surrado tem capacidade de 250GB de armazenamento. Não estou falando que o produto é ruim, obviamente. Este julgamento só um especialista em tecnologia pode fazer. Mas à luz da lógica, há de se convir, não faz sentido abandonar meu netbook e investir US$ 500,00 nesse novo brinquedo.
Mas eu quero um iPad. Você quer um iPad. Todo mundo quer um iPad. A Apple sabe criar, como poucas empresas, isso que chamo de “desejo de ter uma necessidade”. Explico: logo que o anúncio foi feito, na tarde de ontem, eu fiquei pensando em todas as situações que poderia fazer uso de 100% das funcionalidades do iPad. Numa viagem, por exemplo, poderia postar textos no PLOG a qualquer momento. Poderia enviar fotos pros amigos quase instantaneamente. Em casa, poderia ler e-books sentado em frente à TV, confortavelmente, sem aquele trambolho de netbook esquentando minhas pernas. Poderia compartilhar arquivos sem a necessidade de plugar milhões de fios, e acessar meu e-mail onde quer que eu estivesse, e ler confortavelmente as notícias do dia. É o desejo de ter uma necessidade. Porque, convenhamos, postar textos no blog a qualquer momento não é bem uma necessidade, não é mesmo?
E a economia gira sua grande roda. E eu, engrenagem desse sistema, faço a minha parte. Eu quero um iPad como quem desejou, há uns bons 12 anos, seu primeiro computador 486. Como se fosse minha tablet da salvação. Em cinco ou seis anos, podem acreditar, todos nós vamos nos perguntar: “Como consegui viver até hoje sem ter um iPad?”. E então riremos todos desta crônica enquanto dizemos: “Patrício Jr é tão 2010, né?”.
A banda Sangue Blues tempera a noite do Sgt Peppers Ponta Negra com clássicos do blues e do rock and roll. Nesta sexta, 29, às 23h. Av. Engenheiro Roberto Freire, 9102, Ponta Negra. Mais info: 8855 3916.
Que Lady Gaga que nada!!! Essa semana caiu no meu Twitter, por indicação de @chicoazambuja, um clipe de Calvin Harris. Lá fui eu todo inocente ouvir o som do cara e de repente me deparo com minha música do verão. Falo de “Accepted in the 80’s”, do álbum “I created disco”, debut do DJ escocês de 2007. Eletroclash com disco com new wave com música pop com um monte de referências legais: pronto, virei fã do cara.
Calvin Harris fez fama na Europa como produtor. Depois, resolveu lançar seus trabalhos autorais e se deu melhor ainda. Já produziu quatro discos de Kylie Minogue e tem remixes para canções de Jamiroquai, Groove Armada, Cansei de Ser Sexy, dentre outros. Ou seja, o cara entender dessa coisa de colocar os outros pra dançar.
Depois de “I created disco”, ele lançou outro excelente álbum em 2009, chamado “Ready for the weekend”. Não podia ter nome mais adequado. O álbum é perfeito pra ouvir no famoso esquente, preparando-se pra balada, com suas batidas dançantes que ora lembram o melhor de Cake, ora remetem diretamente aos sucessos da Motown. Mistura explosiva essa!
Destaquei no post vídeos de algumas músicas que curti bastante. E agora, depois desse formidável achado, vou tentar resenhar um álbum de Lady Gaga. Kkkkkkkkkkk.
Ps.: Os clipes oficiais de Calvin Harris no Youtube são todos desabilitados para incorporação. Mas vale a pela ir lá para vê-los. O visual é sensacional!